Aluna: Janaína Arcanjo Santos e Santos
Orientadora: Dra. Deborah Bittencourt Mothé
Coorientadora: Dra. Juliana Bezerra do Amaral
Título da Dissertação: “LETRAMENTO EM SAÚDE E AUTOEFICÁCIA NA QUALIDADE DE VIDA DE PESSOAS EM TRATAMENTO ONCOLÓGICO EM UM CENTRO ESPECIALIZADO EM SALVADOR -BAHIA“
Programa: Pós-Graduação em Pesquisa Clínica e Translacional
Data:14/11/2025
Horário:14H
Local: Sala de Reunião I da Biblioteca, no Instituto Gonçalo Moniz
Online: Sala Virtual Zoom
ID da reunião: 864 3927 5236
Senha: defesa
Titulares:
Dra. Frances Valéria Costa e Silva – UFRJ
Dra. Patricia Sampaio Tavares Veras – IGM/FIOCRUZ
Dra. Deborah Bittencourt Mothé – IGM/FIOCRUZ (Orientadora e Presidente da Banca)
Suplente:
Dra. Maria da Conceição Chagas de Almeida – IGM/FIOCRUZ
RESUMO
INTRODUÇÃO: O letramento em saúde e a autoeficácia são variáveis centrais na
compreensão de como pacientes oncológicos interpretam e utilizam as informações em saúde,
e sua capacidade de tomar decisões a partir delas, podendo influenciar na sua qualidade de vida.
OBJETIVO: Avaliar a associação entre letramento em saúde e autoeficácia com a qualidade
de vida de pacientes oncológicos. METODOLOGIA: Estudo transversal realizado entre
setembro e novembro de 2024 com pacientes em tratamento antineoplásico endovenoso em um
centro oncológico de Salvador (BA). A coleta de dados utilizou quatro instrumentos:
questionário sociodemográfico e clínico, S-TOFHLA (letramento em saúde), Escala Geral de
Autoeficácia e EORTC QLQ-C30 (qualidade de vida). Foram analisadas as correlações de
Spearman, e associações entre as variáveis independentes (letramento, autoeficácia, dados
sociodemográficos e clínicos) e a qualidade de vida, por meio de razão de prevalência, quiquadrado e regressão linear múltipla, com nível de significância de p < 0,05. RESULTADOS:
Foram incluídos 143 pacientes, com média de idade de 57,7 anos, sendo 79% do sexo feminino.
A maioria autodeclarou-se parda ou preta (62%) e possuía ensino superior (53%) ou pósgraduação (43%). Os tipos de câncer mais prevalentes foram o de mama (60%) e do trato
gastrointestinal (19%), predominando os estágios localmente avançado e metastático. Os
participantes apresentaram níveis satisfatórios de qualidade de vida, autoeficácia e letramento
funcional em saúde. Contudo, a análise de correlação bivariada não identificou associações
estatisticamente significativas entre essas três variáveis. Na análise de regressão, observou-se
que maiores níveis de dor (p < 0,001) e fadiga (p = 0,032) impactaram negativamente na
qualidade de vida, indicando que maiores escores desses sintomas se associam a uma pior
percepção de bem-estar. Em contrapartida, a autoeficácia (p = 0,018) apresentou associação
positiva e significativa com a qualidade de vida, evidenciando seu efeito protetor frente aos
impactos físicos e emocionais do tratamento oncológico. CONCLUSÃO: A qualidade de vida
de pacientes oncológicos resulta da interação entre aspectos físicos, psicológicos e contextuais.
Embora não tenha havido correlação direta entre letramento, autoeficácia e qualidade de vida,
observou-se que a autoeficácia tem papel protetor, contribuindo para o enfrentamento dos
sintomas, especialmente dor e fadiga e para a manutenção do bem-estar emocional.
Palavras chaves: Letramento em saúde; Câncer; Autoeficácia. Qualidade de vida.

















