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Especialista apoia análise técnica das primeiras cidades do paÃs a pleitear o fim da transmissão vertical
O pesquisador da Fiocruz Bahia, Fred Luciano Neves Santos, foi convidado para integrar a Comissão Nacional de Validação (CNV) que avalia a certificação inédita de eliminação da transmissão vertical da doença de Chagas. O processo analisou o pleito de dois municÃpios de Goiás (Goiânia e Anápolis), que se tornaram os primeiros do mundo a receber o selo de boas práticas rumo à eliminação da transmissão materno-infantil.
A Comissão Nacional de Validação é formada por um colegiado multidisciplinar com funções consultivas e deliberativas. Além da consultoria técnica de especialistas, o comitê conta com representantes de órgãos internacionais, como a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Unaids, Unicef e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).
A estrutura inclui ainda órgãos reguladores e conselhos de classe, como a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). Integram também o grupo diversas sociedades cientÃficas, além de organizações não governamentais de direitos humanos e convidados.
A atuação de Fred Santos na comissão foca no rigor técnico do diagnóstico. Segundo o pesquisador, “o diagnóstico da doença de Chagas é um desafio crÃtico na cadeia de eliminação da transmissão vertical”. Como especialista, ele avalia se os indicadores apresentados pelas cidades refletem a capacidade diagnóstica real ou apenas uma cobertura formal nos relatórios.
“Minha experiência no diagnóstico laboratorial permite identificar fragilidades metodológicas nos pleitos que passariam despercebidas”, explica Fred Santos. Ele ressalta que os municÃpios precisam garantir testes de desempenho adequado para gestantes e o acompanhamento rigoroso dos recém-nascidos com métodos parasitológicos, moleculares e sorológicos apropriados.
O protagonismo da instituição neste processo ajuda a estabelecer o que o pesquisador classifica como “um precedente técnico e polÃtico que vai moldar como outros municÃpios e paÃses conduzirão seus próprios processos”. Sobre o impacto de integrar a comissão, ele destaca: “Participar da CNV nesse momento inaugural significa contribuir diretamente para a construção dos padrões que vão orientar a eliminação da transmissão vertical em escala”, afirma Fred Santos.

Alana Bittencourt com supervisão de Iana Motta

