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Aluno: Gustavo Marinho Miranda
Orientador: Dr. Jaime Ribeiro Filho.
Programa: Programa de Pós-Graduação em Patologia Humana-UFBA/FIOCRUZ
TÃtulo: “PLEURISIA INDUZIDA POR HEMINA EM CAMUNDONGOS SWISS: ESTABELECIMENTO DE UM MODELO EXPERIMENTAL DE INFLAMAÇÃO ESTÉRIL E AVALIAÇÃO FARMACOLÓGICA DE INIBIDORES DO METABOLISMO DE EICOSANOIDES E DE Wissadula periplocifolia (L.) C. Presl (Malvaceae).”
Data:Â 25/03/2026
Horário: 13h
Local: Sala Virtual Teams
ID da Reunião: 220 150 036 252 83
Senha:Â K9h8QG2V
Banca:
- Dr. Irwin Rose Alencar de Menezes – Universidade Regional do Cariri/URCA
- Dr. Eugenio Damaceno Hottz – Universidade Federal de Juiz de Fora
- Dra. Valéria de Matos Borges – IGM/FIOCRUZ
- Dra. Natália Machado Tavares – IGM/FIOCRUZ
- Dr. Jaime Ribeiro Filho – IGM/FIOCRUZ – (Orientador e Presidente da Banca)Â
Suplente:
- Dra. Deborah Bittencourt Mothé – IGM/FIOCRUZ
RESUMO
INTRODUÇÃO A inflamação estéril é desencadeada por DAMPs na ausência de patógenos.
Em doenças hemolÃticas, o heme livre age como um DAMP capaz de ativar TLR4 em
leucócitos, disparando vias como NF-κB e MAP quinase e promovendo produção de citocinas
pró-inflamatórias e mediadores lipÃdicos. Esse processo é clinicamente relevante em doenças
como anemia falciforme e outras condições hemolÃticas. O cenário terapêutico destas doenças
aponta a necessidade de modelos experimentais reprodutÃveis para a investigação de
mecanismos, o reposicionamento de fármacos e a investigação de novos compostos
terapêuticos. Neste sentido Wissadula periplocifolia (Malvaceae) desponta como uma possÃvel
fonte de novos fármacos devido ao seu potencial anti-inflamatório. OBJETIVO: estabelecer e
caracterizar um modelo experimental de pleurisia estéril induzida por hemina em camundongos
Swiss, e utilizá-lo para a triagem farmacológica de inibidores do metabolismo de eicosanoides
e do extrato etanólico de Wissadula periplocifolia (L.) C. Presl (Malvaceae). . MATERIAIS E
MÉTODOS: Foram utilizados camundongos Swiss (n = 6–9) de ambos os sexos. Na fase de
padronização do modelo, os animais foram submetidos a injeção intrapleural de hemina nas
concentrações de 50, 100 e 200 nM, com o objetivo de definir a dose capaz de induzir resposta
inflamatória reprodutÃvel. Após 6 horas, o lavado pleural foi coletado para contagem de
leucócitos totais por microscopia óptica e dosagem de citocinas por ELISA. Na fase
farmacológica, os animais receberam pré-tratamento oral com dexametasona (2 mg/kg),
indometacina (10 mg/kg), zileuton (10 mg/kg) e ácido cafeico (10 mg/kg) — todos inibidores
do metabolismo de eicosanoides — ou com extrato etanólico de W. periplocifolia (EEWP) nas
doses de 2,5; 25 e 250 mg/kg, previamente definidas em ensaios de toxicidade aguda. Após 6
horas do estÃmulo com hemina 100 nM, o lavado pleural foi coletado e os leucócitos foram
quantificados e diferenciados em polimorfonucleares (PMN) e mononucleares (MN). O
sobrenadante foi empregado para dosagem das citocinas IL-1β, IL-6, IL-10 e TNF-α por
ELISA, enquanto as células foram submetidas à extração de RNA e análise da expressão gênica
por PCR em tempo real. RESULTADOS: A concentração de 100 nM de hemina foi selecionada
como a dose padrão do modelo, por induzir migração leucocitária significativa para a cavidade
pleural e elevação das citocinas pró-inflamatórias IL-1β, IL-6 e TNF-α. O pré-tratamento com
dexametasona, zileuton e ácido cafeico reduziu significativamente tanto o infiltrado
leucocitário quanto os nÃveis de IL-1β, IL-6 e TNF-α, enquanto a indometacina não demonstrou
efeito significativo sobre esses parâmetros. O EEWP nas doses de 25 e 250 mg/kg reduziu a
migração leucocitária; a dose de 250 mg/kg também diminuiu os nÃveis de TNF-α e IL-1β. A
análise da expressão gênica não evidenciou diferenças estatisticamente significativas entre os
grupos, sugerindo que a modulação inflamatória promovida tanto pelos inibidores
farmacológicos quanto pelo EEWP ocorre predominantemente por mecanismos póstranscricionais. CONCLUSÃO: A hemina (100 nM) induziu resposta inflamatória estéril
pleural reprodutÃvel, com recrutamento leucocitário significativo e elevação de IL-6, IL-1β e
TNF-α, com participação central da via do LTBâ‚„. Inibidores da sÃntese de eicosanoides, bem
como o EEWP atenuaram significativamente esses parâmetros inflamatórios. Em conjunto, os
dados demonstram a W. periplocifolia como uma fonte de novos candidatos a fármacos e
destacam o potencial uso de inibidores das vias de eicosanoides contexto das doenças
hemolÃticas. Palavras-chave: Hemina; Inflamação estéril;. pleurisia experimental; inibidores
de eicosanóides;. Wissadula periplocifolia.

