Pesquisador da Fiocruz integra Comissão Nacional para certificação inédita de eliminação da doença de Chagas

Especialista apoia análise técnica das primeiras cidades do país a pleitear o fim da transmissão vertical

O pesquisador da Fiocruz Bahia, Fred Luciano Neves Santos, foi convidado para integrar a Comissão Nacional de Validação (CNV) que avalia a certificação inédita de eliminação da transmissão vertical da doença de Chagas. O processo analisou o pleito de dois municípios de Goiás (Goiânia e Anápolis), que se tornaram os primeiros do mundo a receber o selo de boas práticas rumo à eliminação da transmissão materno-infantil. 

A Comissão Nacional de Validação é formada por um colegiado multidisciplinar com funções consultivas e deliberativas. Além da consultoria técnica de especialistas, o comitê conta com representantes de órgãos internacionais, como a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Unaids, Unicef e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). 

A estrutura inclui ainda órgãos reguladores e conselhos de classe, como a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). Integram também o grupo diversas sociedades científicas, além de organizações não governamentais de direitos humanos e convidados. 

A atuação de Fred Santos na comissão foca no rigor técnico do diagnóstico. Segundo o pesquisador, “o diagnóstico da doença de Chagas é um desafio crítico na cadeia de eliminação da transmissão vertical”. Como especialista, ele avalia se os indicadores apresentados pelas cidades refletem a capacidade diagnóstica real ou apenas uma cobertura formal nos relatórios. 

“Minha experiência no diagnóstico laboratorial permite identificar fragilidades metodológicas nos pleitos que passariam despercebidas”, explica Fred Santos. Ele ressalta que os municípios precisam garantir testes de desempenho adequado para gestantes e o acompanhamento rigoroso dos recém-nascidos com métodos parasitológicos, moleculares e sorológicos apropriados. 

O protagonismo da instituição neste processo ajuda a estabelecer o que o pesquisador classifica como “um precedente técnico e político que vai moldar como outros municípios e países conduzirão seus próprios processos”. Sobre o impacto de integrar a comissão, ele destaca: “Participar da CNV nesse momento inaugural significa contribuir diretamente para a construção dos padrões que vão orientar a eliminação da transmissão vertical em escala”, afirma Fred Santos.

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Dissertação aborda“DESENVOLVIMENTO E AVALIAÇÃO PRÉ-CLÍNICA DE UMA NOVA FORMULAÇÃO CONTENDO UM DOADOR DE ÓXIDO NÍTRICO PARA O TRATAMENTO DA CARDIOPATIA ISQUÊMICA”.

Aluna: Daniele Santana de Brito

Orientandora: Dra. Darizy Flávia Silva Amorim de Vasconcelos 

Coorientandora: Dr. Henrique Rodrigues Marcelino.

Título da Dissertação: DESENVOLVIMENTO E AVALIAÇÃO PRÉ-CLÍNICA DE UMA NOVA FORMULAÇÃO CONTENDO UM DOADOR DE ÓXIDO NÍTRICO PARA O TRATAMENTO DA CARDIOPATIA ISQUÊMICA.

Dia: 14/05/2026 

Horário: 14h

Local:Auditório Sônia Andrade no IGM/Fiocruz

Banca:

Dr. Jader dos Santos Cruz – UFMG

Dra. Simone Garcia Macambira  – UFBA

Dr. Diogo Rodrigo de Magalhães Moreira – IGM/Fiocruz (Presidente da Banca)

Suplente:

Dra. Cristiane Flora Villarreal – UFBA

RESUMO:

Introdução: As doenças cardiovasculares (DCV) são as principais causas de morte no mundo, destacando-se a crise hipertensiva e o infarto agudo do miocárdio (IAM). Apesar do uso de doadores de NO como terapia de primeira escolha, a tolerância e o potencial dano tecidual limitam sua aplicação clínica, tornando pertinente o desenvolvimento de formulações seguras e estáveis para sua veiculação. Objetivo: Investigar as propriedades vasculares e cardioprotetoras de um doador de NO incorporado em microemulsão, bem como elucidar a atividade vasorrelaxante e os mecanismos moleculares da substância isolada. Métodos: A formulação desenvolvida foi caracterizada quanto às suas propriedades morfológicas, físico-químicas e reológicas. Adicionalmente, foi validada a metodologia de quantificação do ativo por espectrofotometria, incluindo linearidade, precisão, exatidão, seletividade, robustez e limites de detecção e quantificação. Para avaliação do efeito farmacológico da formulação, ratos espontaneamente hipertensos foram infartados e tratados com a formulação (0,7 e 3,5 mg/kg). Após o tratamento, os animais foram eutanasiados para análise da área de infarto e da reatividade vascular. Adicionalmente, foram realizados ensaios mecanísticos em artérias coronárias isoladas de ratos Wistar. O estudo foi aprovado pela CEUA/UFBA n° 4169290420. Resultados: Obteve-se uma formulação do tipo óleo em água, com as seguintes características: Fbranco (tamanho médio 547 ± 4 nm, PdI 0,28 ± 0,01; pH de 4,8± 0,0; condutividade 78,3 μS/cm ± 4,2; índice de refração 1,358 ± 0,0 e potencial zeta -45,52 ± 4,25 mV), FNONO2P (tamanho 52 ± 1 nm, PdI 0,32 ± 0,04; com pH de 3,3 ± 0,2, condutividade elétrica 196,2 μS/cm ± 23,0; índice de refração 1,358 ± 0,0 e potencial zeta -36,55 ± 1,08 mV). A Fbranco apresentou comportamento pseudoplástico e a adição do NONO2P não modificou tal comportamento. O método espectrofotométrico apresentou linearidade (1,25–40 μg/mL; R² = 0,999), seletividade, robustez, exatidão de 96,3–111,4%, precisão com %DPR < 5% e boa sensibilidade. Animais infartados apresentaram aumento significativo da área de infarto, reduzido pelo tratamento, o qual também promoveu ativação da via anti-inflamatória e melhora da responsividade vascular a diferentes agonistas. Além disso, NONO2P induziu relaxamento em artérias coronárias, reduzido após incubação com inibidor da ciclase de guanilil solúvel (ODQ), sugerindo envolvimento da via NO-GMPc. A modulação por bloqueador de canais para potássio (TEA) e KCl 80 mM indica participação de canais para K⁺ e mecanismos dependentes do potencial de membrana. A incubação com inibidor da NO sintase (L-NAME) aumentou a resposta, sugerindo modulação negativa do NO endógeno sobre o efeito doador. Conclusões: A formulação mostrou-se adequada para veicular o NONO2P nas condições avaliadas e o método de quantificação atende aos critérios regulatórios, garantindo precisão e confiabilidade. Em modelos biológicos, o NONO2p apresenta importante potencial vasodilatador e cardioprotetor, mostrando-se promissor para estudos futuros e possíveis aplicações terapêuticas em DCV.

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Tese traz o tema: “A SAÚDE DIGITAL NO CAMINHO DA LINHA DO CUIDADO DO CÂNCER DE COLO DE ÚTERO: EXPERIÊNCIA DO SOFTWARE JORDANA”

Aluna: Rebecca Lucena Theophilo

Orientador: Dr. Luiz Odorico Monteiro de Andrade.

Título da Tese: A SAÚDE DIGITAL NO CAMINHO DA LINHA DO CUIDADO DO CÂNCER DE COLO DE ÚTERO: EXPERIÊNCIA DO SOFTWARE JORDANA”.

Dia: 22/05/2026 

Horário: 9h

Local: Sala virtual Teams de educação

ID da Reunião: 282 806 372 994 243

Senha: t6qD7uE3

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Banca:

Dr. Júlio César Possati Resende – Hospital do Amor de Barretos

Dr. Manoel Barral Neto – IGM/Fiocruz

Dr. Mitermayer Galvão dos Reis – IGM/Fiocruz (Presidente da Banca)

Suplente:

Dr. Luciano Kalabric Silva – – IGM/Fiocruz

RESUMO:  O câncer do colo do útero é o quarto câncer mais frequente em mulheres no mundo e a quase totalidade de seus casos é prevenível. No Brasil, 65% dos diagnósticos ocorrem em estágio avançado, cenário que evidência não a ausência de tecnologia diagnóstica, mas a fragilidade dos sistemas de informação capazes de coordenar o percurso assistencial das mulheres ao longo da Linha de Cuidado do CCU. A fragmentação dos Sistemas de Informação em Saúde do SUS, sem especificidade para o rastreamento organizado baseado em teste molecular para detecção de DNA-HPV oncogênico — modelo adotado pelas Diretrizes Brasileiras de 2025 —, compromete a continuidade do cuidado, a convocação ativa das usuárias e a tomada de decisão clínica e gerencial baseada em dados. OBJETIVO: Apresentar o desenvolvimento de um software de saúde digital para acompanhar a jornada das pessoas com útero usuárias do SUS na Linha de Cuidado do Câncer de Colo do Útero. MÉTODO: Pesquisa aplicada em formato de coletânea de artigos, composta por quatro etapas: diagnóstico situacional qualitativo com 46 profissionais de saúde em cinco municípios de Pernambuco; três revisões de escopo segundo o protocolo do Joanna Briggs Institute, nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus e Web of Science, sobre softwares de jornada do paciente, linha do cuidado em saúde e rastreamento do câncer cervical; desenvolvimento do software JORDANA a partir de pesquisa de usuário com profissionais dos três níveis de atenção, com metodologia de User Experience centrada nas jornadas reais e ideais das usuárias; e estudo observacional de métodos mistos de usabilidade em quatro municípios, com escala System Usability Scale, protocolo Thinking Aloud e codificação temática, com sete profissionais em contexto real de uso. RESULTADOS: As revisões de escopo confirmaram a inexistência, na literatura mundial indexada entre 2019 e 2025, de plataforma digital específica e integrada para o acompanhamento da LCCCU. O diagnóstico situacional revelou rastreamento operado por demanda espontânea, sem suporte digital integrado e com sistemas existentes inadequados. O JORDANA foi desenvolvido com módulos funcionais de Rastreamento, Diagnóstico, Tratamento, Relatórios, Painéis e Administração, com integrações operacionais com o Gerenciador de Ambiente Laboratorial, o e-SUS APS e o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde. O estudo de usabilidade obteve escore médio de 80,36 na escala SUS (classificação Boa), superando benchmarks brasileiros de sistemas de informação em saúde. Foram identificados três obstáculos arquiteturais e dois facilitadores. O JORDANA foi registrado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial, hospedado no Ministério da Saúde em setembro de 2025, atualmente em uso em 27 munícipios segue o cronograma de implantação orientado às diretrizes do Ministério da Saúde. CONCLUSÕES: O JORDANA constitui solução digital inédita, operacionalmente viável e institucionalmente reconhecida para o rastreamento organizado do CCU no SUS. O percurso da pesquisa — do diagnóstico de campo à evidência científica sistematizada, do desenvolvimento tecnológico à avaliação em campo e à incorporação à política pública nacional — demonstra que é possível produzir inovação em saúde digital a partir da academia pública brasileira em resposta direta às necessidades do sistema de saúde.

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Dissertação traz o tema:“PADRONIZAÇÃO DE MODELO 3D DE FIBROSE HEPÁTICA PARA INVESTIGAÇÃO DO EFEITO MODULADOR DE VESÍCULAS EXTRACELULARES DERIVADAS DE CÉLULAS-TRONCO MESENQUIMAIS”.

Aluna: Tâmysa Ferreira dos Santos

Orientadora:  Dra. Milena Botelho Pereira Soares 

Coorientadora: Dra. Carine Machado Azevedo Cardoso.

Dia:21/05/2026

Horário: 09:00h

Local: Sala virtual Teams de educação

ID da Reunião: 271 941 522 921 712

Senha: V4VA75BS

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Título : PADRONIZAÇÃO DE MODELO 3D DE FIBROSE HEPÁTICA PARA INVESTIGAÇÃO DO EFEITO MODULADOR DE VESÍCULAS EXTRACELULARES DERIVADAS DE CÉLULAS-TRONCO MESENQUIMAIS”.

Banca:

Dra. Daniele Brustolim – UFBA

Dr. Cláudio Pereira Figueira – IGM/FIOCRUZ

Dra. Juliana Perrone Bezerra de Menezes – IGM/FIOCRUZ (Presidente da Banca)

Suplente:

Dr. Luiz Antônio Rodrigues de Freitas – IGM/FIOCRUZ

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Dissertação traz o tema: “INVESTIGAÇÃO DE POLIMORFISMOS GENÉTICOS EM CYB5R3 E MTARC1 NA VARIABILIDADE DA RESPOSTA À HIDROXIUREIA EM PACIENTES COM ANEMIA FALCIFORME”

Aluna: Thaís Almeida Miranda

Orientadora: Dra.  Marilda de Souza Gonçalves 

Coorientador: Dr. Sètondji Cocou Modeste Alexandre Yahouédéhou.

Título : “INVESTIGAÇÃO DE POLIMORFISMOS GENÉTICOS EM CYB5R3 E MTARC1 NA VARIABILIDADE DA RESPOSTA À HIDROXIUREIA EM PACIENTES COM ANEMIA FALCIFORME”.

Data: 29/04/2026

Horário: 9h

Local: Sala virtual Teams

ID: 285 104 229 788 892

Senha: Be6xk3zM

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Banca:

Dra. Ana Leonor Pardo Campos Godoy – UFBA

Dra. Darizy Flávia Silva A. Vasconcelos – UFBA

Dra. Maria da Conceição Chagas de Almeida – IGM/FIOCRUZ (presidente da Banca)

Suplente

Dr. Bruno Solano de Freitas Souza –  IGM/FIOCRUZ

RESUMO:

Introdução: a anemia falciforme (AF) é caracterizada pela homozigose da hemoglobina S (HbS), cuja polimerização, em condições de hipóxia, provoca a falcização das hemácias e resulta em um quadro clínico heterogêneo, que varia desde hemólise e crises dolorosas até acidente vascular cerebral (AVC). A hidroxiuréia (HU) é o tratamento mais indicado para a DF, sendo utilizado mundialmente. Entretanto, a resposta ao fármaco varia entre os indivíduos com a doença, possivelmente em função de polimorfismos em genes que codificam enzimas metabolizadoras de drogas, responsáveis pelos processos de absorção, distribuição e excreção de xenobióticos. Objetivo: nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo avaliar a associação de polimorfismos nos genes MTARC1 e CYB5R3 com a resposta terapêutica à hidroxiuréia em indivíduos com AF. Metodologia: a casuística foi composta por 153 indivíduos com AF, sendo que 68 estavam em uso de HU e 89 não estavam sob esse tratamento; os indivíduos são atendidos na Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia – Hemoba e no Hospital Universitário Edgard Santos – HUPES. Os dados clínicos dos participantes foram obtidos pela aplicação de questionário epidemiológico e prontuário clínico. Todos os participantes foram submetidos a coletas de sangue total para avaliação do perfil laboratorial e investigação de polimorfismos gênicos. A análise dos dados foi realizada pelos programas Epi-info v. 7, SPSS v. 21 e GraphPad Prism v. 8, considerando os valores significativos para p<0,05. Resultados: Os polimorfismos c.132G>A, c.634-275G>A, c.547+84C>T, c.334-123G>A e 628T>C de CYB5R3 e polimorfismo rs2642438A>G de MTARC1 estiveram associados a alterações nos parâmetros laboratoriais, como bilirrubina, leucócitos, colesterol, ureia e albumina. Conclusão: estudos adicionais são necessários para confirmar as associações entre polimorfismos e parâmetros laboratoriais e para elucidar o papel do CYB5R3 na indução da expressão de globinas pela via redox durante o uso da HU, bem como sobre a relação do polimorfismo de MTARC1 e a possível redução do efeito da HU. Compreendemos que investigações futuras poderão subsidiar a implantação de estratégias terapêuticas inéditas no tratamento da anemia falciforme.

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Estudo inédito no Brasil testa PrEP na comunidade para ampliar prevenção do HIV entre jovens

O lançamento do estudo acontece no Instituto Gonçalo Moniz – Fiocruz Bahia.

No próximo dia 10 de abril, Salvador será sede para o lançamento do estudo COMPrEP (PrEP na comunidade), uma iniciativa que aposta em uma abordagem inovadora para ampliar o acesso à prevenção do HIV entre jovens e adolescentes. A proposta é levar a profilaxia pré-exposição (PrEP) para além das unidades de saúde, alcançando territórios periféricos e espaços de sociabilidade juvenil.

O evento será realizado a partir das 14h, no Instituto Gonçalo Moniz – Fiocruz-Bahia, e é aberto ao público. A programação reúne pesquisadores, gestores públicos e representantes de movimentos sociais, além de atividades culturais, como o show da cantora Manu Ella.

O público alvo do estudo são jovens entre 15 e 24 anos, especialmente homens que fazem sexo com homens, travestis e pessoas trans. O COMPrEP busca avaliar a efetividade da oferta de PrEP em contextos comunitários. Um dos principais diferenciais do estudo é a atuação de educadores pares: jovens das próprias comunidades, capacitados para orientar, acolher e acompanhar outros jovens no uso da estratégia de prevenção.

A proposta é que esses educadores atuem diretamente na facilitação do acesso à PrEP, no acompanhamento do uso e na disseminação de informações sobre prevenção combinada ao HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis. A iniciativa também pretende fortalecer vínculos de confiança com o público jovem, muitas vezes afastado dos serviços tradicionais de saúde.

O estudo será desenvolvido em Salvador e São Paulo, com a participação de cerca de 1.400 jovens. Os participantes serão divididos entre dois modelos de cuidado: o tradicional, realizado em unidades de saúde, e o comunitário, com oferta de PrEP mediada por educadores pares e supervisionada por equipe clínica. O acompanhamento terá duração de até 12 meses, com avaliação de indicadores como início, adesão e permanência no uso da profilaxia.

O pesquisador da Fiocruz Bahia, Laio Magno, e professor da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), destaca que “a proposta representa uma mudança importante ao reconhecer o papel das comunidades no enfrentamento da epidemia. A expectativa é que os resultados contribuam para o aprimoramento das políticas públicas de prevenção ao HIV no Brasil, com foco em estratégias mais acessíveis e adequadas às populações em maior vulnerabilidade

Financiado pelo National Institutes of Health (NIH), dos Estados Unidos, o COMPrEP é desenvolvido por pesquisadores da UFBA, UNEB, Fiocruz Bahia, Universidade de São Paulo (USP) e University of Alabama at Birmingham, em parceria com o Ministério da Saúde, secretarias estaduais e municipais e organizações da sociedade civil.

Programação do lançamento:

14h00 – Abertura
14h10 – Mesa de Representações institucionais

● Representante do Instituto de Saúde Coletiva/Universidade Federal da Bahia (UFBA)
● Representante do Departamento de Ciências da Vida/ Universidade do Estado da Bahia (UNEB)
● Representante do Instituto Gonçalo Moniz/Fiocruz-Bahia

15h00 – Mesa de Apresentação do Projeto COMPrEP

Moderador: Alexandre Grangeiro

● Katia Bruxvoort (University of Alabama at Birmingham)
● Inês Dourado (Instituto de Saúde Coletiva /UFBA)

15h20 – Roda de conversa

Moderador: Laio Magno

● Representante do Ministério da Saúde
● Representante da Secretária da Saúde do Estado da Bahia
● Representante da Secretaria Municipal de Saúde de Salvador
● Representante dos Movimentos Sociais e da Juventude

16h00 – Coquetel de lançamento

Show da cantora Manu Ella

Programação do lançamento
14h00 – Abertura
14h10 – Mesa de Representações institucionais

● Representante do Instituto de Saúde Coletiva/Universidade Federal da Bahia (UFBA)
● Representante do Departamento de Ciências da Vida/ Universidade do Estado da Bahia (UNEB)
● Representante do Instituto Gonçalo Moniz/Fiocruz-Bahia

15h00 – Mesa de Apresentação do Projeto COMPrEP

Moderador: Alexandre Grangeiro

● Katia Bruxvoort (University of Alabama at Birmingham)
● Inês Dourado (Instituto de Saúde Coletiva /UFBA)

15h20 – Roda de conversa

Moderador: Laio Magno

● Representante do Ministério da Saúde
● Representante da Secretária da Saúde do Estado da Bahia
● Representante da Secretaria Municipal de Saúde de Salvador
● Representante dos Movimentos Sociais e da Juventude

16h00 – Coquetel com Show da cantora Manu Ella

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Defesa de tese apresenta o tema: “WESTERN BLOT COMO FERRAMENTA DIAGNÓSTICA PARA IDENTIFICAR A DOENÇA DE CHAGAS CRÔNICA UTILIZANDO PROTEÍNAS RECOMBINANTES QUIMÉRICAS – UM ESTUDO DE FASE II”

Aluna: Ramona Tavares Daltro

Orientador: Dr. Fred Luciano Neves Santos

Coorientação: Dr. Carlos Gustavo Regis da Silva 

Data: 25/03/2026 

Horário: 9h

Local: Sala Virtual Teams de Educação

ID da Reunião: 257 130 582 018 12

Senha: w8uR2xx9

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Banca:

Dra. Paola Alejandra Fiorani Celedon – Fiocruz-PR

Dra. Virginia Maria B. de Lorena – Fiocruz/PE

Dr. Ricardo Riccio Oliveira – IGM/Fiocruz

RESUMO:

Introdução. A doença de Chagas (DEC) é uma parasitose tropical negligenciada de grande relevância em saúde pública, especialmente na América Latina, cuja infecção crônica demanda métodos diagnósticos sorológicos confiáveis. Na ausência de um teste considerado padrão-ouro, a Organização Mundial da Saúde recomenda o uso concomitante de dois ensaios sorológicos baseados em princípios distintos, sendo o Western blot (WB) indicado como método confirmatório em casos de resultados discordantes ou inconclusivos. No entanto, testes confirmatórios baseados em WB encontram-se indisponíveis no Brasil desde 2016, evidenciando uma lacuna diagnóstica relevante. Objetivo. O presente estudo teve como objetivo avaliar o desempenho diagnóstico de quatro proteínas recombinantes quiméricas de Trypanosoma cruzi (IBMP-8.1, IBMP-8.2, IBMP-8.3 e IBMP-8.4), desenvolvidas pelo nosso grupo de pesquisa, aplicadas como matrizes antigênicas em ensaios de WB para a diferenciação de amostras séricas positivas e negativas para a infecção crônica. Materiais e Métodos. Foram analisadas 108 amostras séricas positivas e 99 negativas para T. cruzi, além de 32 amostras positivas para leishmaniose visceral, utilizadas para avaliação de reatividade cruzada. Resultados O antígeno IBMP-8.1 apresentou sensibilidade de 93,5% e especificidade de 98,0%, enquanto o IBMP-8.2 demonstrou sensibilidade de 91,7% e especificidade de 92,0%. O melhor desempenho diagnóstico foi observado para o IBMP-8.3, que alcançou sensibilidade de 100% e especificidade de 94,0%. O antígeno IBMP-8.4 apresentou sensibilidade de 97,2% e especificidade de 88,0%. Não foi observada reatividade cruzada com amostras de leishmaniose visceral em nenhum dos ensaios avaliados. Discussão. Os resultados deste estudo de fase II demonstram o elevado potencial diagnóstico das proteínas recombinantes quiméricas IBMP aplicadas à plataforma de WB, reforçando sua viabilidade como ferramenta confirmatória para o diagnóstico sorológico da DC crônica e como alternativa promissora frente à indisponibilidade de testes confirmatórios comerciais no Brasil.

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Defesa de tese: “PLEURISIA INDUZIDA POR HEMINA EM CAMUNDONGOS SWISS: ESTABELECIMENTO DE UM MODELO EXPERIMENTAL DE INFLAMAÇÃO ESTÉRIL E AVALIAÇÃO FARMACOLÓGICA DE INIBIDORES DO METABOLISMO DE EICOSANOIDES E DE Wissadula periplocifolia (L.) C. Presl(Malvaceae).”

Aluno: Gustavo Marinho Miranda

Orientador: Dr. Jaime Ribeiro Filho.

Programa: Programa de Pós-Graduação em Patologia Humana-UFBA/FIOCRUZ

Título: “PLEURISIA INDUZIDA POR HEMINA EM CAMUNDONGOS SWISS: ESTABELECIMENTO DE UM MODELO EXPERIMENTAL DE INFLAMAÇÃO ESTÉRIL E AVALIAÇÃO FARMACOLÓGICA DE INIBIDORES DO METABOLISMO DE EICOSANOIDES E DE Wissadula periplocifolia (L.) C. Presl (Malvaceae).”

Data: 25/03/2026

Horário: 13h

Local: Sala Virtual Teams

ID da Reunião: 220 150 036 252 83

Senha: K9h8QG2V

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Banca:

  • Dr. Irwin Rose Alencar de Menezes – Universidade Regional do Cariri/URCA
  • Dr. Eugenio Damaceno Hottz – Universidade Federal de Juiz de Fora
  • Dra. Valéria de Matos Borges – IGM/FIOCRUZ
  • Dra. Natália Machado Tavares – IGM/FIOCRUZ
  • Dr. Jaime Ribeiro Filho – IGM/FIOCRUZ – (Orientador e Presidente da Banca) 

Suplente:

  • Dra. Deborah Bittencourt Mothé – IGM/FIOCRUZ

RESUMO
INTRODUÇÃO A inflamação estéril é desencadeada por DAMPs na ausência de patógenos.
Em doenças hemolíticas, o heme livre age como um DAMP capaz de ativar TLR4 em
leucócitos, disparando vias como NF-κB e MAP quinase e promovendo produção de citocinas
pró-inflamatórias e mediadores lipídicos. Esse processo é clinicamente relevante em doenças
como anemia falciforme e outras condições hemolíticas. O cenário terapêutico destas doenças
aponta a necessidade de modelos experimentais reprodutíveis para a investigação de
mecanismos, o reposicionamento de fármacos e a investigação de novos compostos
terapêuticos. Neste sentido Wissadula periplocifolia (Malvaceae) desponta como uma possível
fonte de novos fármacos devido ao seu potencial anti-inflamatório. OBJETIVO: estabelecer e
caracterizar um modelo experimental de pleurisia estéril induzida por hemina em camundongos
Swiss, e utilizá-lo para a triagem farmacológica de inibidores do metabolismo de eicosanoides
e do extrato etanólico de Wissadula periplocifolia (L.) C. Presl (Malvaceae). . MATERIAIS E
MÉTODOS: Foram utilizados camundongos Swiss (n = 6–9) de ambos os sexos. Na fase de
padronização do modelo, os animais foram submetidos a injeção intrapleural de hemina nas
concentrações de 50, 100 e 200 nM, com o objetivo de definir a dose capaz de induzir resposta
inflamatória reprodutível. Após 6 horas, o lavado pleural foi coletado para contagem de
leucócitos totais por microscopia óptica e dosagem de citocinas por ELISA. Na fase
farmacológica, os animais receberam pré-tratamento oral com dexametasona (2 mg/kg),
indometacina (10 mg/kg), zileuton (10 mg/kg) e ácido cafeico (10 mg/kg) — todos inibidores
do metabolismo de eicosanoides — ou com extrato etanólico de W. periplocifolia (EEWP) nas
doses de 2,5; 25 e 250 mg/kg, previamente definidas em ensaios de toxicidade aguda. Após 6
horas do estímulo com hemina 100 nM, o lavado pleural foi coletado e os leucócitos foram
quantificados e diferenciados em polimorfonucleares (PMN) e mononucleares (MN). O
sobrenadante foi empregado para dosagem das citocinas IL-1β, IL-6, IL-10 e TNF-α por
ELISA, enquanto as células foram submetidas à extração de RNA e análise da expressão gênica
por PCR em tempo real. RESULTADOS: A concentração de 100 nM de hemina foi selecionada
como a dose padrão do modelo, por induzir migração leucocitária significativa para a cavidade
pleural e elevação das citocinas pró-inflamatórias IL-1β, IL-6 e TNF-α. O pré-tratamento com
dexametasona, zileuton e ácido cafeico reduziu significativamente tanto o infiltrado
leucocitário quanto os níveis de IL-1β, IL-6 e TNF-α, enquanto a indometacina não demonstrou
efeito significativo sobre esses parâmetros. O EEWP nas doses de 25 e 250 mg/kg reduziu a
migração leucocitária; a dose de 250 mg/kg também diminuiu os níveis de TNF-α e IL-1β. A
análise da expressão gênica não evidenciou diferenças estatisticamente significativas entre os
grupos, sugerindo que a modulação inflamatória promovida tanto pelos inibidores
farmacológicos quanto pelo EEWP ocorre predominantemente por mecanismos póstranscricionais. CONCLUSÃO: A hemina (100 nM) induziu resposta inflamatória estéril
pleural reprodutível, com recrutamento leucocitário significativo e elevação de IL-6, IL-1β e
TNF-α, com participação central da via do LTB₄. Inibidores da síntese de eicosanoides, bem
como o EEWP atenuaram significativamente esses parâmetros inflamatórios. Em conjunto, os
dados demonstram a W. periplocifolia como uma fonte de novos candidatos a fármacos e
destacam o potencial uso de inibidores das vias de eicosanoides contexto das doenças
hemolíticas. Palavras-chave: Hemina; Inflamação estéril;. pleurisia experimental; inibidores
de eicosanóides;. Wissadula periplocifolia.

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Cientista da Fiocruz Bahia é agraciada com título de pesquisadora Emérita do CNPq

Aldina Barral, pesquisadora da Fiocruz Bahia, foi agraciada com o título de Pesquisadora Emérita do CNPq – Edição 2026. O reconhecimento à trajetória de destaque na ciência brasileira será celebrado no dia 7 de maio de 2026, durante cerimônia que ocorrerá presencialmente a partir das 18h, no Auditório da Escola Naval, no Rio de Janeiro.


A solenidade integra um conjunto de homenagens promovidas anualmente pelo CNPq para reconhecer contribuições relevantes ao avanço da ciência, tecnologia e inovação no país. Além da outorga do título, a programação inclui a entrega do tradicional Prêmio Almirante Álvaro Alberto para a Ciência e Tecnologia, uma das mais importantes distinções científicas do Brasil, e da Menção Especial de Agradecimentos do Conselho.


O evento contará com a presença da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e do presidente do CNPq, Olival Freire Júnior, além de autoridades acadêmicas, pesquisadores e representantes de instituições científicas. Realizada em parceria com a Academia Brasileira de Ciências, a cerimônia também marcará a apresentação dos novos Membros Titulares e Correspondentes da entidade, reforçando o compromisso com a valorização da ciência nacional. Ao final da programação, será oferecido um coquetel aos convidados, promovendo a integração entre a comunidade científica e as autoridades presentes. A iniciativa reafirma o papel do CNPq no incentivo à pesquisa e na valorização de cientistas que contribuem de forma significativa para o desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil.

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Fiocruz Bahia participa da abertura do EpiSUS e reforça formação estratégica para vigilância em saúde

A Fiocruz Bahia participou no dia 17 de março, da abertura da Turma Nordeste 2026 do Curso de Especialização em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS – EpiSUS, nível Intermediário. O evento foi realizado no auditório Lúcia Alencar e reuniu autoridades nacionais e internacionais, além de pesquisadores e profissionais da saúde pública.
A cerimônia contou com a presença do diretor da Fiocruz Bahia, Valdeyer Reis, da ministra da Saúde e dos Direitos da Mulher de São Tomé e Príncipe, Isaulina Barreto, da diretora da Fiocruz Brasília, Fabiana Damásio, além do chefe de gabinete da SESAB, Cícero de Andrade Rocha Filho e representando o Ministério da Saúde, Edenilo Baltazar.
Estiveram no evento, também, a pesquisadora Marilda Gonçalves, Camilla Almeida e o coordenador do programa, Ricardo Riccio.

Em sua fala, Valdeyer ressaltou o caráter estratégico do programa para o fortalecimento da vigilância em saúde no país. “A realização da turma do EpiSUS intermediário reflete um apoio conjunto e uma visão compartilhada de que fortalecer a vigilância em saúde passa, necessariamente, pela formação qualificada de profissionais que atuam diretamente nos territórios. O programa de treinamento é uma das estratégias mais importantes para consolidar a capacidade técnica do país, contribuindo não apenas para a vigilância em saúde brasileira, mas também para ampliar a capacidade de resposta a emergências e eventos de saúde em escala internacional”, destacou.
Edenilo destacou a importância de adaptar as estratégias de formação às realidades locais. “A satisfação de estar na Bahia passa por compreender as diversidades regionais. É fundamental considerar o deslocamento das pessoas, os tempos envolvidos e, principalmente, a relação entre tutor e aluno”, afirmou.

O EpiSUS é reconhecido como uma das principais iniciativas de qualificação em epidemiologia aplicada no Brasil, com foco na atuação prática dos profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS). A nova turma intermediária reforça o compromisso institucional com a formação continuada e com o fortalecimento das ações de vigilância, especialmente em contextos regionais diversos como o da Bahia.
A abertura do programa reafirma a importância da integração entre instituições de pesquisa, gestão pública e cooperação internacional para o enfrentamento de desafios em saúde pública, consolidando o estado como um dos polos estratégicos na formação de profissionais para atuação em emergências epidemiológicas.

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PROIIC divulga chamada para bolsas de Iniciação Científica do Edital PIBIC FAPESB 2026

Programa de Iniciação Científica oferece bolsas para estudantes de graduação e busca estimular a participação de novos pesquisadores em projetos científicos na Bahia.

A coordenação do Programa Institucional de Iniciação Científica (PROIIC) do Instituto Gonçalo Moniz (IGM) torna pública a chamada para submissão de propostas ao Edital PIBIC FAPESB 2026. A iniciativa convida a comunidade científica e acadêmica da unidade a apresentar projetos que integrem estudantes de graduação em atividades de pesquisa.

O edital integra o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) e conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB), por meio do sistema de cotas institucionais. A concessão das bolsas segue as diretrizes estabelecidas na Resolução nº 002/2025, que regulamenta as modalidades de iniciação científica, mestrado e doutorado concedidas por cotas institucionais.

As bolsas da cota institucional FAPESB/Fiocruz terão duração de 12 meses e são destinadas a estudantes de graduação regularmente matriculados em instituições de ensino superior localizadas no estado da Bahia. A proposta do programa é incentivar a formação de novos pesquisadores, promovendo a inserção precoce de estudantes no ambiente científico e fortalecendo a produção de conhecimento.

De acordo com a coordenação do PROIIC, a participação no programa permite que os estudantes desenvolvam habilidades de investigação científica, sob orientação de pesquisadores da instituição, contribuindo para o avanço de estudos em diferentes áreas do conhecimento.

As inscrições para o edital estão abertas no período de 10 de março a 10 de abril de 2026. As orientações completas para submissão das propostas estão disponíveis no edital divulgado pela coordenação do programa.

Para acessar clique no links abaixo:

Resolução

Edital

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Segunda oficina de capacitação do estudo PrevINIr-HTLV-TV fortalece estratégias de prevenção ao HTLV na Bahia

Pesquisadores, profissionais de saúde e integrantes da equipe de campo participaram da segunda oficina de capacitação do estudo PrevINIr HTLV-TV, iniciativa voltada ao fortalecimento das ações de prevenção a verticalização do vírus HTLV-1. O encontro teve como objetivo alinhar protocolos, atualizar conhecimentos técnicos e aprimorar as estratégias de atuação junto às comunidades envolvidas na pesquisa.

O estudo PrevINIR, realizado pela Fiocruz Bahia, coordenado pela pesquisadora Fernanda Grassi com apoio da Plataforma de Pesquisa Clínica da Vice-presidência de pesquisa e coleções biológicas (Fiocruz), dá início ao ensaio clínico PrevINIr HTLV-TV, que irá avaliar o uso do medicamento Dolutegravir (DTG) na prevenção da transmissão vertical do vírus linfotrópico de células T humanas tipo 1 (HTLV-1). O ensaio clínico randomizado de fase 2/3 vai acompanhar 548 gestantes infectadas pelo HTLV-1 e seus recém-nascidos até os 18 meses de idade.

No Brasil, especialmente na Bahia, a infecção apresenta uma das maiores prevalências do país, o que reforça a importância de iniciativas científicas e de saúde pública voltadas para o tema. “O que a gente tem visto, analisando as fichas de notificação e os dados da primária, é que um terço das mulheres têm o diagnóstico depois do parto. Então, mais de 30% das mulheres que chegam no momento do parto, têm o filho e não têm o diagnóstico, mesmo o exame sendo feito na Bahia desde 2011”, relatou Fernanda Grassi.

A capacitação abordou aspectos clínicos e epidemiológicos do HTLV, além da importância do diagnóstico precoce e da orientação adequada às pessoas infectadas. “Eu acredito que agora, com esse estudo clínico, as políticas públicas, a unidade básica de saúde, irão se preocupar mais com o HTLV, sabendo das consequências a longo prazo, inclusive, para as mães e para os bebês. Então, a gente acredita que vai diminuir a incidência de mães que não sabem que têm o HTLV”, afirmou Andreia Vaz, médica pediatra que participou do treinamento.

Durante a oficina, os participantes também receberam treinamento sobre procedimentos do estudo, abordagem ética com participantes da pesquisa, coleta de dados e estratégias de comunicação em saúde. Outro ponto destacado foi o papel das equipes de campo no diálogo com a população, garantindo que as informações sobre o vírus sejam transmitidas de forma clara, processo que se inicia com o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). “O processo de consentimento não acontece só antes do participante iniciar o estudo, ele acontece durante toda a duração do estudo. Esse é o ‘start’ do participante no projeto”, destacou Bruna Mozer, da Plataforma da Vice-Presidência de Pesquisa Clínica e Coleções Biológicas (Fiocruz) e monitora do ensaio.

De acordo com a pesquisadora Fernanda Grassi, as pessoas que possuem HTLV morrem mais do que as que não têm, independentemente das causas. Dessa forma, o estudo PrevINIR faz parte de um conjunto de esforços científicos que buscam ampliar a visibilidade do HTLV e desenvolver estratégias eficazes para reduzir a transmissão do vírus. A realização da segunda oficina de capacitação representa mais um passo importante para qualificar as equipes envolvidas e garantir a qualidade das ações desenvolvidas no âmbito da pesquisa.

Entre as instituições parceiras estão o Imperial College London, o Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen-BA), Ministério da Saúde e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Plataforma da Vice-presidência de pesquisa e coleções biológicas (Fiocruz), Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (SESAB) e a associação de pacientes HTLVida.

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Vacina em dose única contra a dengue começa a ser aplicada na Bahia

O Governo Federal destinou 2.648 doses, já encaminhadas às salas de vacinação da rede municipal para o grupo prioritário.

O Brasil dá um passo histórico no combate à dengue com a nova vacina em dose única desenvolvida pelo Instituto Butantan. Em um país que enfrenta epidemias frequentes, essa novidade representa mais proteção e mais facilidade para a população.

Nesta primeira semana de março, a equipe de profissionais de saúde que participaram do estudo começou a receber a vacina. A pesquisadora da Fiocruz Bahia, Viviane Boaventura, que coordenou um dos centros de pesquisa do estudo, foi receber a vacina na UBS Prof. José Maria de Magalhães Netto — unidade que serviu como base para o ensaio clínico que avaliou o imunizante na Bahia.

Nesta primeira semana de março, a equipe de profissionais de saúde que participaram do estudo começou a receber a vacina. A pesquisadora da Fiocruz Bahia, Viviane Boaventura, que coordenou um dos centros de pesquisa do estudo, foi receber a vacina na UBS Prof. José Maria de Magalhães Netto — unidade que serviu como base para o ensaio clínico que avaliou o imunizante na Bahia.

O momento simboliza a transição da pesquisa científica para a aplicação direta no Sistema Único de Saúde (SUS), fortalecendo a integração entre ciência, território e políticas públicas. “A aprovação da vacina do Instituto Butantan é um marco histórico no controle da dengue no Brasil e no mundo, ao oferecer um imunizante de alta eficácia e testado na nossa população. É a primeira vacina em dose única aprovada no mundo, o que facilita a logística de vacinação e aumenta a adesão da população”, destacou a pesquisadora.

Segurança comprovada em estudo com milhares de voluntários

A segurança da vacina foi avaliada em um amplo ensaio clínico que acompanhou mais de 16 mil voluntários em diferentes regiões do país por cinco anos. Os resultados demonstraram um ótimo perfil de segurança, com monitoramento rigoroso de possíveis eventos adversos e acompanhamento prolongado dos participantes.

Além da segurança, o estudo também evidenciou eficácia significativa e duradoura. Após 5 anos do estudo, a vacina apresentou 65% de proteção, variando de 58% a 71% de eficácia global contra a dengue sintomática. “A eficácia chega a cerca de 80% contra dengue grave e dengue com sinais de alarme, e no ensaio clínico houve 100% de proteção contra hospitalizações. Nenhuma pessoa vacinada precisou ser internada por dengue”, ressaltou Viviane Boaventura.

Segundo a pesquisadora, os números têm impacto direto na saúde pública. Esses resultados foram publicados em um artigo na prestigiada revista científica Nature Medicine.
“Isso se traduz em menos casos graves, menos mortes e menor sobrecarga dos hospitais, especialmente durante períodos de epidemia.”

A vantagem estratégica da dose única

Um dos principais diferenciais do imunizante é o esquema em dose única, aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para pessoas entre 12 e 59 anos.
Ao contrário de vacinas que exigem duas ou mais aplicações, a estratégia de dose única simplifica toda a cadeia de vacinação: reduz custos logísticos, diminui perdas por abandono do esquema e facilita a ampliação da cobertura vacinal, especialmente em regiões de maior vulnerabilidade.

“A resposta imunológica considerada completa ocorre cerca de 28 dias após a dose única. A proteção começa a aparecer nas primeiras duas semanas e se consolida em torno de quatro semanas”, explicou a pesquisadora. Os estudos também indicam duração prolongada da proteção, com manutenção de boa eficácia por 5 anos.

Vacinação começa por profissionais da atenção primária

Nesta etapa inicial, a vacinação será direcionada aos profissionais da Atenção Primária à Saúde, seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde. Ao todo, o Governo Federal destinou 2.648 doses, já encaminhadas às salas de vacinação da rede municipal.

O público prioritário inclui médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, cirurgiões-dentistas e integrantes das equipes multiprofissionais, como nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, educadores físicos, assistentes sociais e farmacêuticos.
Também fazem parte da estratégia agentes comunitários de saúde, agentes de combate às endemias e profissionais administrativos e de apoio que atuam nas Unidades Básicas de Saúde.

Vacina complementa combate ao mosquito

Apesar do avanço científico, especialistas ressaltam que a vacina não substitui outras estratégias de prevenção. “A vacina não substitui as ações de controle do mosquito Aedes aegypti. Ela complementa essas estratégias”, enfatizou Viviane Boaventura.

Adicionalmente, o mosquito também transmite outras doenças, como zika e chikungunya, o que exige uma abordagem integrada de vigilância e prevenção.
Segundo a pesquisadora, vacinação, controle do mosquito e organização dos serviços de saúde formam um tripé essencial para reduzir o impacto das arboviroses no país.

Desinformação ainda é desafio

Outro ponto de atenção é o combate à desinformação, que pode afetar a adesão às campanhas de vacinação. “Boatos sobre efeitos colaterais e confusão entre diferentes vacinas minam a confiança da população”, alertou. A orientação é buscar sempre informações em fontes oficiais e com profissionais de saúde.

Em um país onde a dengue permanece como uma ameaça recorrente, a vacina em dose única surge como uma estratégia segura, eficaz e mais acessível de proteção coletiva, reforçando o papel da ciência brasileira no enfrentamento de um dos principais desafios da saúde pública.

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Defesa de tese traz o tema: “MODULAÇÃO CIS-REGULATÓRIA DE SCN2A MEDIADA POR CRISPR COMO ESTRATÉGIA PARA RESGATE FUNCIONAL EM MODELOS NEURONAIS HUMANOS DE AUTISMO.”

Aluno: Erik Aranha Rossi

Orientador: Dr. Bruno Solano de Freitas Souza

Programa: Pós-Graduação em Patologia Humana – UFBA/FIOCRUZ

Título: “MODULAÇÃO CIS-REGULATÓRIA DE SCN2A MEDIADA POR CRISPR COMO ESTRATÉGIA PARA RESGATE FUNCIONAL EM MODELOS NEURONAIS HUMANOS DE AUTISMO.”

Data : 10/04/2026

Horário : 13H30

Local: Sala de Aula II e através do aplicativo TEAMS

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ID da Reunião: 267 418 115 990 90

Senha: oA9EH7xJ

Banca

  • Dr. Guilherme Baldo – UFRGS
  • Dra. Marília Zaluar Passos Guimarães – UFRJ
  • Dra. Rosália Mendez-Otero – UFRJ
  • Dra. Juliana Perrone B. de Menezes Fullam – IGM/FIOCUZ
  • Dr. Bruno Solano de Freitas Souza – (Orientador e Presidente da Banca) IGM/FIOCRUZ 

Suplente:

  • Dr. Leonardo Paiva Farias – IGM/FIOCUZ

RESUMO
Introdução: O transtorno do espectro autista (TEA) constitui um grupo
heterogêneo de condições do neurodesenvolvimento frequentemente
associadas a alterações genéticas que impactam a formação, maturação e
funcionamento dos circuitos neurais. Estudos genômicos em larga escala
identificaram o SCN2A como um dos genes de maior efeito para o risco de TEA,
particularmente em indivíduos portadores de variantes de perda de função (LoF).
O SCN2A codifica o canal de sódio voltagem-dependente NaV1.2, essencial
para a excitabilidade neuronal. Variantes LoF em SCN2A frequentemente
resultam em haploinsuficiência mediada pelo decaimento do mRNA por
nonsense (NMD), levando à redução sustentada da dosagem gênica e a
prejuízos estruturais e funcionais em neurônios excitatórios. No entanto, os
mecanismos que conectam a redução de dosagem de SCN2A aos fenótipos
neuronais e o potencial de estratégias cis-regulatórias para restaurar a função
neuronal permanecem incompletamente elucidados. Objetivo: Investigar os
efeitos da haploinsuficiência de SCN2A em neurônios humanos derivados de
células-tronco pluripotentes induzidas (hiPSCs) de pacientes com TEA e avaliar
se estratégias cis-regulatórias baseadas em ativação gênica por CRISPRa e
edição promotora são capazes de restaurar a expressão endógena de SCN2A e
resgatar déficits moleculares, estruturais e funcionais associados. Materiais e
Métodos: Foram utilizados neurônios excitatórios derivados de hiPSCs de
pacientes com TEA portadores de variantes LoF em SCN2A e de indivíduos
controle. O estudo integrou abordagens multiômicas, incluindo transcriptômica
com resolução de isoformas, análise de RNAs longos não codificantes e
proteômica quantitativa, associadas à caracterização morfológica de alta
resolução, avaliação do segmento inicial do axônio, eletrofisiologia e análise da
atividade de redes neuronais. Para testar causalmente o papel da dosagem
gênica, foram aplicadas estratégias cis-regulatórias baseadas em CRISPRa para
ativação do promotor endógeno de SCN2A, bem como edição de elementos
promotores por base editing. Resultados: A haploinsuficiência de SCN2A em
neurônios derivados de pacientes levou à ativação de NMD, à depleção seletiva
de isoformas canônicas de SCN2A e a alterações coordenadas em múltiplos
níveis, incluindo redução da densidade de canais de sódio no segmento inicial
do axônio, encurtamento do AIS, prejuízo da arborização dendrítica, redução da
densidade sináptica e comprometimento da excitabilidade intrínseca e da
atividade em rede. A análise molecular revelou perturbações consistentes em
vias associadas à sinaptogênese, organização axonal e maturação neuronal,
bem como alterações em redes de RNAs longos não codificantes
correlacionadas a marcadores estruturais e sinápticos. A ativação cis-regulatória
de SCN2A por CRISPRa promoveu restauração parcial, porém funcionalmente
relevante, da expressão endógena, resultando no resgate coordenado de
fenótipos estruturais, sinápticos e eletrofisiológicos. Adicionalmente, a edição do
promotor por base editing levou a um aumento mensurável da expressão de
SCN2A, demonstrando potencial como estratégia para ajuste fino da dosagem
gênica. Conclusão: Os resultados demonstram que a haploinsuficiência de
SCN2A desencadeia um fenótipo neuronal multiescalar mediado por NMD,
disfunção isoforma-específica e alterações estruturais e funcionais críticas para
a maturação neuronal. A restauração parcial da dosagem endógena de SCN2A
por estratégias cis-regulatórias promove recuperação neuronal significativa,
sustentando o conceito de ajuste fino da dosagem gênica como um princípio
terapêutico viável para distúrbios do neurodesenvolvimento associados à
haploinsuficiência gênica.


Palavras-chave: hiPSCs; Transtorno do Espectro Autista (TEA); SCN2A;
haploinsuficiência gênica; regulação cis; CRISPRa.

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Defesa disserta sobre “CARACTERIZAÇÃO DAS PROPRIEDADES ANTI-INFLAMATÓRIAS E ANTINOCICEPTIVAS DO ÓLEO ESSENCIAL DE JUREMA BRANCA (Mimosa verrucosa)”.

Aluna: Flávia Maria Silva Rodrigues de Souza

Orientadora: Dra. Cristiane Flora Villarreal

Título : “CARACTERIZAÇÃO DAS PROPRIEDADES ANTI-INFLAMATÓRIAS E ANTINOCICEPTIVAS DO ÓLEO ESSENCIAL DE JUREMA BRANCA (Mimosa verrucosa)”.

Data: 04/03/2026

Horário: 09H

Local: Sala virtual Teams

ID da Reunião: 212 030 083 859 03

Senha: AS9Nq9Zi

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Titulares:

Dr. Ygor Jessé Ramos dos Santos – UFBA

Dra. Renata Biegelmeyer da Silva Rambo – UFBA

Dr. Cássio Santana Meira – Senai/Cimatec (Presidente da Banca)

Suplente:

Dr. Daniel Pereira Bezerra – IGM/Fiocruz

RESUMO:

Introdução. A inflamação e a dor são sintomas comuns em diversas condições clínicas, e a busca por

terapias mais eficazes e com menor incidência de efeitos adversos é fundamental para a

ampliação das opções terapêuticas disponíveis. Os óleos essenciais são compostos voláteis

oriundos do metabolismo secundário das plantas e apresentam reconhecido potencial

farmacológico. A Jurema Branca (Mimosa verrucosa), espécie nativa da Caatinga brasileira, é

tradicionalmente utilizada como analgésico, antitérmico e anti-inflamatório. O presente estudo

teve como objetivo avaliar as propriedades anti-inflamatórias e antinociceptivas do óleo

essencial de Mimosa verrucosa (OEMV) em modelos experimentais in vitro e in vivo, bem

como investigar sua segurança e possíveis mecanismos de ação. Inicialmente, as propriedades

do OEMV foram avaliadas in vitro em macrófagos RAW 264.7 estimulados. A citotoxicidade

foi analisada pelo ensaio de Alamar Blue®, enquanto o potencial anti-inflamatório foi

determinado pela quantificação da produção de óxido nítrico (NO) pelo método de Griess. O

OEMV reduziu significativamente a viabilidade celular em concentrações iguais ou

superiores a 100 μg/mL (p < 0,05). Por outro lado, o OEMV reduziu significativamente a

produção de NO em macrófagos ativados nas concentrações de 6,25 a 50 μg/mL, de maneira

concentração-dependente (p < 0,05), indicando potencial atividade anti-inflamatória in

vitro.Nos ensaios in vivo, os efeitos da administração oral do OEMV foram avaliados em

camundongos Swiss machos (25–30 g), conforme protocolo aprovado pelo Comitê de Ética

no Uso de Animais (CEUA nº 027/2021). A atividade antinociceptiva foi investigada por

meio dos testes da placa quente e de retirada de cauda, enquanto a atividade anti-inflamatória

foi avaliada no modelo de inflamação da pata induzida por adjuvante completo de Freund

(CFA). A interferência na coordenação motora foi analisada pelo teste do rota-rod.O OEMV

aumentou significativamente o limiar nociceptivo térmico no teste da placa quente nas doses

de 100 e 200 mg/kg (p < 0,05), com efeito mais prolongado observado na dose de 200 mg/kg

(p < 0,05). Entretanto, não foram observadas alterações significativas no teste de retirada de

cauda (p > 0,05). No modelo de inflamação induzida por CFA, o OEMV reduziu

significativamente o edema da pata, com efeito máximo na dose de 100 mg/kg (p < 0,05).

Além disso, o OEMV promoveu efeito antinociceptivo significativo nesse modelo, sendo a

dose de 200 mg/kg responsável pelo efeito mais prolongado, mantido por até 8 horas após a

administração (p < 0,05).A análise de citocinas no tecido da pata inflamada demonstrou que o

tratamento com OEMV reduziu significativamente os níveis das citocinas pró-inflamatórias

TNF-α e IL-1β (p < 0,05), ao mesmo tempo em que aumentou significativamente os níveis da

citocina anti-inflamatória IL-10 (p < 0,05), evidenciando a modulação da resposta

inflamatória local. O teste do rota-rod indicou que o OEMV não promoveu prejuízo da função

motora em nenhuma das doses testadas (p > 0,05).Em conjunto, os resultados demonstram

que o óleo essencial de Mimosa verrucosa apresenta propriedades anti-inflamatórias e

antinociceptivas em modelos experimentais, sem induzir comprometimento motor. O presente

estudo contribui para o conhecimento científico sobre óleos essenciais nativos do Brasil e

reforça a base científica para o uso tradicional da Jurema Branca como agente analgésico e

anti-inflamatório. No entanto, estudos adicionais voltados à elucidação dos mecanismos de

ação e à confirmação desses efeitos em ensaios clínicos ainda são necessários.

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Dissertação defende “MODELO MURINO XENOGRÁFICO HUMANIZADOPARA ESTUDOS DE MICROAMBIENTE TUMORAL EM CÂNCER DE MAMA TRIPLO NEGATIVO”

Aluna: Maria Eduarda de Oliveira Araújo

Orientadora: Dra. Karine Araujo Damasceno

Coorientador: Dr. Daniel Pereira Bezerra

Programa : PGBSMI – Pós-Graduação em Biotecnologia em Saúde-IGM

Data: 11/03/2026

Horário: 09H

Local: Sala virtual Teams

ID da Reunião: 290 503 903 764 68

Senha: jY7vf6AV

LINK

Banca:

Dra. Istéfani Luciene Dayse da Silva – UFF-RJ

Dra. Adriana Cezar Bonomo – IOC/Fiocruz

Dra. Natalia Machado Tavares – IGM/Fiocruz (Presidente da Banca)

Suplente

Dra. Cláudia Ida Brodskyn -IGM/FIOCRUZ

RESUMO:

Introdução: O câncer de mama triplo negativo é conhecido como o subtipo molecular de pior prognóstico quando comparado aos demais e as falhas terapêuticas desse subtipo têm sido associadas à sua heterogeneidade e à complexidade do seu microambiente tumoral (MAT). O MAT é um ecossistema dinâmico que orquestra a dinâmica tumoral, estando envolvido na progressão do tumor e no desenvolvimento de metástases, além de influenciar a atividade imune linfocítica e a resposta às terapias. A necessidade de compreender como as interações do microambiente ocorrem de uma forma similar ao contexto humano impulsionou o desenvolvimento de modelos humanizados. Esses modelos, associados à implantação de tumores humanos, permitem reproduzir com maior precisão os mecanismos de progressão tumoral, as interações com o microambiente tumoral e a complexidade entre a atividade imunológica dos linfócitos e a resposta terapêutica. Contudo, as metodologias atualmente empregadas e os custos envolvidos no desenvolvimento desses modelos são elevados, o que reforça a necessidade de estratégias mais simplificadas, robustas e de menor custo para aplicação em pesquisa translacional e triagem terapêutica. Objetivo: Avaliar o perfil de resposta linfocítica em modelo murino xenográfico com sistema imunológico humanizado padronizado para estudos sobre o microambiente tumoral em câncer de mama triplo negativo. Métodos: Amostras de sangue de cordão umbilical oriundas da Maternidade Climério de Oliveira foram submetidas a processamento com Ficoll para obtenção de células mononucleares. As amostras foram submetidas à citometria de fluxo para quantificação de células CD34+. Camundongos NSG fêmeas sofreram mieloablação da medula óssea com agente quimioterápico e posteriormente receberam a inoculação de 10×106 células de cordão umbilical via I.V. Após a confirmação da humanização, esses animais e animais NSG não humanizados receberam o inócuo de 1×106 células tumorais da linhagem MDA-MB-231. Amostras de tumor, pulmão e sangue foram coletadas e foram realizadas análises histopatológicas, imunofenotípicas, morfométricas, imuno-histoquímicas e de hemograma. Resultados: Através da imunofenotipagem foi observada uma porcentagem de 0,5% de células CD34+ em uma amostra isolada de cordão umbilical, e de 1% no pool utilizado na humanização. O modelo aplicado resultou em uma alta taxa de humanização e uma reconstituição imunológica eficiente e funcional de linfócitos, tanto em sangue periférico como no microambiente tumoral, permitindo a análise de fenótipos funcionais e da dinâmica tumor-microambiente. Verificou-se predominância de um perfil de memória central entre os linfócitos em animais com tumor, associada à elevada expressão do marcador de exaustão PD-1. Além disso, embora na presença de células imunes humanas, houve estabelecimento consistente do tumor, com crescimento semelhante ao observado em animais não humanizados e características histopatológicas ainda mais avançadas, reproduzindo aspectos relevantes da complexidade tumoral. Conclusão: Em conjunto, os achados demonstram a relevância translacional do modelo humanizado, uma vez que além da mimetização da infiltração, o sistema imune reconstituído foi capaz de gerar não apenas células T circulantes, mas também compartimentos de memória funcionalmente distintos, reproduzindo aspectos da resposta imune humana ao tumor. Esses dados indicam que o modelo estabelecido é promissor para investigar mecanismos que envolvem células T e para testar estratégias que visem restaurar sua funcionalidade no contexto tumoral.

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Fiocruz e Sesab articulam ações conjuntas para promoção de estudo inédito sobre HTLV na Bahia 

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alinharam, nesta segunda-feira (9),  estratégias de cooperação institucional voltadas ao suporte e à divulgação de uma pesquisa inédita sobre a prevenção da transmissão vertical do vírus linfotrópico de células T humanas (HTLV).

A reunião teve como finalidade fortalecer a execução do estudo no território baiano e ampliar sua difusão junto aos serviços da rede de atenção à saúde. Intitulado PrevINIr HTLV-TV, o projeto consiste em um ensaio clínico randomizado, aberto, de fase 2/3, que acompanhará 548 gestantes com HTLV-1 e seus respectivos bebês ao longo do período de pesquisa.

As participantes serão alocadas em dois braços de estudo: um grupo receberá o cuidado assistencial padrão aliado ao uso do antirretroviral Dolutegravir, enquanto o outro seguirá apenas com as condutas previstas nos protocolos clínicos atualmente adotados.

Além de medir a efetividade da intervenção, a pesquisa irá examinar aspectos como segurança e tolerabilidade do medicamento, adesão ao tratamento, aceitação das estratégias propostas e análise de custo-efetividade para o Sistema Único de Saúde (SUS). Está prevista ainda a construção de um protocolo laboratorial voltado ao diagnóstico precoce do HTLV-1 em crianças expostas, com possibilidade de incorporação futura na rede pública de saúde.

Durante o encontro, o subsecretário da Sesab, Paulo Barbosa, ressaltou o caráter inovador do estudo e seu potencial impacto para a saúde pública baiana, colocando a secretaria à disposição para colaborar com as ações de divulgação e com a articulação junto aos serviços assistenciais.

O início da pesquisa está programado para abril deste ano, com desenvolvimento nos municípios de Salvador, Cachoeira, Cruz das Almas e Santo Antônio de Jesus. As atividades ocorrerão em unidades de referência, serviços especializados e maternidades do SUS, com recrutamento realizado em serviços de pré-natal e apoio de associações de pessoas que vivem com HTLV.

O estudo PrevINIr HTLV-TV conta com financiamento do Ministério da Saúde, por meio da Fiocruz, do Departamento de HIV/AIDS, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (DATHI), além do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Participaram da reunião Fernanda Grassi, coordenadora do estudo e pesquisadora titular da Fiocruz Bahia; Alcina Bulhões, diretora da Atenção Especializada da Sesab; Ramon Costa Saavedra, diretor da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep); e Olga Sampaio, coordenadora de Ciclo de Vida e Gênero da Diretoria de Gestão do Cuidado.

“Com a integração das instituições, teremos informações mais qualificadas, pesquisas mais abrangentes e avanços decisivos na luta contra o HTLV, tornando a Bahia um exemplo para o Brasil e para o mundo”, afirma Fernanda Grassi.

A parceria entre Fiocruz Bahia e Sesab foi destacada como fundamental para que os achados da pesquisa possam embasar políticas públicas mais eficazes, contribuindo para o objetivo de eliminar a transmissão vertical do HTLV até 2030, em consonância com os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil.

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Pesquisadores da Fiocruz Bahia assumem cargos na Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT) para compor a Diretoria no biênio 2026–2028

A SBMT promove anualmente o Congresso da SBMT, um dos principais eventos científicos da área no país.

Pesquisadores da Fiocruz Bahia foram nomeados para compor a Diretoria da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT) no biênio 2026–2028, reforçando a participação da instituição em uma das mais importantes entidades científicas da área no país.

O pesquisador Fred Luciano Neves Santos, coordenador do projeto Oxente Chagas, assumiu o cargo de Segundo Secretário, enquanto Mitermayer dos Reis passou a integrar o Conselho Fiscal da entidade. As nomeações reafirmam o compromisso da SBMT com uma gestão qualificada, plural e representativa, alinhada ao seu caráter multidisciplinar, que reúne profissionais de diversas áreas da saúde e do conhecimento, como entomologistas, epidemiologistas, parasitologistas, patologistas, imunologistas, biologistas, enfermeiros, farmacêuticos, médicos, ecologistas, engenheiros sanitaristas, pesquisadores e professores universitários.

Para Mitermayer, “manter a contribuição em múltiplos campos de atuação e estimular pesquisas e estudos na Medicina Tropical, em seus diversos aspectos, é altamente recompensador”.

Segundo Fred Santos, “assumir esse cargo significa um profundo senso de responsabilidade e, ao mesmo tempo, alegria pela oportunidade de contribuir de forma ainda mais ativa para o fortalecimento institucional da Sociedade, para a valorização da SBMT, da ciência e para o avanço da medicina tropical no Brasil”. 

A Sociedade Brasileira de Medicina Tropical promove anualmente o Congresso da SBMT, considerado um dos principais eventos científicos da área no Brasil, estimulando o intercâmbio entre pesquisadores nacionais e internacionais e o fortalecimento de parcerias institucionais voltadas ao avanço da ciência e da saúde pública.

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Defesa de Tese traz o tema: “Uso da Associação de Hidroxilamina e DETC no Tratamento das Leishmanioses”

Aluna: Thaline Mabel Sousa Santo

Orientador: Dr. Antônio Ricardo Khouri Cunha

Programa: Pós-Graduação em Patologia Humana-UFBA /FIOCRUZ

Data: 23/01/2026

Horário: 9H

Local: Sala de Videoconferência – IGM

Sala Virtual Zoom 5

ID: 820 4538 6152

Senha: pgpat

Membros Titulares:

  • Dra. Léa Cristina de Carvalho Castellucci – UFBA
  • Dr. Diogo Rodrigo de Magalhães Moreira – IGM/FIOCUZ
  • Dra. Claudia Ida Brodskyn – IGM/FIOCUZ
  • Dra. Patrícia Sampaio Tavares Veras – IGM/FIOCRUZ
  • Dr. Antônio Ricardo Khouri Cunha – IGM/FIOCRUZ (Orientador e Presidente da Banca)

Suplente:

  • Dra. Juliana Perrone B. de Menezes Fullam – IGM/FIOCUZ

RESUMO:

A leishmaniose é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como uma
das dez principais doenças tropicais negligenciadas, afetando mais de 12 milhões de
pessoas em todo o mundo. As manifestações clínicas variam de acordo com a espécie
do parasito, a resposta imune e o background genético do paciente. Atualmente, os
antimoniais pentavalentes são os fármacos mais utilizados no tratamento da
leishmaniose. No entanto, esses compostos apresentam elevada toxicidade, eficácia
variável e têm contribuído para o surgimento de cepas resistentes. Nesse cenário,
torna-se urgente a busca por novos fármacos com ação leishmanicida eficaz e menor
toxicidade. Uma alternativa promissora tem sido o uso de compostos que atuam em
vias da resposta imune. Dentre eles, o dietilditiocarbamato (DETC), um quelante de
cobre, inibe a superóxido dismutase, aumentando a produção de superóxido e
reduzindo a carga parasitária em modelos experimentais de leishmaniose cutânea. Já
a hidroxilamina reage com o superóxido e promove a formação de peróxido de nitrito,
uma molécula com potente ação leishmanicida sobre parasitos intracelulares. Esta
tese está estruturada em três capítulos. No Capítulo 1, foi realizada uma revisão
sistemática sobre os principais marcadores genéticos associados à resistência ao
antimonial pentavalente em isolados clínicos de Leishmania spp. causadores de
leishmaniose cutânea. Foram incluídos 23 artigos indexados nas bases PubMed,
SciELO e LILACS. Os genes mais frequentemente associados à resistência foram
AQP1, TDR1, TRYR, HSP70, FeSOD e membros da família de transportadores ABC,
relacionados a mecanismos de adaptação oxidativa, transporte de fármacos e
sobrevivência intracelular. No Capítulo 2, foi avaliada a ação da hidroxilamina e do
DETC, isoladamente e em combinação, sobre formas promastigotas e amastigotas de
L. braziliensis, L. amazonensis e L. infantum. A combinação dos compostos
apresentou efeito leishmanicida sinérgico em concentrações baixas, com alta
seletividade e baixa toxicidade para macrófagos murinos e humanos. No Capítulo 3,
experimentos in vivo foram conduzidos com camundongos BALB/c, saudáveis e
infectados com L. braziliensis, para avaliar a segurança e a eficácia da associação
entre os compostos. A administração intraperitoneal diária foi bem tolerada, com alta
taxa de sobrevivência, manutenção do peso corporal e ausência de sinais clínicos
relevantes. Alterações hematológicas e bioquímicas indicaram boa tolerabilidade, e o
tratamento foi capaz de modular a progressão da lesão ulcerada, retardando o pico
inflamatório e reduzindo a espessura da orelha dos animais tratados. Os resultados
obtidos demonstram que a associação entre hidroxilamina e DETC apresenta potente
atividade antiparasitária frente a diferentes espécies de Leishmania e baixa toxicidade
para células hospedeiras, configurando-se como uma estratégia terapêutica
promissora no tratamento da leishmaniose cutânea.
Palavras-chave: Leishmaniose Cutânea; Leishmaniose Visceral; Leishmania
braziliensis; Leishmania mexicana amazonensis; Leishmania (Leishmania) infantum;
Ditiocarb; Hidroxilamina.

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Defesa de tese traz o tema: “BIOASSINATURA DA MICROBIOTA NASAL EM PACIENTES INFECTADOS PELO VÍRUS SARS-COV-2 E SUA ASSOCIAÇÃO COM A COVID LONGA”

Aluna: Adriele Pinheiro Bomfim

Orientadora: Dra. Viviane Sampaio Boaventura de Oliveira

Programa: Pós-graduação em Patologia Humana – UFBA/Ficoruz

Data: 15/01/2026

Horário: 8H

Local: Sala Virtual Zoom

ID da reunião: 863 3708 4214

Senha: pgpat

LINK

Banca:

  • Dra. Joice Neves Reis Pedreira – UFBA
  • Dr. Kevan Akrami – UCSD (University of California System)
  • Dr. Vinicius Maracajá Coutinho – IGM/Fiocruz
  • Dra. Cláudia Ida Brodskyn (PGPAT/IGM)
  • Dra. Viviane Sampaio Boaventura de Oliveira (Orientadora e Presidente da Banca)

Suplente:

  • Dr. Bruno Solano de Freitas Souza (PGPAT/IGM)

RESUMO:

A COVID longa é uma doença complexa e ainda pouco compreendida, sem biomarcadores que
auxilie no manejo adequado da doença. Este estudo teve como objetivo investigar potenciais
biomarcadores clínicos e microbiológicos associados ao desenvolvimento da doença, por meio
da caracterização de dados clínicos e da microbiota nasal de indivíduos com síndrome gripal
aguda. Foram analisados 291 participantes, distribuídos entre indivíduos que testaram positivo
para SARS-CoV-2 (n = 193) e controles negativos (n = 98). Esses grupos foram estratificados
posteriormente de acordo com a evolução clínica, com base na presença ou ausência de
sintomas persistentes além de 12 semanas apos a fase aguda. As características clínicas na fase
aguda foram semelhantes entre os grupos, com predomínio de sintomas do trato respiratório
superior. No entanto, entre os indivíduos que evoluíram para COVID longa, observou-se maior
frequência de sintomas cardiorrespiratórios durante a fase aguda (70% versus 48%, p = 0,002).
A análise da microbiota nasal revelou redução significativa da diversidade alfa nos infectados
por SARS-CoV-2 em comparação com controles de outras etiologias (Wilcoxon: Chao2 p =
0,03305; Shannon p = 0,02578; Simpson p = 0,1082). No entanto, não houve diferenças na
diversidade beta ou na composição taxonômica entre os que desenvolveram COVID longa e os
que se recuperaram completamente. A reativação de EBV/CMV também não se mostrou
associada à persistência dos sintomas. As análises de sensibilidade confirmaram a robustez dos
achados. A infecção aguda por SARS-CoV-2 está associada a uma perturbação aguda da
microbiota nasal, caracterizada pela redução da diversidade microbiana. Contudo, não foi
possível identificar um perfil microbiano nasal específico que distinguisse indivíduos que
desenvolveram COVID longa daqueles que se recuperaram completamente, sugerindo que
outros fatores fisiopatológicos podem exercer papel mais determinante na persistência dos
sintomas.
Palavras-chave: COVID Longa; Biomarcador; Microbiota; EBV; Citomegalovirus

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Lançamento do 1ª Boletim Epidemiológico Saúde Quilombola no Brasil: Evidências para a Equidade

O Brasil dá um passo histórico no enfrentamento das desigualdades raciais em saúde.

Fruto de uma parceria do CIDACS/Fiocruz Bahia, Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) e Instituto de Saúde Coletiva da UFBA, foi lançado na última segunda-feira, 24 de novembro, o Boletim Saúde Quilombola no Brasil: Evidências para a Equidade, primeiro documento nacional a apresentar, em escala inédita, dados demográficos, sociais e epidemiológicos sobre a população quilombola brasileira — um retrato fundamental para compreender as desigualdades que atravessam gerações e continuam impactando vidas.

Produzido a partir da Coorte de 100 Milhões de Brasileiras e Brasileiros, o boletim analisa informações de mais de 140 milhões de pessoas inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), com foco em cerca de 64 mil quilombolas adultas(os) acompanhadas(os) entre 2011 e 2020. Pela primeira vez, dados dessa magnitude revelam com clareza como condições de vida adversas e desigualdades estruturais moldam a saúde da população quilombola no país.

Quilombolas no Brasil: resistência, identidade e desigualdades persistentes

Presentes em todas as regiões do país — com maior concentração no Nordeste (60%) — os quilombolas carregam uma trajetória de resistência e afirmação identitária. No entanto, apenas 12% vivem em territórios oficialmente demarcados. As desigualdades de infraestrutura são profundas, contabilizando 55% sem acesso à água potável, 54% sem rede de esgoto, 51% sem coleta de lixo, 10% sem energia elétrica, 29% vivendo em moradias com materiais precários e 68% acessando suas casas por estradas de terra. O boletim aponta ainda que 2 em cada 10 quilombolas adultos nunca frequentaram a escola, proporção duas vezes maior que na população geral.

Panorama da saúde: evidências do impacto histórico das desigualdades

As análises evidenciam padrões de adoecimento e mortalidade marcados pelo racismo estrutural. Entre as principais causas de morte na população quilombola da região Nordeste, destacam-se causas mal definidas (42 por 100 mil — maior que na população geral), diabetes, homicídios, uso problemático de álcool e desnutrição.

A presença elevada de registros de doença falciforme, diarreia, desnutrição e de óbitos com causa mal definida revela tanto falhas no sistema de saúde quanto o apagamento histórico dessa população: o racismo atravessa inclusive a forma como a morte é registrada no país.

Um marco para políticas públicas e para a equidade em saúde

Ao reunir, pela primeira vez, um conjunto amplo e robusto de informações sobre a saúde quilombola, este boletim se torna ferramenta estratégica para subsidiar gestores públicos, pesquisadores, lideranças quilombolas e a sociedade civil na construção de políticas mais justas, eficazes e alinhadas às necessidades reais desses territórios.

O documento completo pode ser acessado pelo QR Code disponível no material de divulgação ou diretamente no endereço virtual

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Defesa disserta sobre caracterização clínica e epidemiológica de pacientes submetidos à radioterapia em uma unidade de alta complexidade em oncologia na cidade de Juazeiro

Discente: José Igor Rodrigues dosSantos

Orientadora:Dra. Cinthya Sternberg

Título da Dissertação: CARACTERIZAÇÃO CLÍNICA E EPIDEMIOLÓGICA DE PACIENTES SUBMETIDOS À RADIOTERAPIA EM UMA UNIDADE DE ALTA COMPLEXIDADE EM ONCOLOGIA NA CIDADE DE JUAZEIRO-BA.

Programa: Pós-Graduação em Pesquisa Clínica e Translacional

Data: 28/11/2025

Horário: 14H

Local: Sala Zoom Educacional 04

ID da reunião: 832 5515 5352

Senha: defesa

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Titulares:

Dra. Lilian Dantonino Faroni – Instituto Oncologia D’or – Rio de Janeiro

Dra. Eugênia Terra Granado Pina – IGM/FIOCRUZ

Dra. Cinthya Sternberg – DASA (Orientadora e Presidente da Banca)

Suplente:

Dra. Clarissa Araújo Gurgel – IGM/FIOCRUZ

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Defesa traz o tema: “Estudos sobre a combinação de BCG Moreau e extrato de lipídios apolares de Mycobacteruim Tuberculosis na resposta imune celular”

Aluna: Avelina Araújo Leite

Orientador: Dr. Sergio Marcos Arruda

Coorientadora: Dra. Alice Sarno

Título da Dissertação: “ESTUDOS SOBRE A COMBINAÇÃO DE BCG MOREAU E EXTRATO DE LIPÍDIOS APOLARES DE MYCOBACTERIUM TUBERCULOSIS NA RESPOSTA IMUNE CELULAR”

Programa: Pós-Graduação em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa

Data: 28/11/2025

Local: Sala Virtual Zoom Educacional

ID da reunião:  823 3298 5403

Senha: avelina

LINK

Horário: 9H

Titulares:

Dra. Ana Paula Junqueira-Kipnis – Universidade Federal de Goiás

Dr. Alex Issamu Kanno – Instituto Butantan

Dr. Leonardo Paiva Farias – IGM/Fiocruz (Presidente da Banca)

Suplente

Dr. Lucas Pedreira de Carvalho IGM/Fiocruz

RESUMO:

INTRODUÇÃO: INTRODUÇÃO: A tuberculose (TB), doença infecciosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis (Mtb), é uma das principais causas de morte no mundo. A vacina bacillus Calmette-Guérin (BCG), composta por bacilos atenuados de Mycobacterium bovis (M.bovis), é a única vacina aprovada no controle da TB. A eficácia da BCG contra TB pulmonar varia entre 0 a 80%, de acordo com a idade e a população de estudo. O bacilo do Mtb possui parede celular rica em lipídios, importante tanto na modulação da resposta imune do hospedeiro, quanto na persistência micobacteriana. Os lipídios da parede celular do Mtb, tem despertado considerável interesse, pois de acordo com alguns estudos, sugerem que vacinas lipídicas podem contribuir para proteção contra o Mtb. OBJETIVO: Avaliar o efeito do uso de extrato de lipídios apolares de Mtb como adjuvante na resposta imune celular induzida pela vacina BCG Moreau. MÉTODOS: Para realização deste estudo foi realizado padronização da vacina BCG Moreau usada para estímulo in vitro. Cultivo de Mtb e BCG Moreau foi realizada, sendo que a partir do cultivo de Mtb foi realizada a extração de extrato de lipídios apolares de Mtb, a partir de cultura planctônica. O extrato de lipídios apolares de Mtb, foi utilizada para sensibilização das placas de cultivo com 24 poços, para incubação por 72 horas. Foi realizada coleta de amostras de sangue periférico e coleta para o teste de liberação de interferon gama (IGRA) de voluntários recrutados. As amostras coletas passaram por processamento para obtenção de células mononucleares do sangue periférico (PBMC) para cultivo in vitro. Após estímulo celular por 72h, foi realizada análise de imunofenotipagem das PBMCs, além da quantificação de citocinas como IFN-γ, IL-10 e TNF-α RESULTADOS: De outubro de 2023 até fevereiro de 2024, foram recrutados 30 voluntários para o estudo. Porém, desse total, dezessete foram inclusos (56,6%), enquanto, treze foram excluídos (43,4%). Em seguida, foi realizado a curva de crescimento da BCG Moreau, para identificar qual melhor densidade óptica para infecção. Os dados analisados para imunofenotipagem, assim como para a quantificação das citocinas, não houve diferença estatisticamente significante. CONCLUSÃO: A partir dos resultados obtidos a partir da Citometria de fluxo e do ELISA, não indicaram a capacidade do extrato de lipídios apolares de Mtb combinado com BCG Moreau de induzir aumento de frequência de diferentes populações de células T CD4+ e CD8+, assim como para as citocinas de IFN-γ, IL-10 e TNF-α.

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Defesa apresenta tema sobre o Perfil Clínico e Epidemiológico dos casos confirmados de MPOX na Bahia; uma análise do período de julho de 2022 a dezembro de 2024

Aluna: Luana Maria Vital Chaves

Orientadora: Dra. Theolis Costa Barbosa Bessa

Título da Dissertação: PERFIL CLÍNICO E EPIDEMIOLÓGICO DOS CASOS CONFIRMADOS DE MPOX NA BAHIA: ANÁLISE DO PERÍODO DE JULHO DE 2022 A DEZEMBRO DE 2024″

Programa: Pós-Graduação em Pesquisa Clínica e Translacional

Data: 21/11/2025

Horário: 8H30

Local: Sala Zoom Virtual 04

ID: 867 0347 5996

Senha: defesa

LINK

Titulares:

Dra. Raquel Proença de Oliveira -Ministério da Saúde

Dr. Wildo Navegantes de Araújo -Unb

Dra. Theolis Costa Barbosa Bessa – IGM/Fiocruz (Orientadora e Presidente da Banca)

Suplente:

Dr. Carlos Antônio de Sousa Teles – IGM/Fiocruz

RESUMO:

INTRODUÇÃO: A mpox é uma doença viral zoonótica causada pelo Monkeypox virus
(MPXV). É endêmica em países do continente africano, porém a partir de 2022 foram
registrados diversos casos em outros países, inclusive no Brasil. O primeiro caso da
mpox na Bahia foi registrado em julho de 2022. Este trabalho analisou o perfil clínico
e epidemiológico dos casos confirmados de mpox na Bahia entre julho de 2022 e
dezembro de 2024. MÉTODOS. Trata-se de um estudo descritivo, observacional,
retrospectivo, de dados secundários, que contemplou variáveis sociodemográficas,
epidemiológicas e clínicas. RESULTADOS E DISCUSSÃO. Foram confirmados 253
casos (1,83% do total no Brasil), sendo 146 casos em 2022, 39 em 2023 e 68 em 2024.

Houve forte concentração em Salvador (73,5%), além de registros em
municípios de médio porte e relevância turística, como Porto Seguro, Vitória da
Conquista e Feira de Santana. Predominaram homens (92,9%) cisgênero (73,9%),
com média de idade de 31,5 anos, raça/cor parda (42%) e homossexuais (53%). Esse
padrão reflete a dinâmica de transmissão associada a redes sexuais específicas,
semelhante ao observado em outros países. Clinicamente, predominaram as lesões
ou erupções cutâneas (87%), febre (60%), dor ou mialgia (46%), cefaleia (32%), e
lesões localizadas nas regiões genital (32%) e anal (29%). A maioria dos casos
apresentou evolução autolimitada, com taxa de cura de 64%, sendo que dois óbitos
registrados ocorreram por causas não atribuídas diretamente à mpox. Houve 31
hospitalizações (12,3%), principalmente de pessoas vivendo com o vírus da
imunodeficiência humana (HIV), configurando a coinfecção como fator de risco para
evolução desfavorável. O antiviral Tecovirimat foi utilizado em 0,8% dos casos,
enquanto a maior parte recebeu apenas tratamento de suporte. CONCLUSÕES.
Destaca-se a necessidade de ações preventivas, direcionadas a populações-chave a
evitar complicações, e de monitoramento, com a instituição de uma vigilância
genômica ativa para o acompanhamento das variantes circulantes do vírus.
Palavras-chave: Mpox. Doenças virais emergentes. Distribuição geográfica.

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Defesa disserta sobre Fatores Preditores de Positividade do Pet/CT com ¹⁸F-PSMA-1007 em pacientes com PSA ≤ 0,5 NG/ML pós prostatectomia radical

Aluno: Thiago Martins Oliveira

Orientador: Dr. Luiz Antônio Rodrigues de Freitas

Coorientador: Dr. Lucas de Oliveira Vieira

Título da Dissertação: “FATORES PREDITORES DE POSITIVIDADE DO PET/CT COM ¹⁸F-PSMA-1007 EM PACIENTES COM PSA ≤ 0,5 NG/ML PÓS PROSTATECTOMIA RADICAL

Programa: Pós-Graduação em Pesquisa Clínica e Translacional

Data: 21/11/2025

Horário: 9H

Local: Sala Zoom Educacional 04

ID: 836 6668 5443

Senha: defesa

LINK

Titulares:

Dr. Daniel Abensur Athanázio – UFBA

Dra. Lila Teixeira de Araújo – UNEB

Dr. Luiz Antonio Rodrigues de Freitas – IGM/FIOCRUZ (Orientador e Presidente da Banca)

Suplente:

Dra. Maria da Conceição Chagas de Almeida – IGM/FIOCRUZ

RESUMO:

Objetivo: Investigar os fatores preditores de positividade do PET/CT com ¹⁸F-PSMA-1007 em
pacientes com recidiva bioquímica (RBQ) de câncer de próstata (CaP) após prostatectomia
radical (PR) e níveis de antígeno prostático específico (PSA) ≤ 0,5 ng/mL. Métodos: Foi
realizado um estudo observacional, retrospectivo e caso-controle, incluindo 56 exames de
PET/CT com ¹⁸F-PSMA-1007 em 54 pacientes com RBQ pós-PR. Foram analisadas variáveis
clínicas e patológicas, como PSA no momento do exame, tempo de duplicação do PSA (PSADT),
escore de ISUP, estadiamento patológico e tempo para recidiva. A análise estatística univariada
foi utilizada para identificar preditores de um resultado positivo no exame. Resultados: A taxa de
detecção geral do PET/CT com ¹⁸F-PSMA-1007 foi de 50% (28/56 exames). O PSADT foi o
único preditor estatisticamente significativo de positividade (p = 0,0014). Pacientes com PSADT
inferior a 6 meses apresentaram uma taxa de detecção de 78,3%, em comparação com 37,5% para
PSADT entre 6-12 meses e 23,5% para PSADT superior a 12 meses. A maioria das recidivas foi
detectada no leito prostático (60,7%), seguida por linfonodos pélvicos (21,4%) e doença à
distância (17,9%). Conclusão: O PSADT é um preditor robusto e independente da positividade
do PET/CT com ¹⁸F-PSMA-1007 no cenário de recidiva bioquímica do CaP com baixos níveis de
PSA. A utilização da cinética do PSA, especialmente um PSADT curto, pode otimizar a seleção
de pacientes para a realização do exame, aumentando a probabilidade de um resultado
clinicamente útil para guiar terapias de resgate precoces.
Palavras-chave: Câncer de próstata. Recidiva bioquímica. Tomografia por emissão de pósitrons.
Antígeno de membrana específico da próstata. ¹⁸F-PSMA-1007. Tempo de duplicação do PSA.

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Defesa de Tese avalia o potencial terapêutico de uma classe de compostos sintéticos (Pryrazolopyrrolidionones) na infecção experimental por Leishmania

Aluna: Leslye Johana Torres Avila

Orientadora: Dra. Camila Indiani de Oliveira

Título: “AVALIAÇÃO DO POTENCIAL TERAPÊUTICO DE UMA CLASSE DE COMPOSTOS SINTÉTICOS (PYRAZOLOPYRROLIDIONONES) NA INFECÇÃO EXPERIMENTAL POR LEISHMANIA”

Programa: Pós-graduação em Patologia Humana e Experimental

Data: 12/12/2025

Local: Sala Zoom Virtual 05

ID: 845 4485 5556

Horário: 9H

LINK

Membros Titulares:

Dra. Beatriz Simonsen Stolf – USP 

Dr. Carlos Roberto Alves – IOC-FIOCRUZ 

Dr. Cássio Santana Meira – IGM/FIOCRUZ

Dra. Patrícia Sampaio Tavares Veras – IGM/FIOCRUZ

Dra. Camila Indiani de Oliveira – IGM/FIOCRUZ

Membro Suplente:

Dra. Claudia Ida Brodskyn – IGM/FIOCRUZ

RESUMO

As leishmanioses são doenças parasitárias complexas e amplamente distribuídas. Os desafios
para controlá-las estão relacionados à crescente falha terapêutica e resistência, justificando a
identificação de novos compostos leishmanicidas. Descrevemos anteriormente uma série de
compostos (pirazolopirrolidinonas) ativos contra Leishmania donovani e L. major, os agentes
causadores da leishmaniose visceral e cutânea no Velho Mundo, respectivamente. Aqui,
caracterizamos ainda uma série de análogos contra L. braziliensis, o principal agente etiológico
da Leishmaniose Tegumentar no Brasil, associada a formas graves da doença, como
Leishmaniose Mucosa e Leishmaniose Disseminada. Realizamos uma triagem primária, que
determinou a atividade antiparasitária de uma série de 36 análogos. Essa triagem primária
identificou 11 análogos que apresentaram valores de EC75 entre 1 e 7 µM e valores de CC50
acima de 10 µM contra os estágios intracelulares de L. braziliensis e L. major. Uma triagem
secundária utilizando macrófagos derivados da medula óssea infectados por L. braziliensis
confirmou os resultados iniciais e indicou uma potência ainda maior contra estágios
intracelulares. Finalmente, dois compostos selecionados foram testados in vivo, utilizando um
modelo pré-clínico de leishmaniose tegumentar causada por L. braziliensis. O tratamento com
dois análogos de pirazolopirrolidinonas modulou o desenvolvimento da lesão e reduziu
significativamente a carga parasitária. Nossos resultados mostram que as pirazolopirrolidinonas
apresentam alta potência, baixa toxicidade e atividade antiparasitária in vivo contra uma ampla
gama de espécies de Leishmania.
Palavras-chave: Leishmaniose; validação e descoberta de medicamentos; moléculas sintéticas,
triagem de drogas.

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Defesa avalia conhecimento dos enfermeiros(as) sobre a gestão do antimicrobianos em hospitais com Antimicrobial Stewardship Program na cidade de Salvador

Discente: Leila Santos de Souza

Orientadora:Dra. Isadora Cristina de Siqueira

Título da Dissertação: “AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO DOS ENFERMEIROS (AS) SOBRE A GESTÃO DO ANTIMICROBIANOS EM HOSPITAIS COM O ANTIMICROBIAL STEWARDSHIP PROGRAM, NA CIDADE DE SALVADOR, BAHIA.

Programa: Pós-Graduação em Pesquisa Clínica e Translacional

Data: 19/11/2025

Local: Sala de Aula II da Biblioteca – IGM

Horário: 14H30

Titulares:

Dra. Joice Neves Reis Pedreira – UFBA

Dr. Edson Duarte Moreira Júnior – IGM/FIOCRUZ

Dra. Isadora Cristina de Siqueira – IGM/FIOCRUZ (Orientadora e Presidente da Banca)

Suplente:

Dra. Maria da Conceição Chagas de Almeida – IGM/FIOCRUZ

RESUMO

INTRODUÇÃO: Os antimicrobianos, um marco para a medicina, está ameaçado pela
Resistência Antimicrobiana (RAM) devido uso indiscriminado e excessivo na saúde humana,
animal e agricultura. A adoção de uma abordagem One Health, é necessário para combate-la,
por reconhecer a conexão destes setores. Dentro dessa proposta global, do uso racional do
antimicrobianos, o Program Stewardship Antimicrobial (PSA) “um conjunto de estratégias
destinada a melhorar e medir o uso apropriado desses medicamentos, através da seleção ideal
de antibióticos, incluindo dosagem, duração da terapia e via de administração, foi recomendado
para os serviços de saúde. Os enfermeiros têm sido reconhecidos como peça fundamental para
sucesso da estratégia, devido a sua prática clínica diária, e a integralidade do cuidado. Objetivo:
avaliar o conhecimento dos enfermeiros(as) sobre a gestão do antimicrobiano em hospitais com
e sem o PSA. Métodos: Estudo observacional, analítico, de corte transversal, em 02 hospitais
de Salvador, com 153 enfermeiros. Utilizado um questionário com 30 questões, divido em 4
domínios do conhecimento: (1) prevenção e controle de infecção; (2) diagnóstico de infecção e
uso de antimicrobianos; (3) prática clínica do enfermeiro e cuidado centrado no paciente e (4)
prática interprofissional e 5 questões de “Percepção sobre conhecimento/engajamento sobre a
RAM e PSA. A normalidade dos dados foi comprovada por meio do teste de KolmogorovSmirnov p > 0,05. Resultados: A amostra foi composta por mulheres em 84,9%, com média
de idade de 40 anos e tempo médio de atuação de 14 anos, as unidades mais citadas foi UTI
(20,2%) e emergência (18,3%). A média de acertos foi de 21. O domínio 1, com média 6,4
acertos e o domínio 2, com média 8, acertos, o domínio 3- 3,09 acertos e o domínio 4, com
média de 3 acertos. O hospital A teve um número de acertos maior que o hospital B. Os
domínios apresentaram forte correlação, porém o Domínio 2 com maior correlação com total
do conhecimento (r=0,687). Os enfermeiros perceberam seu nível de conhecimento como
intermediário a bom (p<0,02), e a falta de conhecimento foi identificada como a principal
barreira institucional para o enfrentamento da RAM. CONCLUSÃO: Os resultados deste
estudo mostraram que apenas ter um Program Stewardship Antimicrobial implantado na
instituição, nesta amostra estudada, não demonstra possuir enfermeiros com maior
conhecimento sobre gestão de antimicrobianos. O conhecimento está atrelado a definição de
papéis dentro do programa, a frequência da educação continuada sobre o tema. Treinamentos,
palestras foram identificadas como estratégias para fortalecer o engajamento e conhecimento
dos enfermeiros nos PGAs, contribuindo para o uso racional dos antimicrobianos.
Palavras-chaves: Resistência antimicrobiana; enfermagem; Programa de Gestão
Antimicrobiana; Uso Racional de Medicamentos; Segurança do Paciente.

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Defesa traz tema: “Recorrência do carcinoma hepatocelular após transplante hepático: correlação entre as características anatomopatológicas da neoplasia e a recidiva da doença”

Discente: Rodrigo Antonio Vieira Guedes

Orientador: Dr. Luiz Antônio Rodrigues de Freitas

Coorientador: Dr. Raymundo Paraná Ferreira Filho

Título da Dissertação: “RECORRÊNCIA DO CARCINOMA HEPATOCELULAR APÓS TRANSPLANTE HEPÁTICO: CORRELAÇÃO ENTRE AS CARACTERÍSTICAS ANATOMOPATOLÓGICAS DA NEOPLASIA E A RECIDIVA DA DOENÇA“.

Programa: Pós-Graduação em Pesquisa Clínica e Translacional

Data: 19/11/2025

Horário: 14H30

Local: Presencial – Sala de Reunião I da Biblioteca

Online: Sala Zoom Educacional 04

LINK

Titulares:

Dr. Leonardo Gomes da Fonseca – USP

Dra. Cinthya Sternberg – DASA

Dr. Luiz Antônio Rodrigues de Freitas – IGM/FIOCRUZ (Orientador e Presidente da Banca)

Suplente:

Dra. Clarissa Araújo Gurgel – IGM/FIOCRUZ

RESUMO

Introdução: O carcinoma hepatocelular (CHC) é a neoplasia maligna primária mais frequente
no fígado e sua recorrência após transplante hepático permanece um dos principais fatores
limitantes da sobrevida a longo prazo. Diversos fatores clínicos, laboratoriais e
anatomopatológicos já foram associados ao risco de recidiva, mas há escassez de dados em
séries brasileiras, sobretudo quanto à influência dos subtipos histológicos. Objetivo: Descrever
as características demográficas, etiologia da doença hepática de base e o perfil
anatomopatológico dos explantes hepáticos de pacientes submetidos a transplante por CHC em
um centro de referência de Salvador, Bahia, e avaliar sua associação com a recidiva da
neoplasia. Método: Estudo retrospectivo, observacional e descritivo, incluindo 105 pacientes
submetidos a transplante hepático entre junho/2014 e junho/2024, selecionados a partir da
revisão de prontuários clínicos e laudos anatomopatológicos. Foram coletadas variáveis
demográficas, clínicas e histológicas, incluindo subtipo histológico (OMS 2019), grau
histológico de Edmondson-Steiner, invasão vascular, número e tamanho de nódulos viáveis. As
análises estatísticas foram conduzidas utilizando-se o software R (versão 4.4), através da
regressão logística penalizada de Firth para identificação de fatores associados à recidiva.
Resultados: A amostra foi composta em sua maioria por homens (88%), com idade média de
61 anos. A principal causa da doença hepática foi a infecção pelo vírus da hepatite C (57%),
seguida pela doença hepática relacionada ao abuso do uso de álcool (17%) e pela doença
esteatótica hepática a associada à disfunção metabólica (12%). Histologicamente, em 69% dos
casos não foram identificados subtipos histológicos, seguido pela combinação do tipo
convencional com um ou mais subtipos (25%), esteato-hepatítico (3,8%), macrotrabecular
massivo (1,9%) e células claras (1,0%). Após mediana de seguimento de 41,7 meses, observouse recidiva em 7,6% dos pacientes, ocorrendo em tempo mediano de 11,9 meses após o
transplante. A recidiva esteve associada a ausência de cirrose no explante (p=0,009), tumores
pouco diferenciados (OR=3,02; IC95%:1,82–5,20), graus histológicos avançados de
Edmondson-Steiner (grau III: OR=18,36; grau IV: OR=314,33; p<0,001), e presença de três
tumores viáveis (OR=24,36; p=0,002). Em contraste, tumores bem diferenciados (OR=0,04;
p<0,001) e combinação do tipo convencional com um ou mais subtipos (OR=0,39; p=0,002)
ou esteato-hepatítico (OR=0,11; p=0,024) mostraram associação com menor risco de recidiva.
Conclusões: A taxa de recidiva observada foi semelhante à descrita em séries internacionais de
pacientes criteriosamente selecionados. Determinadas características histológicas, como grau
de diferenciação tumoral, grau de Edmondson-Steiner e número de tumores viáveis
demonstraram relevância prognóstica no risco de recidiva pós-transplante. Esses achados
reforçam a importância da análise anatomopatológica detalhada do explante e podem subsidiar
estratégias de seleção, vigilância e manejo de pacientes com CHC submetidos a transplante
hepático.
Palavras-chave: Carcinoma Hepatocelular; Transplante de Fígado; Recorrência Neoplásica;
Anatomia Patológica; Prognóstico

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Defesa disserta sobre terapias integrativas e complementares na oncologia pediátrica; uma revisão sistemática sobre evidências científicas e cuidado integral

Aluna: Patricia Alessandra França de Almeida

Orientador: Dr. George Mariane Soares Santana

Título da Dissertação: TERAPIAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES NA ONCOLOGIA PEDIÁTRICA: REVISÃO SISTEMÁTICA SOBRE EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS E CUIDADO INTEGRAL

Programa: Pós-Graduação em Pesquisa Clínica e Translacional

Data: 21/11/2025

Local: Sala de Aula II da Biblioteca – IGM

Horário: 13H

Titulares:

Dra. Rhowena Jane Barbosa de Matos – UFRB

Dra. Theolis Costa Barbosa Bessa – IGM/FIOCRUZ

Dr. George Mariane Soares Santana – UFRB (Orientador e Presidente da Banca)

RESUMO

Introdução: O câncer permanece entre as principais causas de mortalidade mundial
e constitui a principal causa de morte por doenças entre crianças e adolescentes. De
acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que mais de 35
milhões de novos casos de câncer ocorram até 2050, representando um aumento de
77% em relação aos 20 milhões registrados em 2022. Anualmente, cerca de 400 mil
crianças e jovens são diagnosticados com a doença, tornando o câncer a segunda
maior causa de óbito nessa faixa etária e a primeira entre causas não externas em
diversos países, incluindo o Brasil. Embora menos frequente que em adultos, o
câncer infantil apresenta rápida progressão e elevado impacto na população
pediátrica, exigindo diagnóstico precoce e tratamento especializado.As terapias
convencionais, como quimioterapia, radioterapia e cirurgia, têm contribuído
significativamente para o aumento das taxas de sobrevida, porém estão
frequentemente associadas a efeitos adversos físicos e emocionais, como dor,
fadiga, náuseas, ansiedade e depressão, que comprometem a qualidade de vida de
crianças e familiares. Diante desse cenário, cresce o interesse por abordagens que
possam complementar o tratamento oncológico convencional, oferecendo suporte
integral e humanizado ao paciente pediátrico.
Nesse contexto, as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) têm
ganhado destaque como estratégias de cuidado que visam promover o bem-estar
físico, emocional e espiritual, alinhadas aos princípios da atenção integral à saúde.
Reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde e incorporadas ao Sistema
Único de Saúde (SUS) no Brasil, as PICS englobam terapias como musicoterapia,
arteterapia, aromaterapia, reiki, meditação, acupuntura, entre outras. Na oncologia
pediátrica, essas práticas vêm sendo aplicadas com o objetivo de reduzir sintomas
adversos, aliviar o sofrimento, favorecer a adesão ao tratamento e melhorar a
qualidade de vida de pacientes e familiares.
Evidências recentes apontam benefícios promissores dessas terapias como coadjuvantes no manejo de sintomas e no suporte emocional, embora ainda existam
lacunas científicas quanto à padronização dos métodos e à robustez dos resultados.
Dessa forma, torna-se fundamental reunir e analisar criticamente as evidências
disponíveis sobre a utilização das PICS no contexto da oncologia pediátrica, a fim de
subsidiar práticas clínicas baseadas em evidências e contribuir para a ampliação de
estratégias terapêuticas integrativas no cuidado à criança com câncer.
Objetivo: Este estudo tem como objetivo investigar a utilização da produção
científica nacional e internacional (português, inglês e espanhol) sobre os resultados
obtidos das terapias integrativas e complementares na saúde de pacientes
oncológicos pediátricos. Metodologia: Foi realizada uma revisão sistemática utilizando as bases de dados
Medline/PubMed, Embase, Web of Science, busca integrada da BVS e busca
complementar nas referências de artigos selecionados. Os estudos incluíram
ensaios clínicos e pesquisas qualitativas publicados em inglês, português ou
espanhol, que abordassem o uso das terapias integrativas e complementares em
crianças e adolescentes (0-19 anos) diagnosticados com qualquer tipo de câncer.
Resultados: Foram identificados 1.712 estudos e selecionadas 63 publicações. A
revisão identificou a musicoterapia (43%) como a prática mais estudada, com
benefícios para a ansiedade e qualidade de vida, expressão emocional e alívio da
dor. A arteterapia (26%) também se mostrou benéfica para o enfrentamento da
doença, e comunicação de sentimentos e adesão ao tratamento. Aromaterapia e
reiki mostraram resultados na redução de náuseas e fadiga, além de promover
relaxamento. As PICS (Práticas Integrativas e Complementares em Saúde)
mostraram-se seguras e eficazes como adjuvantes no controle de sintomas físicos e
emocionais, como suporte ao tratamento convencional, melhorando a experiência
hospitalar e os vínculos entre paciente, família e equipe profissional. As PICS são
seguras e eficazes. Limitações: Há heterogeneidade nos métodos e mensuração
dos resultados, o que ressalta a necessidade de novos estudos mais controlados e
com maior rigor metodológico.
Conclusões: A presente revisão sistemática evidenciou que o uso das Práticas
Integrativas e Complementares (PICS) em oncologia pediátrica representa uma

Suplente:

Dra.Karine Araujo Damasceno – IGM/FIOCRUZ

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Defesa disserta sobre terapias integrativas e complementares na oncologia pediátrica; revisão sistemática sobre evidências científicas e cuidado integral

Aluna: Patricia Alessandra França de Almeida

Orientador: Dr. George Mariane Soares Santana

Título da Dissertação: TERAPIAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES NA ONCOLOGIA PEDIÁTRICA: REVISÃO SISTEMÁTICA SOBRE EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS E CUIDADO INTEGRAL

Programa: Pós-Graduação em Pesquisa Clínica e Translacional

Data: 21/11/2025

Horário:13H

Local: Sala de Aula II da Biblioteca – IGM

Online: ID da reunião: 864 3927 5236

Senha: defesa

LINK

Titulares:

Dra. Rhowena Jane Barbosa de Matos – UFRB

Dra. Theolis Costa Barbosa Bessa – IGM/FIOCRUZ

Dr. George Mariane Soares Santana – UFRB (Orientador e Presidente da Banca)

Suplente:

Dra.Karine Araujo Damasceno – IGM/FIOCRUZ

RESUMO

Introdução: O câncer permanece entre as principais causas de mortalidade mundial
e constitui a principal causa de morte por doenças entre crianças e adolescentes. De
acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que mais de 35
milhões de novos casos de câncer ocorram até 2050, representando um aumento de
77% em relação aos 20 milhões registrados em 2022. Anualmente, cerca de 400 mil
crianças e jovens são diagnosticados com a doença, tornando o câncer a segunda
maior causa de óbito nessa faixa etária e a primeira entre causas não externas em
diversos países, incluindo o Brasil. Embora menos frequente que em adultos, o
câncer infantil apresenta rápida progressão e elevado impacto na população
pediátrica, exigindo diagnóstico precoce e tratamento especializado.As terapias
convencionais, como quimioterapia, radioterapia e cirurgia, têm contribuído
significativamente para o aumento das taxas de sobrevida, porém estão
frequentemente associadas a efeitos adversos físicos e emocionais, como dor,
fadiga, náuseas, ansiedade e depressão, que comprometem a qualidade de vida de
crianças e familiares. Diante desse cenário, cresce o interesse por abordagens que
possam complementar o tratamento oncológico convencional, oferecendo suporte
integral e humanizado ao paciente pediátrico. Nesse contexto, as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) têm ganhado destaque como estratégias de cuidado que visam promover o bem-estar físico, emocional e espiritual, alinhadas aos princípios da atenção integral à saúde.
Reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde e incorporadas ao Sistema
Único de Saúde (SUS) no Brasil, as PICS englobam terapias como musicoterapia,
arteterapia, aromaterapia, reiki, meditação, acupuntura, entre outras.

Na oncologia pediátrica, essas práticas vêm sendo aplicadas com o objetivo de reduzir sintomas adversos, aliviar o sofrimento, favorecer a adesão ao tratamento e melhorar a qualidade de vida de pacientes e familiares. Evidências recentes apontam benefícios promissores dessas terapias como coadjuvantes no manejo de sintomas e no suporte emocional, embora ainda existam
lacunas científicas quanto à padronização dos métodos e à robustez dos resultados.
Dessa forma, torna-se fundamental reunir e analisar criticamente as evidências
disponíveis sobre a utilização das PICS no contexto da oncologia pediátrica, a fim de
subsidiar práticas clínicas baseadas em evidências e contribuir para a ampliação de
estratégias terapêuticas integrativas no cuidado à criança com câncer.
Objetivo: Este estudo tem como objetivo investigar a utilização da produção
científica nacional e internacional (português, inglês e espanhol) sobre os resultados
obtidos das terapias integrativas e complementares na saúde de pacientes
oncológicos pediátricos. Metodologia: Foi realizada uma revisão sistemática utilizando as bases de dados
Medline/PubMed, Embase, Web of Science, busca integrada da BVS e busca
complementar nas referências de artigos selecionados. Os estudos incluíram
ensaios clínicos e pesquisas qualitativas publicados em inglês, português ou
espanhol, que abordassem o uso das terapias integrativas e complementares em
crianças e adolescentes (0-19 anos) diagnosticados com qualquer tipo de câncer.
Resultados: Foram identificados 1.712 estudos e selecionadas 63 publicações. A
revisão identificou a musicoterapia (43%) como a prática mais estudada, com
benefícios para a ansiedade e qualidade de vida, expressão emocional e alívio da
dor. A arteterapia (26%) também se mostrou benéfica para o enfrentamento da
doença, e comunicação de sentimentos e adesão ao tratamento. Aromaterapia e
reiki mostraram resultados na redução de náuseas e fadiga, além de promover
relaxamento. As PICS (Práticas Integrativas e Complementares em Saúde)
mostraram-se seguras e eficazes como adjuvantes no controle de sintomas físicos e
emocionais, como suporte ao tratamento convencional, melhorando a experiência
hospitalar e os vínculos entre paciente, família e equipe profissional. As PICS são
seguras e eficazes. Limitações: Há heterogeneidade nos métodos e mensuração
dos resultados, o que ressalta a necessidade de novos estudos mais controlados e
com maior rigor metodológico.

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