Prorrogadas as inscrições para bolsas PIBIC e PIBITI do CNPq – 2017

pibic-peq-OK-300x204As inscrições para concorrer a bolsas de PIBIC e PIBITI/COTAS – 2017 do CNPq foram prorrogadas para o dia 28 de abril, para bolsas novas, renovação e para os bolsistas que ingressaram nos programas por substituição/banco de reserva no mês de março. Desta forma, o orientador deverá encaminhar à Coordenação do PROIIC, até o dia 03 de maio, a documentação referente à solicitação de Bolsa (nova e de renovação).

O objetivo do Programa Pibic é estimular o envolvimento de estudantes de graduação nas atividades científica, tecnológica, profissional, artística e cultural, proporcionando ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa. O Programa Pibiti tem como objetivo estimular os jovens do ensino superior nas atividades de pesquisa e aprendizagem de metodologias, conhecimentos e práticas próprias ao desenvolvimento tecnológico e processos de inovação.

Poderão solicitar bolsas, pesquisadores com doutorado exercendo atividade de pesquisa, com vínculo comprovado com a Fiocruz em tempo integral (2 cotas), pesquisadores visitantes e pós-doutorandos da Fiocruz, que se dedicam exclusivamente a atividades de pesquisas na Fiocruz Bahia (1 cota). A coordenação do PROIIC ressalta que não será permitido ao mesmo candidato concorrer simultaneamente às bolsas FAPESB e CNPq.

Clique nos links para baixar os formulários para inscrição online e outros documentos:  PIBIC e PIBITI.

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Especial Fiocruz sobre Febre Amarela

O aumento do número de casos de febre amarela em 2017 despertou a atenção das autoridades em Saúde do país. Combatida por Oswaldo Cruz no início do século 20 e erradicada dos grandes centros urbanos desde 1942, a doença voltou a assustar os brasileiros, com a proliferação de casos de febre amarela silvestre nos últimos meses. Até quarta-feira (5/4), são 1.987 casos suspeitos de febre amarela silvestre notificados. Desses, 450 continuam em investigação, 586 foram confirmados e 951 descartados. Do total, 282 evoluíram para óbito, sendo 190 confirmados, 49 em investigação e 43 descartados. Os últimos casos de febre amarela urbana ocorreram em 1942, no Acre.

A vacinação de rotina para febre amarela é ofertada em 19 estados (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Maranhão, Piauí, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina) com recomendação para imunização. Vale destacar que na Bahia, Piauí, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, a vacinação não ocorre em todos os municípios. Além das áreas com recomendação, neste momento, também está sendo vacinada, de forma escalonada, a população do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Todas as pessoas que vivem nesses locais devem tomar uma dose da vacina ao longo da vida.

Foto: Bernardo Portella / Arca Fiocruz
Desde o início deste ano, o Ministério da Saúde tem enviado doses extras da vacina contra a febre amarela aos estados que estão registrando casos suspeitos da doença, além de outros localizados na divisa com áreas que tenham notificado casos. No total, 21,6 milhões de doses extras foram enviadas para cinco estados: Minas Gerais (7,5 milhões), São Paulo (4,78 milhões), Espírito Santo (3,65 milhões), Rio de Janeiro (3,8 milhão) e Bahia (1,9 milhão). Além disso, foram distribuídas, desde janeiro deste ano, 4,1 milhões doses da vacina de rotina para todas as unidades da federação.

Além disso, foram distribuídas, desde janeiro deste ano, 3 milhões doses da vacina de rotina para todas as unidades da federação. Outras 324 mil doses foram enviadas para intensificar ações nos estados do Mato Grosso do Sul, Goiás, Rio Grande do Sul, Piauí, Pará, Paraíba e DF.

Diante da gravidade do quadro, profissionais da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) das mais diversas especialidades estão mobilizados e atuantes na prevenção e no combate à febre amarela. A principal arma contra a doença continua sendo a vacinação, prevista no Programa Nacional de Imunizações (PNI) e oferecida em postos do Sistema Único de Saúde (SUS). Nesta área, destaca-se a atuação do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), reconhecido internacionalmente como fabricante da vacina antiamarílica.

Outra preocupação do Ministério da Saúde e da Fiocruz é a disseminação de informação de qualidade em saúde, para evitar o sensacionalismo e a propagação de boatos, tão comuns em épocas de crise. Com essa missão, a Agência Fiocruz de Notícias (AFN) reúne neste especial as principais reportagens produzidas pela Fundação, esclarecendo dúvidas da população e orientando a imprensa no tratamento dos casos. As ações da AFN também estão articuladas com iniciativas nas redes sociais oficiais da Fiocruz, sobretudo em relação à imunização.

Clique aqui e confira os destaques da Fundação sobre o tema.

Mais Notícias:

10/04/2017 Saúde orienta sobre dose única da vacina da febre amarela

07/04/2017 Febre Amarela: Brasil adota dose única da vacina

31/03/2017 Fiocruz produz até 9 milhões de doses da vacina por mês

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Inscrições abertas para o segundo módulo de Metodologias Ativas de Ensino

formativas-2017O curso de Metodologias Ativas de Ensino está com as inscrições abertas para o módulo 2, que visa apresentar diferentes abordagens das Metodologias Ativas e Participativas de Ensino em Biociências, Medicina e Saúde. O público alvo são docentes e estudantes dos Programas de Pós-graduação da Fiocruz Bahia e docentes do Senai/Cimatec. Interessados em participar do curso devem acessar o hotsite do evento e preencher o formulário de inscrição, até o dia 27 de abril.

A carga horária do novo módulo é de 7 horas e as atividades estão programadas para acontecer nos dias 02 e 09 de maio. Em conjunto com os docentes que participaram de Módulo 1, foi definido um módulo com palestras de especialistas para apresentação de diferentes modalidades divididos em dois turnos. Para outras informações como programação e horários, clique aqui.

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Dissertação avalia os efeitos da saliva do vetor da Leishmaniose na infecção

AUTOR: Paulo Sérgio de Morais da Silveira Mattos
ORIENTADORA: Camila Indiani de Oliveira
TÍTULO DA TESE: “Efeitos da Saliva de Lutzomyia intermedia sobre o recrutamento celular induzido por Leishmania Braziliensis
PROGRAMA: Mestrado em Patologia Humana- Fiocruz Bahia
DATA DE DEFESA: 20/04/2017

 

RESUMO

 

A saliva de flebotomíneos tem uma série de componentes farmacológicos e imunomoduladores e há trabalhos que mostram que a imunidade à saliva protege contra a infecção por Leishmania. Neste trabalho, nós estudamos os efeitos da saliva de Lutzomyia intermedia, o principal vetor da Leishmania braziliensis no Brasil, no recrutamento celular induzido pela presença do parasita. Camundongos BALB/c foram inoculados com formas metacíclicas de L. braziliensis na presença ou não de sonicado de glândula salivar (SGS) de Lu. intermedia. Observamos que há um rápido recrutamento celular para o local da infecção, consistindo de diversos tipos celulares: macrófagos, monócitos, células dendríticas, neutrófilos e células NK. Apesar de observarmos flutuações nas frequências celulares ao longo dos tempos avaliados (2,12, 24 e 72h), o tempo de 24h após a inoculação foi aquele no qual observamos um maior efeito do SGS. Nesse tempo, a frequência de macrófagos e de neutrófilos presentes na orelha foi significativamente maior na presença da saliva. Não observamos mudanças significativas na frequência das populações estudadas ao avaliarmos o linfonodo de drenagem. Em seguida, avaliamos o efeito da saliva de Lu. intermedia sobre os neutrófilos, especificamente. Por meio de ensaios in vitro, não observamos uma modulação positiva na taxa de infecção, na produção de superóxido ou na taxa de apoptose de neutrófilos quando os mesmos foram expostos a L. braziliensis + saliva de Lu. intermedia. Por fim, avaliamos os efeitos da saliva sobre o desenvolvimento da leishmaniose experimental. Animais co-inoculados com formas metacíclicas de L. braziliensis + SGS de Lu. intermedia apresentaram lesões similares aos animais controle. Também não observamos aumento na carga parasitária na orelha ou no linfonodo de drenagem na presença da saliva. Esses resultados sugerem que a saliva de Lu. intermedia modula o recrutamento inicial de leucócitos no sítio da infecção mas não altera o curso do desenvolvimento da doença, em modelo experimental de infecção por L. braziliensis.

 

Palavras-chave:   flebótomo, saliva, leishmaniose, L.   braziliensis,   Lu.  Intermedia, recrutamento.

 

 

 

 

 

 

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Estudo discute feito antitumoral da planta Remirea maritima

in vivo antitumor copyO artigo In vivo antitumor effect, induction of apoptosis and safety of Remirea maritima Aubl. (Cyperaceae) extracts, publicado no periódico científico Phytomedicine, vinculado a editora Elsevier, conta com assinatura de Daniel Bezerra, pesquisador da Fiocruz Bahia. Na publicação, avaliou-se as propriedades antitumorais da planta Remirea maritima.

A planta R. maritima, além de suas propriedades analgésicas e anti-inflamatórias, tem sido utilizada com sucesso no tratamento de doenças renais, febre e disenteria. Contudo, poucos estudos e pesquisas científicas reportando suas propriedades medicinais são encontrados, e muitas questões acerca de suas propriedades farmacológicas permanecem desconhecidas.

Através da análise in vitro de um extrato hidroalcoólico de R. maritima, os pesquisadores investigaram o potencial antitumoral da planta, com o intuito de aprofundar e expandir os conhecimentos relacionados a suas propriedades medicinais.

O potencial citotóxico e antitumoral do extrato foi testada em células de tumor NCI – H385N (carcinoma bronco alveolar), OVCAR – 8 (carcinoma do ovário) e PC – 3M (carcinoma da próstata) e através de um ensaio experimental em camundongos inoculados com o tumor Sarcoma 180. A composição química foi avaliada por HPLC-DAD e ESI – TI – MS. Além disso, parâmetros toxicológicos foram avaliados, assim como as respostas imune.

O estudo mostrou que o extrato utilizado apresenta propriedades anticancerígenas, sem observar toxicidade severa, e essa atividade foi associada às suas propriedades imunoestimulantes.

A pesquisa foi realizada em parceria entre a Fiocruz Bahia, a Universidade Federal de Sergipe (UFS), Universidade Federal do Ceará (UFC) e Universidade Tiradentes (UNIT).

Clique aqui e acesse o texto publicado em maio de 2016.

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Planta conhecida como “café silvestre” tem eficácia anticancerígena, aponta estudo

Preclinical anticancer effectiveness copyO artigo Preclinical anticancer effectiveness of a fraction from Casearia sylvestris and its component Casearin X: in vivo and ex vivo methods and microscopy examinations, publicado no Journal of Ethnopharmacology, traz os resultados de uma pesquisa que avalia a ação antitumoral in vivo e ex vivo da fração casearina (FC) e o seu componente principal, a casearina X (Cas X), isolada a partir de folhas de Casearia sylvestris.

O pesquisador da Fiocruz Bahia Daniel Bezerra participou do estudo realizado em conjunto com pesquisadores da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Estadual Paulista (UNESP) e Fiocruz Ceará.

A Casearia sylvestris é uma planta amplamente encontrada no Brasil, conhecida, dentre vários nomes, como “guaçatonga”, “café silvestre” e “erva-de-bugre”. O extrato etanólico e o óleo essencial de suas folhas são utilizados contra úlcera, dores e é considerada protetora do estômago. Além disso, o potencial antioxidante das diferentes espécies desta planta também foi mostrado por eliminação de radicais in vitro e ensaios in vivo.

De acordo com os pesquisadores, este estudo corrobora com os usos populares de C. sylvestris contra diferentes tipos de câncer e destacam o potencial anticancerígeno das moléculas de diterpenos clerodano (Cas X), presentes na planta.

A pesquisa – Os cientistas utilizaram camundongos inoculados com o tumor murino sarcoma 180, que foram tratados com FC e Cas X, durante 7 dias. Em outro experimento usando camundongos imunodeficientes, fibras ocas com células de carcinoma de colón ou glioblastoma humanos foram inoculados nos camundongos e tratados com FC durante 4 dias. No quinto dia de tratamento, os pesquisadores determinaram a condição da proliferação.

Diante desses achados, a equipe percebeu que a fração casearina (FC) e a Cas X apresentaram potencial antitumorais in vivo contra células cancerosas por administração intraperitoneal e via oral. Além disso, estudos ex vivo indicaram que a apoptose é a principal forma de morte celular.

Confira aqui para ler na íntegra o artigo publicado em abril de 2016.

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Abertas as inscrições para a 25ª Reunião Anual de Iniciação Científica

quadrado 25 raicA Coordenação do Programa Institucional de Iniciação Científica (PROIIC) da Fiocruz Bahia divulgou o regulamento e o formulário de inscrição da 25ª Reunião Anual de Iniciação Científica (RAIC). As inscrições e submissão de trabalhos, que serão realizadas online, estão abertas até 28 de abril de 2017 e podem ser feitas clicando aqui. O evento acontece entre os dias 31 de maio a 02 de junho.

A 25ª RAIC tem como objetivo proporcionar avaliação de desempenho do bolsista no período em curso através da exposição e discussão dos trabalhos de Iniciação Científica (IC) e Iniciação Tecnológica (IT), com vistas à avaliação do desenvolvimento dos projetos e ao intercâmbio de experiências entre estudantes, pesquisadores e demais profissionais da Fiocruz. A RAIC da Fiocruz ocorre, anualmente, com apresentação de trabalhos de bolsistas em sessões de comunicação oral ou pôster, avaliados por Comissões de pesquisadores.

Destaca-se que a participação na RAIC é obrigatória a todos os alunos de Iniciação Científica do PROIIC (Cotas FAPESB e Cotas PIBIC/PIBITI – Fiocruz/CNPq e Cotas Fiocruz) e aos alunos Iniciação Científica do CNPQ. A aprovação do bolsista pela Comissão Avaliadora é aspecto decisivo para a renovação da cota.

Para outras informações acesse o Regulamento.

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Diferentes testes na urina para diagnóstico de lesão renal aguda são analisados em tese

AUTORA: Maria Brandão Tavares
ORIENTADOR: Washington Luiz Conrado dos Santos
TÍTULO DA TESE: “Marcadores Biológicos para necrose tubular aguda em pacientes com doença glomerular”
PROGRAMA: Mestrado em Patologia Humana- Fiocruz Bahia
DATA DE DEFESA: 07/04/2017

 

RESUMO

 

A lesão renal aguda (LRA) é uma complicação frequente em pacientes com glomerulopatias, acometendo até 34% dos adultos com síndrome nefrótica (SNO) idiopática. O diagnóstico diferencial de necrose tubular aguda (NTA) de glomeulonefrite proliferativa ou crescêntica em pacientes com SNO e LRA é fundamental, visto que a NTA pode mimetizar quadro de glomerulonefrite rapidamente progressiva. Dados clínicos e laboratoriais podem ser úteis no diagnóstico diferencial da LRA na SNO, entretanto a distinção entre NTA e glomerulonefrite proliferativa ou crescêntica é feito pela biópsia renal, procedimento invasivo e que não está disponível amplamente. Novos  biomarcadores para diagnóstico precoce e preditores diagnósticos na LRA têm sido identificados. Neste trabalho nós avaliamos o uso de testes baseados nas concentrações urinárias de kidney injury molecule-1 (KIM-1), neutrophil gelatinase-associated lipocalin NGAL, interleukin-18 (IL-18) e β2-microglobulin (β2M) para diagnóstico diferencial de LRA em pacientes com síndrome nefrótica e examinamos a associação das concentrações urinárias destes marcadores com lesão histológica consistente com NTA ou lesões glomerulares proliferativas. Adicionalmente, estudamos as diferenças na expressão de proteínas na urina de pacientes com síndrome nefrótica, com e sem necrose tubular aguda estabelecida histologicamente, por meio de eletroforese em gel de poliacrilamida (SDS-PAGE) que poderia ser útil na identificação de novos marcadores para LRA. Foram coletadas amostras de urina de 40 pacientes submetidos à biópsia renal para fins de diagnósticos e encaminhadas para o CPQGM-FIOCRUZ. Os pacientes foram divididos em 3 grupos de acordo com a presença ou ausência de NTA histologicamente definida; e presença de glomerulonefrite proliferativa: grupo CON sem necrose tubular ou lesão prolifertiva glomerular (n=17), grupo GNTA com necrose tubular e sem proliferacao glomerular (n=14), e grupo GNP com lesão proliferativa glomerular incluindo crescentes (n=9). LRA foi definida utilizando os critérios KDIGO. Foi coletada amostra de urina previamente à realização da biópsia renal, centrifugada a 2000 xg a 4°C e o sobrenadante armazenado a -80°C em alíquotas de 1 ml. As mensurações das concentrações dos biomarcadores foram realizadas utilizando imunoensaio enzimático (ELISA). A extração de proteína urinária foi realizada pelo método de precipitação da acetona. As concentrações proteínas das amostras foram dosadas pelo método do ácido bicicrônico (Micro BCA) e Bradford. As amostras de proteína (50μg) foram analisadas em SDS-PAGE  a 15% na presença de dodecil sulfato de sódio. Resultados: A média de idade foi de 35 ± 16 anos,  22 (55%) eram mulheres, os  principiais diagnósticos foram  GESF (10, 25%), glemorulonefrite membranosa (10, 25%), Lesão Mínima (LM) (7, 18%), nefrite lúpica (6, 15%) e glomerulonefrite proliferativa (3, 8%). Os pacientes com NTA tiveram maiores concentrações urinárias de KIM-1 (P = 0.016), NGAL (P = 0.023) e β2M (P = 0.017) em comparação aos pacientes sem NTA. As concentrações urinárias de KIM-1 (P= 0.009) e NGAL (P= 0.002) também foram maiores nos pacientes com LRA comparado aos paciente sem LRA. As dosagens de NGAL (P= 0.034) e KIM-1 (P=0.024) urinários foram significamente maiores nos pacientes com NTA sem lesão glomerular proliferativa em comparaçao aos pacientes com glomerulonefrites proliferativas. Na análise das proteínas em SDS-PAGE, observamos a expressão de banda proteica com peso molecular 35 KDa apenas  nos pacientes do grupo 1 (pacientes sem proliferacao glomerular ou lesao tubular). Conclusão: As concentrações urinárias de KIM-1 e NGAL foram capazes de distinguir pacientes com e sem LRA, mesmo na presença de síndrome nefrótica; e as dosagens de NGAL e KIM-1 urinárias podem ser úteis no diagnóstico diferencial entre NTA e glomerulonefrite proliferativa em pacientes com síndrome nefrótica. A presença de lesão proliferativa glomerular ou necrose tubular aguda resulta no desaparecimento de uma fração protéica de 35 kDa, e a lesão proliferativa, em redução na expressão protéica de fração de 28 kDa da urina de pacientes com síndrome nefrótica. O estudo dessas frações protéicas pode contribuir para novas estratégias no diagnóstico diferencial da LRA em pacientes com síndrome nefrótica.

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Abertas as inscrições para o XVII Epimol

epimol 2017O XVII Curso Internacional de Epidemiologia Molecular em Doenças Infecciosas e Parasitárias Emergentes é especialmente elaborado para apresentar os princípios e práticas desta nova disciplina em epidemiologia, a profissionais de laboratório e epidemiologistas de instituições regionais representativas, envolvidos com doenças infecciosas de relevância para a saúde pública. Os interessados em participar do evento devem preencher a ficha de inscrição disponível no hotsite do curso e entregar os documentos até o dia 30 de abril.

Serão oferecidas 40 vagas para participantes, sendo 25 destinadas a estudantes de pós-graduação e pessoal de serviços de saúde de todo o Brasil e 15 vagas para profissionais da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS). Outras 40 vagas serão para a ouvintes, sendo elas destinadas a alunos de graduação e candidatos à participação não selecionados. A seleção dos participantes e os resultados serão divulgados até 07 de maio. As aulas acontecem nos dias 30 de julho a 04 de agosto, na Fiocruz Bahia.

O curso foi desenhado para oferecer, aos profissionais, novas abordagens e estratégias primeiramente para doenças infecciosas. Está dentre os objetivos estabelecer a Fiocruz Bahia como um centro de referência em treinamento de pesquisas e técnicas de epidemiologia molecular no Brasil.

Para saber sobre documentos de inscrição, programação e outras informações clique aqui.

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Curso de Patente como Fonte de Informação Tecnológica abre as inscrições

curso nitEntre os dias 25 e 27 de abril, será realizado, na Fiocruz Bahia, o curso Patente como Fonte de Informação Tecnológica, uma ferramenta indispensável à atuação de pesquisadores, coordenadores e gestores de projetos e programas em Propriedade Industrial, com ênfase em patente e em busca online. As inscrições estão abertas e encerram no dia 19 de abril, devendo ser realizadas através de formulário disponível no hotsite do evento.

O curso será ministrado em um total de 20 horas, organizado em três dias. Serão oferecidas 50 vagas para a aula teórica e 20 para as aulas práticas, podendo esta última ser ampliada o número de vagas, caso o participante disponha de notebook para uso durante as atividades.

Este curso é uma das ações da GESTEC na implementação da Política Institucional de Gestão Tecnológica e da Inovação na Fiocruz, ao viabilizar o uso sistemático de base de dados de patentes para a preparação, aprovação, execução e finalização de projetos e prosseguimento de programas de pesquisa pelas unidades técnico-científicas da Instituição. O evento contribui para o cumprimento das diretrizes da Política Institucional Tecnológica da Fiocruz e atende às chamadas do CNPq, que incluem a Pesquisa em Bases de Propriedade Intelectual no roteiro das propostas a serem apresentadas.

Para mais informações acesse o site do curso.

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Divulgado editais para bolsas PIBIC e PIBITI 2017 do CNPq

pibic peq OKA Coordenação do Programa Institucional de Iniciação Científica (PROIIC) da Fiocruz Bahia lançou, hoje (21/3), pela Vice-Presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas (VPPCB/ Fiocruz), os Editais para concorrer a bolsas de PIBIC e PIBITI/COTAS – 2017 do CNPq. As inscrições deverão ser feitas online até o dia 23 de abril para bolsas novas, renovação e para os bolsistas que ingressaram nos programas por substituição/banco de reserva no mês de março. O orientador deverá encaminhar à Coordenação do PROIIC, até o dia 25 de abril, a documentação referente à solicitação de Bolsa (nova e de renovação).

O objetivo do Programa Pibic é estimular o envolvimento de estudantes de graduação nas atividades científica, tecnológica, profissional, artística e cultural, proporcionando ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa. O Programa Pibiti tem como objetivo estimular os jovens do ensino superior nas atividades de pesquisa e aprendizagem de metodologias, conhecimentos e práticas próprias ao desenvolvimento tecnológico e processos de inovação.

Poderão solicitar bolsas, pesquisadores com doutorado exercendo atividade de pesquisa, com vínculo comprovado com a Fiocruz em tempo integral (2 cotas), pesquisadores visitantes e pós-doutorandos da Fiocruz, que se dedicam exclusivamente a atividades de pesquisas na Fiocruz Bahia (1 cota). A coordenação do PROIIC ressalta que não será permitido ao mesmo candidato concorrer simultaneamente às bolsas FAPESB e CNPq.

Clique nos links para baixar os formulários para inscrição online e outros documentos:  PIBIC PIBIT

 

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“Marcadores moleculares prognósticos em melanoma de coróide”

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Sarah Coupland, as Lead of the Liverpool Ocular Oncology Research Group (LOORG), is a Consultant Histopathologist and the George Holt Chair of Pathology, University of Liverpool. She is also the Director of the North West Cancer Research Centre-University of Liverpool. Sarah’s clinical and scientific research focuses on molecular genetics of cancers with particular interests in uveal melanoma; conjunctival melanoma; intraocular and ocular adnexal lymphomas; and CNS lymphoma.

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Mobilização pelo Dia Mundial da Tuberculose começa dia 20 de março

“Unidos para o Fim da Tuberculose” é o slogan do Dia Mundial da Tuberculose (24 de março), este ano. Em torno desta data, ações de mobilização, que acontecem de 20 a 30 de março, em Salvador, estão sendo coordenadas pela Fiocruz Bahia. Além de palestras e mesas redondas, diversas atividades serão realizadas nos bairros da cidade. Os interessados em participar das ações devem doar de 1 kg de alimento não perecível ou 1 lata de leite em pó, na ocasião do evento. Os alimentos arrecadados serão encaminhados ao Hospital Especializado Octávio Mangabeira (HEOM) e às Obras Sociais Irmã Dulce, pelo Centro Especializado em Diagnóstico, Assistência e Pesquisa (CEDAP), e repassados aos pacientes com tuberculose e/ou as famílias afetadas pela doença.

A abertura da Mobilização foi realizada hoje (20/3), no HEOM, com um ato interreligioso, apresentação do coral do Lacen e uma mesa de debate que contemplou o tema Nova estratégia pós-2015: é possível o fim da tuberculose na Bahia?, ministrada pelo Dep. Antônio Brito (Frente Parlamentar para o Enfretamento da Tuberculose) e Waldemar Santos Filho/ Ubiraci Matildes (Coordenador de Equidade em Saúde da SESAB).

As ações do programa estão sendo realizadas em conjunto com a Secretaria Estadual de Saúde da Bahia e o Comitê Baiano para o Controle da Tuberculose, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, Hospitais Irmã Dulce, São Rafael e Octávio Mangabeira; Fundação José Silveira, Universidade Federal da Bahia, Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização, Escola Estadual de Saúde Pública e o Fórum Parlamentar Contra a Tuberculose.

A tuberculose – Embora 43 milhões de vidas tenham sido salvas, no mundo, por meio de diagnóstico e tratamento efetivo entre 2006 e 2015, epidemiologicamente falando, a tuberculose está entre as doenças infecciosas que mais mata no Brasil. A Bahia ocupa o 3º lugar com maior carga da doença no país. No estado, anualmente, são diagnosticados mais de 4.500 de casos novos de tuberculose, destes, apenas 61,8% são curados e o abandono de tratamento chega a 6,1%.

Destaca-se, no entanto, que mais de 400 mortes pela doença ocorram no estado a cada ano, atingindo principalmente as populações em situação de vulnerabilidade social, entre elas, as pessoas residentes nas áreas mais pobres dos municípios, e especialmente as pessoas em situação de rua, os negros, os indígenas, as pessoas vivendo com HIV/Aids, os quilombolas e as pessoas privadas de liberdade.

Clique na imagem e confira a programação das palestras e debates:

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Aberta seleção para bolsas de Iniciação Científica Cota Fapesb/ Fiocruz 2017

Fiocruz-Bahia-abre-chamada-de-propostas-para-edital-do-PROIIC_3A Coordenação do Programa Institucional de Iniciação Científica (PROIIC) da Fiocruz Bahia torna público o Edital de Bolsas de Iniciação Científica Cota Fapesb/ Fiocruz – 2017. A Iniciação Científica tem como objetivo estimular pesquisadores produtivos a envolverem estudantes de graduação nas atividades científica, tecnológica, profissional, artística e cultural, despertando a vocação científica e incentivando talentos potenciais. As propostas devem ser apresentadas até 17 de abril.

Para o Edital 2017, a Fapesb concederá 36 bolsas, com duração de 12 (doze) meses. Poderão solicitar bolsas os pesquisadores com doutorado, exercendo atividade de pesquisa com vínculo com a Fiocruz em tempo integral (regime de 40 horas); pesquisadores visitantes e pós-doutorandos da Fiocruz, que se dedicam exclusivamente a atividades de pesquisas na Instituição.

Para mais detalhes sobre inscrições, requisitos e outras informações acesse o Edital.

 

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Desempenho diagnóstico de proteínas para a doença de Chagas é tema de estudo

fred luciano chagasO pesquisador da Fiocruz Bahia, Fred Luciano, foi o primeiro autor do artigo Accuracy of chimeric proteins in the serological diagnosis of chronic chagas disease – a Phase II study, publicado no periódico PLOS Neglected Tropical Desease, no dia 8 de março. O trabalho, desenvolvido em parceria com o Instituto Carlos Chagas (Fiocruz Paraná), Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães (Fiocruz Pernambuco) e Biomanguinhos (Fiocruz-RJ), descreve um estudo de Fase II, que buscou testar o desempenho diagnóstico de quatro proteínas quiméricas para a doença de Chagas.

O diagnóstico laboratorial da doença de Chagas crônica é baseado na pesquisa de anticorpos específicos contra o parasita causador da doença, o Trypanosoma cruzi. Diversas metodologias diagnósticas estão comercialmente disponíveis, mas os seus desempenhos dependem da matriz antigênica utilizada para identificar estes anticorpos.

Neste estudo, os pesquisadores testaram, através de imunoensaio, o desempenho diagnóstico das proteínas quiméricas IBMP-8.1, IBMP-8.2, IBMP-8.3 e IBMP-8.4, compostas por diversos epítopos repetitivos do parasita. Inicialmente, os antígenos foram expressos em Escherichia coli e purificados por métodos cromatográficos. Após esta etapa, foi avaliada a acurácia das proteínas em diagnosticar a doença de Chagas crônica, utilizando amostras de soro de 857 indivíduos portadores da doença e de 689 indivíduos não infectados.

Os resultados mostraram valores do odds ratio diagnóstico (ORD) – medida de eficácia de um diagnóstico – de 6.462 para o antígeno IBMP-8.1, 3.807 para o IBMP-8.2, 32.095 para o IBMP-8.3 e 283.714 para o IBMP-8.4, números superiores àqueles encontrados para alguns testes comerciais. Também foram analisadas 1.079 amostras de indivíduos positivos para outras doenças, para verificação de reações cruzadas, e o índice de reatividade encontrado foi considerado baixo, variando de 0,37% a 0,74%, mesmo para Leishmania spp., patógeno que apresenta similaridade antigênica com o T. cruzi.

O conjunto dos resultados permitiu concluir que as proteínas IBMP são estáveis e apresentaram resultados reprodutíveis. Além disso, os achados mostram que o antígeno IBMP-8.4 pode ser seguramente usado em testes sorológicos para T. cruzi, tanto para triagens em bancos de sangue quanto para o diagnóstico laboratorial da doença.

Clique aqui para acessar o artigo na íntegra.

 

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Níveis circulantes de Resolvina D1 em pacientes com leishmaniose são avaliadas em dissertação

AUTORA: Hayna Malta Santos
ORIENTADORA: Valéria de Matos Borges
TÍTULO DA TESE: “Importância das Resolvinas na infecção por Leishmania amazonensis
PROGRAMA: Mestrado em Patologia Humana- Fiocruz Bahia
DATA DE DEFESA: 20/03/2017

RESUMO

 

A Leishmaniose Cutânea Difusa (LCD) é uma manifestação clínica rara causada pela Leishmania amazonensis que é caracterizada por uma resposta celular parasitária ineficiente e macrófagos intensamente parasitados nas lesões cutâneas. Eicosanoides e seus precursores desempenham um papel crucial durante a infecção por Leishmania. Estudos prévios demonstram que pacientes com leishmaniose tegumentar, exibem um distinto balanço de eicosanoides in situ e sistêmico. Recentemente, demonstrou-se que mediadores lipídicos especializados na pró-resolução desempenham um papel crítico na redução de processos inflamatórios patológicos induzindo a restauração da homeostasia em diferentes modelos experimentais. Entre esses mediadores, as resolvinas da série D exibem potente atividade anti-inflamatória e imuno-regulatória que inclui a inibição da quimiotaxia leucocitária e bloqueio na produção de citocinas pró-inflamatórias. No entanto, ainda é desconhecido se as resolvinas desempenham um papel significativo no estabelecimento e persistência da infecção por Leishmania. Nesse estudo, avaliamos os níveis circulantes de Resolvina D1 (RvD1) em pacientes com leishmaniose tegumentar apresentando a forma clínica cutânea localizada (LCL) ou difusa. Nossos resultados demonstram que pacientes com LCD apresentam maiores níveis plasmáticos de RvD1 quando comparados a LCL ou controles endêmicos. Além disso, os níveis séricos de RvD1 em pacientes com LCD se correlacionam positivamente com a Arginase I e TGF- β,  enquanto  que  inversamente  com  os  níveis  sistêmicos  de  TNF-α.  Experimentos adicionais in vitro utilizando macrófagos humanos revelaram que a RvD1 promove a replicação intracelular da L. amazonensis por um mecanismo associado a indução da enzima heme oxigenase-1. Esses resultados sugerem que a via de produção da RvD1 pode servir como uma potencial estratégia terapêutica para os pacientes com LCD.

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Dissertação caracterizou molecularmente cepas de N. meningitidis isoladas de portadores assintomáticos

AUTORA: Ana Rafaela Silva Simões Moura
ORIENTADORA: Alan John Alexander McBride
TÍTULO DA TESE: “Caracterização molecular de cepas de Neisseria meningitidis isoladas de portadores assintomáticos de 11 a 19 anos de idade residentes em Salvador, BA”
PROGRAMA: Mestrado em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa- Fiocruz Bahia
DATA DE DEFESA: 16/03/2017

RESUMO

INTRODUÇÃO: Neisseria meningitidis é uma bactéria que tem como nicho ecológico a nasofaringe dos humanos e que ocasionalmente pode vir a causar doenças, como a meningite e a septicemia. O perfil populacional dos isolados de N. meningitidis é altamente diversificado tanto geneticamente como antigenicamente, devido à plasticidade genômica característica de Neisseria spp. e as frequentes transferências horizontais de genes observadas neste microrganismo. Uma vez que os jovens adultos são considerados os principais portadores e transmissores deste microrganismo e, consequentemente, fonte de alelos virulentos, o estudo da população de portadores do meningococo pode fornecer informações úteis para a compreensão da epidemiologia molecular do meningococo e para embasar medidas de prevenção contra este microrganismo. O objetivo desse estudo consiste em caracterizar molecularmente cepas de N. meningitidis isoladas de portadores assintomáticos da cidade de Salvador, Bahia. Para este estudo foram coletados material de orofaringe de 1.200 alunos de 11 a 19 anos de idade, de 137 escolas da rede pública de Salvador. METODOLOGIA: Um total de 59 cepas de N. meningitidis foram identificadas através de métodos clássicos. A identificação dos genogrupos foi realizada através da técnica de PCR em tempo real ou por sequenciamento do genoma total. Os 59 isolados foram caracterizados genotipicamente através da técnica de Multilocus Sequence Typing e através da genotipagem das proteínas de membrana externa (PorA, PorB, FetA) e dos antígenos vacinais do sorogrupo B (fHbp, NadA e NhbA). RESULTADOS: Dos 59 isolados, 36 (61%) apresentaram-se não grupáveis. Entre as cepas capsuladas, o genogrupo B foi o mais prevalente (11,8%), seguido do Y (8,4%), E (6,7%), Z (5%), C (3,3%) e W (3,3%). Foram identificados 34 STs distribuídos em 14 complexos clonais, incluindo oito (23,5%) STs novos. O complexo clonal mais frequente foi o ST-1136 em 20% dos isolados. Dentre as variações de PorA e FetA, as mais prevalentes descritas foram P1.18,25-37 (11,86%), P1.18-1,3 (10,17%) e F5-5 (23,73%), F4-66 (16,95%) e F1-7 (13,56%), respectivamente. Observou-se um predomínio das proteínas de classe 3 (93,22%) dentro das variantes de PorB descritas. As três principais variantes da lipoproteína fHbP foram encontradas nos isolados com a variante fHbp 2 sendo a mais prevalente (n=30; 50,8%), seguida pela fHbP-1 (n=15; 25,4%) e fHbP-3 (n=14; 23,7%). Cerca de 90% dos isolados não apresentaram o gene nadA, enquanto que todos os isolados possuíam o gene nhba, sendo as subvariantes 10 (18,64%) e 600 (16,95%) as mais prevalentes. Foi possível observar, ainda, a presença de isolados com perfis semelhantes aos de outras cepas de linhagens hipervirulentas responsáveis por surtos descritos ao redor do mundo e do Brasil, como B: P1.19,15: F5-1: ST-639 (cc32); C: P1.22,14-6: F3-9: ST-3780 (cc103) e W: P1.5,2: F1-1: ST-11 (cc11). CONCLUSÃO: Os resultados obtidos destacam a necessidade de uma contínua vigilância molecular de N. meningitidis e o monitoramento de cepas emergentes. A distribuição de proteínas de membrana externa e dos antígenos vacinais do sorogrupo B podem ser de grande importância para avaliar os efeitos de medidas preventivas futuras contra a doença meningocócica.

Palavras-chave: Neisseria meningitidis, linhagens hipervirulentas, portador assintomático, complexos clonais.

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Emergência de casos de Chikungunya em Salvador não foi imediatamente reconhecida, aponta estudo

Unrecognized Emergence of ChikungunyaPesquisadores da Fiocruz Bahia realizaram um estudo com o objetivo de determinar a intensidade da transmissão do vírus Chikungunya, em Salvador (BA), no período de novembro de 2014 a abril de 2016, quando ocorria simultaneamente um surto do vírus Zika no país. Os resultados da pesquisa estão descritos no artigo Unrecognized Emergence of Chikungunya Virus during a Zika Virus Outbreak in Salvador, Brazil, publicado pelo periódico científico Plos Neglected Tropical Diseases, no dia 23 de janeiro.

Dentre os autores do artigo estão os pesquisadores da Fiocruz Bahia estão os pesquisadores da Fiocruz Bahia Guilherme Ribeiro, Uriel Kitron, Laura Tauro e Mitermayer Reis e os estudantes de doutorado Mariana Kikuti, Igor Paploski e Monaise Silva e de mestrado Perla Santana. O trabalho foi realizado em parceria com as Secretarias de Saúde de Salvador e do Estado da Bahia, Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a Emory University (EUA).

O Chikungunya é um arbovírus transmitido por mosquitos do gênero Aedes aegypti, cuja manifestação clínica é similar à de outras arboviroses, como a dengue. De acordo com o artigo, os primeiros casos do vírus Chikungunya no Brasil foram detectados em 2014, em Feira de Santana (BA), cidade a 100 km da capital baiana, onde houve um surto significativo da doença. Posteriormente, apesar de muitos casos terem sido notificados em Salvador, a intensa circulação do vírus Chikungunya na cidade não foi imediatamente identificada, em contraste com os surtos do Zika.

A pesquisa – Resultados indicaram que, devido à atenção direcionada ao surto do vírus Zika e suas complicações, as autoridades de saúde pública e os profissionais não reconheceram imediatamente o aumento do número de casos do Chikungunya.

Para chegar à essa conclusão, foi obtido o registro de todos os testes laboratoriais para o vírus Chikungunya realizados no setor público, verificando-se a frequência de testes positivos por semana epidemiológica. Dos 2.736 testes laboratoriais, aproximadamente 17% foram positivos. As análises mostraram que houve um aumento na taxa de testes positivos a partir de janeiro de 2015 e o maior pico de confirmações foi em agosto (68%), após o surto da doença exantemática, que é atribuída ao vírus Zika.

De acordo com os pesquisadores, é importante que profissionais de saúde e gestores de regiões do mundo que abrigam o Aedes e que não tenham tido transmissão intensa de Zika e Chikungunya estejam atentos para o co-surgimento potencial desses dois arbovírus.

Confira aqui o artigo na íntegra.

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“Metagenômica na Investigação de Agentes Infeciosos”

 

17 03 Ana Carolina

 

 

Ana Carolina possui graduação em Biologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1978), mestrado em Ciências Biológicas (Biofísica) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1982) e doutorado em Ciências Biológicas (Genética) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1992). É pesquisadora titular da Fundação Oswaldo Cruz e foi a criadora do Laboratório de Genética Molecular de Microrganismos e é curadora da Coleção de Bactérias do Ambiente e Saúde (antiga Bactérias da Mata Atlântica). Áreas de interesse e produção científica e formação de pesquisadores: Genômica de Microrganismos, Genética de População de Microrganismos (vírus e bactérias), Taxonomia e Evolução de Vírus e Bactérias. Genética e evolução da resistência das bactérias aos antimicrobianos. Orientadora do Programa de Pós-graduação em Biologia Parasitárias (Conceito CAPES 7) e Biologia Computacional e Sistemas (FIOCRUZ) (Texto informado pelo autor).

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Aula inaugural abordou necessidade de reflexão crítica e intelectual

Pg_Inaug_2017Com o tema “Autonomia intelectual”, a Fiocruz Bahia realizou, no dia 7 de março, a Aula Inaugural de 2017, que marcou a abertura das atividades acadêmicas dos cursos de Pós-Graduação em Patologia Humana (PgPAT) e Pós-Graduação em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa (PgBSMI).

A abertura do evento contou com as boas-vindas da vice-diretora de Ensino e Informação da Fiocruz Bahia e vice-coordenadora do PgPAT, Patrícia Veras. Em seguida, a diretora da Fiocruz Bahia, Marilda Gonçalves, fez um breve discurso apresentando a Instituição e suas expectativas em relação às atividades acadêmicas.

“Somos a instituição das oportunidades e, independente de credo, raça e diversidade sexual e de gênero, nós colocamos em primeiro lugar o bem estar, a saúde e o cuidado com o ser humano. Espero que todos vocês, no desempenho de suas atividades acadêmicas, sejam invadidos por esse sentimento e pelo orgulho de ser Fiocruz”, frisou a diretora. De acordo com Marilda Gonçalves, do total de pesquisadores da Fiocruz Bahia, 50% foram alunos dos programas de Pós-Graduação da Instituição.

Autonomia intelectual – O palestrante convidado, professor de Filosofia da UFBA, Waldomiro José da Silva Filho, ministrou uma apresentação sobre os processos intelectuais dos indivíduos (agentes epistêmicos), principalmente no meio acadêmico, em que as capacidades crítica e reflexiva são características importantes. Em sua visão, a autonomia intelectual, ou autonomia epistêmica, diz respeito à capacidade de um indivíduo em refletir acerca de suas performances e realizações cognitivas e participar de situações nas quais ideias, crenças e teorias são objetos principais de interesse.

“Dificuldade, competência, consciência, capacidade reflexiva e capacidade de sustentar uma posição intelectual são, ao meu ver, os cinco elementos de um agente epistêmico virtuoso. Esse último elemento é muito importante, especialmente para nós que vivemos no meio acadêmico e científico”, ressaltou Waldomiro.

No evento, também participaram Guilherme Ribeiro, coordenador do PgBSMI; Milton Moraes, da coordenação geral de Pós-Graduação da Fiocruz, e Joice Reis, coordenadora de Iniciação a Pesquisa, Criação e Inovação da UFBA.

O PgPAT, fruto de um convênio com a Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia (Famed/UFBA), que tem ênfase nas áreas de imunopatologia de doenças infecciosas e crônicas, inserindo-se em Patologia Humana e Patologia Experimental, alcançou o conceito 6 na CAPES nas últimas três avaliações. Criado em 2005, o PgBSMI atua nas áreas de Biotecnologia Aplicada à Saúde, Epidemiologia Molecular e Medicina Investigativa e Biologia Celular, tendo sido avaliado com conceito 4 na CAPES. Ambos estão classificados na área de Medicina II da CAPES e oferecem curso de mestrado e doutorado.

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“Caracterização, validação e avaliação do potencial diagnóstico de poliantígenos para detecção do Trypanosoma cruzi na fase crônica da doença de Chagas”

06 03 Fred Luciano

Fred Luciano possui graduação em Farmácia-Bioquímica pela Universidade Federal da Bahia e mestrado em Patologia Humana pela Universidade Federal da Bahia e doutorado em Biociências e Biotecnologia em Saúde pelo Centro de Pesquisas Aggeu Magalhçes (Fiocruz-PE). Atualmente é Tecnologista em Saúde Pública do Instituto Gonçalo Moniz (IGM, Fiocruz-BA), perfil Diagnóstico Laboratorial e Suporte a Pesquisa em Doenças Parasitárias e Infecciosas. Possui experiência em diagnóstico parasitológico e molecular das parasitoses humanas. (Texto informado pelo autor)

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Vagas abertas até 30/04 para as Conferências Clínico Patológicas 2017

Conferencias clinico patologicas 2017Nos dias 11 a 13 de maio, a Fiocruz Bahia reunirá especialistas em patologias clínicas, pesquisadores das ciências da computação com interesse em análise de imagens, médicos e estudantes de medicina, em mais uma edição das Conferências Clínico Patológicas 2017. Este ano, o evento terá como tema Definindo Lesões Anatomopatológicas para Médicos e Máquinas e discutirá possíveis estratégias de ensino para o reconhecimento de lesões teciduais, por estudantes e por máquinas, dentre outras questões relacionadas.

As inscrições serão abertas no dia 1º de março e encerrarão em 30 de abril, podendo ser realizadas no site do curso. O público-alvo são profissionais interessados em Patologia Renal, Hepática e da Pele e profissionais da Ciências da computação. O evento contará com mesas redondas e está incluso na programação a realização da Sessão Anatomoclinica, para médicos e graduandos de medicina; o seminário anual de Pesquisas do projeto PathoSpotter e reuniões dos clubes de Patologia Hepática, Renal e Dermatológica, destinadas a médicos e estudantes de medicina.

Clique aqui para informações sobre inscrições, submissão de trabalhos, a programação completa, e outros dados.

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Especialistas sugerem escala de pontuação de sinais clínicos para ajudar no diagnóstico da leishmaniose

MEMORIAS IOC-Scoring clinical signs can help diagnoseEm artigo publicado no periódico “Memórias do Instituto Oswaldo Cruz”, em janeiro de 2017, pesquisadores discutem o desenvolvimento de uma escala de pontos para facilitar o diagnóstico da leishmaniose visceral canina. Intitulada Scoring clinical signs can help diagnose canine visceral leishmaniasis in a highly endemic area in Brazil, a publicação conta com a assinatura dos pesquisadores da Fiocruz Bahia Aldina Maria Prado Barral e Manoel Barral Netto, atual vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz.

A leishmaniose visceral é uma doença causada pela infecção do protozoário Leishmania infantum chagasi, transmitida através da picada do mosquito-palha e disseminada na América Latina. Caracteriza-se por febre de longa duração, perda de peso, astenia, adinamia e anemia. No Brasil, país onde ocorrem 90% dos casos na América Latina, mais de 3.300 pessoas são afetadas todo ano.

A zoonose, a princípio considerada rural, vem se expandindo para o meio urbano. Nas cidades, os cães são os principais reservatórios do parasita e, por essa razão, são considerados a principal fonte de infecção. Contudo, devido a uma limitação de recursos para diagnóstico em áreas endêmicas de leishmaniose visceral, a identificação dos cães infectados é dificultada.

Nesse contexto, em parceria com a Universidade Federal do Piauí, Universidade Federal da Bahia e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia, a equipe de especialistas propôs uma escala de pontuação com o potencial de distinguir casos positivos e negativos de infecção da leishmaniose visceral canina, que varia de acordo com sinais clínicos e gravidade das lesões. O trabalho foi desenvolvido com avaliação de 265 cães que apresentaram resultado positivo para leishmaniose visceral no teste diagnóstico ELISA e em testes parasitológicos.

Resultados – Constatou-se que cães infectados tiveram uma maior manifestação da maioria das evidências clínicas, previstos na escala de pontuação, como aumento dos gânglios linfáticos, lesões de focinho e orelha, estado nutricional, mucosa pálida, onicogrifose, lesões cutâneas, hemorragia, despigmentação do focinho, alopecia, blefarite e ceratoconjutivite em relação aos não infectados ou daqueles com erliquiose, que pode ser uma condição confundidora para o diagnóstico de LVC no Brasil.

Concluiu-se que a pontuação baseada nas evidências clínicas pode auxiliar veterinários a identificar de forma mais precisa cães infectados em áreas endêmicas, que contam com recursos limitados para o diagnóstico.

Clique aqui para acessar o artigo na íntegra.

 

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Efeitos do transplante de células de medula óssea na neuropatia periférica são avaliados em dissertação

AUTORA: Anna Lethícia Lima Oliveira
ORIENTADORA: Cristiane Flora Villarreal
TÍTULO DA TESE: “Efeitos do tratamento com células mesenquimais de medula óssea sobre a neuropatia crônica induzida por oxaliplatina em camundongos”
PROGRAMA: Mestrado em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa- Fiocruz Bahia
DATA DE DEFESA: 22/02/2017

RESUMO

INTRODUÇÃO: A neuropatia periférica é um efeito adverso comum de diversas drogas antitumorais, incluindo os complexos platinos. A oxaliplatina (OXL) é um fármaco de terceira geração amplamente usado no combate ao câncer colorretal metastático, ovariano e outras malignidades. Quando comparado a outros análogos platinos apresenta menor toxicidade sistêmica mas acentuada neurotoxicidade. A neuropatia periférica associada à OXL é um fator dose limitante do tratamento quimioterápico que se manifesta como alterações de sensibilidade e dor, e pode perdurar mesmo após descontinuidade do tratamento em sua forma crônica. A neuropatia induzida por quimioterápico tem sido considerada uma das mais refratárias à medicação. A gabapentina, apesar de representar opção farmacológica frequente no controle clínico da neuropatia tem mostrado efeito apenas paliativo, transitório e de baixa efetividade. A terapia celular é considerada uma promessa na terapêutica de doenças neurológicas. Estudos iniciais demonstraram que células mesenquimais reduzem a neuropatia comportamental em modelos experimentais. Entretanto, até o presente momento, os efeitos de células-tronco na neuropatia quimioterápica não foram ainda investigados. OBJETIVO: O presente trabalho visa avaliar os efeitos do transplante de células mesenquimais de medula óssea (CMsMO) na neuropatia periférica crônica induzida por OXL em camundongos. MÉTODOS: CMsMO foram obtidas a partir de camundongos  EGFP e foram caracterizadas por citometria de fluxo e diferenciação celular. Camundongos C57Bl/l6 machos foram submetidos à indução do modelo de neuropatia crônica pela administração endovenosa de OXL (1 mg/kg), durante quatro semanas e meia, totalizando nove administrações. Os camundongos do grupo controle receberam dextrose a 5% (veículo). Uma semana após o fim da indução do modelo, os animais foram tratados com uma única administração endovenosa de CMsMO (1×106) ou veículo. Gabapentina (70 mg/kg, 12/12h por 6 dias consecutivos, via oral), foi utilizada como tratamento farmacológico de referência. Os limiares nociceptivos mecânico e térmico foram avaliados durante todo o período experimental com filamentos de von Frey e cold plate, respectivamente. Secções dos nervos isquiáticos foram coletados nos tempos de platô de analgesia e final (14 semanas) para análises morfológicas e morfométricas das fibras A e C por microscopia óptica e eletrônica, além da quantificação de nitrito e MDA como parâmetros bioquímicos de estresse oxidativo. RESULTADOS: O tratamento com OXL reduziu o limiar nociceptivo mecânico e térmico frio de modo duradouro, indicando sucesso na indução do modelo crônico de neuropatia por OXL em camundongos. As avaliações comportamentais sugerem que CMsMO produzem efeito antinociceptivo, levando os limiares nociceptivos de animais neuropáticos a níveis similares aos de animais saudáveis. O tratamento com gabapentina teve efeito antinociceptivo discreto e de curta duração. A avaliação microscópica revelou poucos vestígios de degeneração axonal em fibras de nervo isquiático de animais neuropáticos e as análises morfométricas mostraram que tais alterações não eram significantes. Por outro lado, a ocorrência de mitocôndrias atípicas em axônios mielinizados e fibras C de animais neuropáticos foi maior que em animais não neuropáticos. O tratamento com CMsMO reduziu a atipia mitocondrial e os níveis de nitrito e MDA nos nervos de animais com neuropatia para níveis estatisticamente similares ao dos não neuropáticos. CONCLUSÃO: O presente trabalho demonstra que uma única administração de CMsMO é capaz de reverter as alterações de sensibilidade, e reduzir a atipia mitocondrial e níveis de produtos de estresse oxidativo no nervo periférico, característicos da neuropatia crônica por OXL. Considerando os efeitos de CMsMO sobre as mitocôndrias e produtos oxidativos no nervo isquiático, o efeito antinociceptivo pode decorrer da melhora no ambiente homeostático oxidativo.

Palavras-Chave: neuropatia, quimioterapia, células-tronco, oxaliplatina, mitocôndrias, estresse oxidativo.

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Nísia Trindade Lima recebe o cargo de presidente da Fiocruz

Agência Fiocruz de Notícias (AFN)*

“Ao longo de sua trajetória de quase 117 anos, nossa instituição vem contribuindo para promover a saúde dos brasileiros e dos países com os quais cooperamos. Esse compromisso eu reafirmo aqui. Na singularidade da minha experiência profissional eu encontrei na Fiocruz uma escola que traz em si a valorização da ciência como parte de um projeto civilizatório. Ampliar as conquistas sociais faz parte do ideário dos que buscam promover a ciência e a saúde como base para a efetivação dos direitos de cidadania. Este é o grande compromisso do meu mandato. Um mandato que, faço questão de dizer, estará a serviço da sociedade brasileira, da participação entre os povos, pela paz, pelos direitos, pela equidade e pela soberania”.

Nísia é a primeira mulher e socióloga na Presidência da Fundação Oswaldo Cruz (fotos: Peter Ilicciev)
Com estas palavras, a nova presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, recebeu o cargo das mãos do ex-presidente Paulo Gadelha (gestões 2009-2012/2013-2016), em cerimônia realizada nesta sexta-feira (10/2), em Manguinhos, no Rio de Janeiro. O evento que levou cerca de mil pessoas a Praça Pasteur, ao lado do histórico Castelo Mourisco, contou com a participação de diversas autoridades da Saúde, da Ciência e da política brasileira, que expressaram seu apoio à primeira mulher e socióloga a comandar a Fundação Oswaldo Cruz.

Nomeada pelo presidente da República, Michel Temer, em decreto publicado no Diário Oficial da União do dia 4 de janeiro, para a gestão 2017-2020, Nísia Trindade Lima foi a candidata mais votada nas eleições internas da Fiocruz, realizadas em novembro de 2016, com 59,7% dos votos em primeira opção. Em discurso emocionado durante a cerimônia, Nísia homenageou gestores e pesquisadores da Fiocruz, em especial as mulheres, com quem conviveu desde que ingressou na Fundação em 1987. A presidente agradeceu o apoio de todos e reafirmou sua responsabilidade com o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), diante das graves ameaças à saúde da população brasileira.

“Quando ingressei aqui como pesquisadora, eu participei da construção de um projeto institucional democrático, tendo uma visão da Saúde como parte de um processo de desenvolvimento econômico e social da conquista da cidadania. Nos últimos anos, a instituição cresceu, diversificou-se e ampliou seu papel na indução e implantação de políticas nos campos social e científico. Represento um projeto que reconhece o legado das gestões anteriores e reafirmo o valor da Fiocruz como instituição estratégica do Estado. Identifico-me com a perspectiva de seus fundadores, de articular o desenvolvimento científico e tecnológico com as necessidades do país”, afirmou Nísia Trindade Lima.

“A Fiocruz é uma instituição estratégica do estado brasileiro”, afirmou Paulo Gadelha
Com um discurso emocionado, que mesclou recordações pessoais e depoimentos de sua trajetória profissional, Paulo Gadelha se despediu do cargo de presidente da Fiocruz, após oito anos de mandato. Em sua fala, muitos agradecimentos à família, aos companheiros de jornada, aos parlamentares que tornaram possíveis tantas conquistas à frente da Presidência da Fundação, aos amigos e a outras personalidades de destaque na história da Saúde Pública do Brasil. Gadelha também fez questão de reforçar o papel pioneiro da Fiocruz, tanto na área da ciência, quanto na de cidadania. “Enxergar longe no tempo e no espaço continua sendo uma característica deste sítio”, disse. “A Fiocruz é uma instituição estratégica do estado brasileiro. Não existe experiência exitosa de desenvolvimento que tenha rescindido do Estado, e a Fiocruz é uma instituição exemplar que comprova essa tese”, complementou.

Ao transmitir oficialmente o cargo, o ex-presidente se utilizou de testemunhos de amigos para descrever Nísia. “Antonio Ivo, coordenador do Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz, disse uma coisa que me tocou: a Nísia inspira a gente”, contou. Gadelha também repetiu para sua sucessora palavras ditas pelo diretor do Centro de Relações Internacionais em Saúde (Cris/Fiocruz) e também ex-presidente da Fundação, Paulo Buss. “A Nísia leva com ela ternura, firmeza, capacidade intelectual e capacidade de gestão”. Sob aplausos e olhares atentos de uma plateia lotada e bastante animada, Paulo Gadelha afirmou que a Fiocruz está em excelentes mãos. “Isso para mim é um sentido também de realização. Eu sei que todo esse projeto, tudo o que nós brigamos por tanto tempo, não foi jogado fora”, finalizou.

Autoridades prestigiam a nova presidente da Fundação

A representante da Associação de Pós-Graduandos (APG), Maria Fantinatti, falou do quadro de dificuldades enfrentadas pelos estudantes com a crise na gestão do Estado, do atraso no pagamento das bolsas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), e dos cortes nos recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Ela desejou sucesso para a nova presidente. “Esperamos que tenha garra, força e sabedoria nesse momento difícil para a ciência no Brasil como um todo”, disse, prestando solidariedade. “Nós, estudantes, brigaremos contra epidemias, crises políticas e crises financeiras”, discursou Maria, que ressaltou a importância da união entre servidores, estudantes e representantes do governo na busca de melhoria da saúde e da qualidade de vida para a população.

A nova presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, cumprimenta a ativista Norma Maria, do Projeto Marias
Logo em seguida, a ativista Norma Maria de Souza, do Projeto Marias, iniciou suas colocações afirmando sentir-se em casa na Fiocruz. “A Fundação é como a minha mãe. É uma instituição acolhedora, sem muros, sem preconceitos e que está aberta a todos, sobretudo aos que mais precisam. Aqui nós somos protagonistas da nossa história”, afirmou. O Marias é um projeto que nasceu em Manguinhos (bairro onde está instalado o campus principal e a sede da Fundação no Rio) para empoderar mães e parentes de crianças com deficiência e necessidades especiais e que, desde o início, recebe o apoio da Fiocruz e do Sindicato dos Trabalhadores da instituição (Asfoc-SN). “Estou aqui representando os moradores das muitas comunidades do entorno da Fundação, das quais já morei em várias. Queremos estreitar cada vez mais a relação com a instituição e vim trazer o meu abraço, o meu incentivo e os meus parabéns para a doutora Nisia”, destacou Norma.

Presidente da Asfoc-SN, Justa Helena Franco destacou o modelo democrático e participativo “único e estratégico” da Fiocruz. “É um modelo complexo que demanda a integração de unidades diversificadas, em áreas que passam pela pesquisa, ensino, produção, assistência, comunicação, potencializando uma visão global, científica e tecnológica e política da questão de Saúde Pública”. Justa também ressaltou a participação dos trabalhadores da Fiocruz no processo de eleição e posse da nova presidente e garantiu a mobilização do sindicato para os novos desafios em pauta. “Nós reafirmamos que queremos uma Fiocruz forte para um SUS forte.”

“Em nome da ANM, quero assegurar a certeza de que Nísia Trindade, com sua serenidade e firmeza características, atuará para o avanço desta conquista tão importante na história do país e da instituição”, afirmou Paulo Buss, ex-presidente e atual chefe do Cris/Fiocruz
Falando em nome do presidente da Academia Nacional de Medicina (ANM), Francisco Sampaio, o ex-presidente e atual chefe do Cris/Fiocruz, Paulo Buss, discursou sobre o engajamento da ANM na defesa do SUS e da ciência e tecnologia nacionais. “Em um país com essa brutal desigualdade de renda, não há como o SUS não ser inclusivo. Existem muitos interessados em atacar o SUS, mas quando ele é chamado, responde. Existem milhares de exemplos de avanços impressionantes, da atenção primária à mais complexa”, afirmou Buss. “Em nome da ANM, quero assegurar a certeza de que Nísia Trindade, com sua serenidade e firmeza características, atuará para o avanço desta conquista tão importante na história do país e da instituição”.

O governador do Ceará, Camilo Santana, fez uma viagem bate-volta para prestigiar a posse de Nísia. “Vim agradecer à Fiocruz pelo crucial papel que desempenha para a saúde, a ciência e a tecnologia nacionais. Esta é uma instituição que trabalha firme na ampliação da justiça social e com a qual o Ceará está desenvolvendo uma importante parceria, já que em breve vamos inaugurar uma unidade da Fundação em Eusébio, município vizinho a Fortaleza. Será um polo de desenvolvimento social e tecnológico”, observou o governador.

“Estamos felizes de ter participado da defesa do processo interno e democrático dessa instituição. A Fiocruz se tornou nos últimos meses um ponto de referência para todas as entidades brasileiras, reunindo várias instituições em uma grande frente em defesa da democracia, e da ciência, tecnologia e inovação”, afirmou Otávio Velho, presidente de honra da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Durante o evento de transmissão de cargo, os participantes também demonstraram seu apoio a Uerj
Em seguida, o presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Ronald Ferreira dos Santos, evocou a centenária história da Fiocruz, para a partir dela apontar um caminho para o futuro da Saúde Pública nacional. “Nas origens desta instituição, na Cavalariça [instalação ao lado do palco da cerimônia] se produziam antídotos contra o que envenenava o povo brasileiro. E o Brasil hoje novamente vive um susto que ameaça toda sua população – sobretudo sua democracia, sua soberania e suas populações mais vulneráveis”, disse Santos. “Desde aquela época, a Fiocruz representa a capacidade de produção de soluções para o país. Ela guarda os antídotos ao fim da democracia, à ruptura da proteção social e à nossa capacidade produtiva. O fato de estarmos reunidos para saudar Nísia é símbolo de nossa capacidade de resistir. Resistiremos e superaremos”.

Representando o Conselho Superior da Fiocruz, o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, foi o orador seguinte, fazendo uma reflexão político-existencial relacionada à pesquisa e à saúde pública, que contrapôs a ideologias individualistas e autocentradas. “Estamos saindo da era do egoísmo e do individualismo, em que meta de cada um não é ser, mas ter”, afirmou. “Aqui no meio científico, todos os dias vocês nos dão exemplos de solidariedade. Solidariedade porque, vocês sabem, não há pesquisa isolada. E também porque se é solidário com o resultado do trabalho, para conferir à sociedade um maior bem-estar e, ao outro, um maior prazer de viver”.

O evento que levou cerca de mil pessoas a Praça Pasteur, ao lado do histórico Castelo Mourisco
Penúltimo convidado externo a discursar, o secretário estadual de Saúde do Rio de Janeiro, Luiz Antônio Teixeira Júnior, fez uma elegia à Fiocruz, instituição que, em suas palavras, “se iniciou aqui, para se espalhar para todo o país”. “Ninguém no país terá capacidade para barrar a Fiocruz”, disse Luizinho, como o secretário é conhecido. “A Saúde Pública do país precisa da Fiocruz. Ela não é o maior polo de pesquisa e produção e saúde pública do Brasil; ela é o maior polo salvador de vidas do Brasil. Só tenho a agradecer à parceria entre a Secretaria de Saúde e a Fiocruz. Quanto ao SUS, é ainda um jovem. Nesses 28 anos, ele já se desenvolveu e se desenvolverá muito mais”.

Para finalizar, representando o ministro da Saúde, o secretário de Atenção à Saúde (SAS) do Ministério da Saúde, Francisco de Assis de Figueiredo, afirmou que a pasta confia na competência de Nísia para a construção de uma Fiocruz forte diante dos desafios. Figueiredo saudou e lembrou do trabalho importante de ex-ministros da Saúde presentes no evento, assim como do ex-presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha. “A Fundação é estratégica na assistência farmacêutica, na vigilância e em várias outras áreas extremamente importantes. O Ministério da Saúde acredita na grande competência desta instituição e em sua consolidação como peça fundamental do SUS”, concluiu.

Atividades culturais animam cerimônia

Composta por Caetano Veloso, a música Alegria, alegria foi a escolhida pelo Coral Fiocruz para abrir a cerimônia de transmissão de cargo de presidente da Fiocruz. Com regência de Paulo Malagutti e coordenação de Maria Clara Barbosa, o Coral também cantou o Hino Nacional Brasileiro durante a solenidade.

Logo em seguida, um Ato Ecumênico reuniu diversas lideranças religiosas. Estiveram presentes no evento: mãe Beata de Iyemonjá, Iyalorixá do Camdomblé; Maria das Graças de Oliveira Nascimento, do Movimento Inter-religioso do Rio de Janeiro; Rafael Soares de Oliveira, Ogan do terreiro da Casa Branca; o diácono Marcio Galvão, representante da Arquidiocese do Rio de Janeiro; o pastor José Roberto, representante da Igreja Evangélica; Renato Rodrigues, da Comissão de Combate a Intolerância Religiosa; o babalawo Ivanir dos Santos; Fabiane Gaspar, do Conselho Espírita do Estado do Rio de Janeiro; Og Sperle, da União Wicca do Brasil; Sheique Mohammad Mahdi, do Centro Cultural Iman Hussein; Fátima Damas, presidente da Congregação Espírita Umbandista do Brasil; a babalorixá Elisa de Yansã, do Ilê Axé Efon; e Patrícia Tolmasquim, da Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro.

Ato Ecumênico abre a cerimônia de transmissão de cargo de presidente da Fiocruz
A encenação de um trecho da peça teatral A vida de Galileu, de Bertolt Brecht, com direção de Daniel Herz e João Marcelo Pallotino e produção de Geraldo Casadei, também foi destaque da cerimônia de transmissão de cargo. A encenação foi uma homenagem ao ex-presidente Sergio Arouca e aos dez cientistas cassados pela Ditadura de 1964, no episódio conhecido como “Massacre de Manguinhos”. Em 1986, durante cerimônia para reintegração dos cientistas afastados, Arouca organizou uma encenação da mesma peça de Brecht, em Manguinhos, com os atores Claudio Corrêa e Castro, Antônio Pedro e Paulo José.
Bateria da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira encerra cerimônia
No encerramento da cerimônia, os convidados contaram com o som da bateria da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira e, logo após, do bloco Discípulos de Oswaldo. Durante todo o evento, os participantes também puderam conferir o trabalho do grafiteiro Nicolau Mello, que desenhou um painel em homenagem as mulheres na ciência. 
Grafiteiro Nicolau Mello desenha painel em homenagem as mulheres na ciência
*Colaboraram na produção deste texto: André Costa, Claudia Lima, César Guerra Chevrand, Erika Farias, Leonardo Azevedo, Renata Moehlecke e Ricardo Valverde. 

Edição: César Guerra Chevrand e Renata Moehlecke.

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Programa de Pós-graduação em Patologia divulga edital de seleção de mestrado e doutorado 2017.1

PgPAT mestrado doutorado 17O Programa de Pós-Graduação em Patologia (PgPAT) divulgou, hoje (16/02), o Edital de Seleção de Mestrado e Doutorado 2017.1 em Patologia Humana e Experimental. A proposta do curso é formar docentes e pesquisadores, sendo que a condução de pesquisa de qualidade é essencial para o bom desempenho do ensino universitário. As inscrições começam no dia 02 e encerram dia 23 de março. Serão oferecidas 10 vagas para mestrado e 10 para doutorado.

Os candidatos ao PgPAT devem ser alunos graduados em curso da área biomédica, no entanto, a inscrição para seleção também poderá ser feita, condicionalmente, por aluno matriculado no último semestre do curso. Para se inscrever, o candidato deve encaminhar a documentação listada em edital à secretaria do PgPAT. A divulgação do resultado está prevista para 19 de abril.

Para mais informações acesse o site do programa.

 

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Uso do rutênio (II) contra cânceres e doença de Chagas é publicado no Journal of Inorganic Biochemistry

Uso do rutênio (II)Um estudo realizado por pesquisadores da Fiocruz Bahia aborda a versatilidade química dos complexos de rutênio no tratamento do câncer e da doença de Chagas. Os resultados da pesquisa estão no artigo “Ruthenium(II) complexes of 1,3-thiazolidine-2-thione: Cytotoxicity against tumor cells and anti-Trypanosoma cruzi activity enhanced upon combination with benznidazole”, publicado no periódico científico Journal of Inorganic Biochemistry.

Dentre os cientistas que participaram do estudo estão os pesquisadores Diogo Moreira e Milena Soares e os estudantes Cássio Meira e Jamyle dos Santos, da Fiocruz Bahia; realizado em parceria com a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Hospital São Rafael (Salvador), Universidade de São Paulo (USP) e EMBRAPA.

Em decorrência da elevada incidência dos cânceres de próstata e de mama, e a associação destes com um alto índice de mortalidade, o desenvolvimento de novas drogas contra a doença é de grande interesse. Hoje, medicamentos contendo metais de transição, como a cisplatina, são amplamente utilizados no tratamento de câncer, no entanto, têm sido observadas limitações em relação à resistência a esses quimioterápicos. Em contrapartida, os compostos de rutênio [Ru (II)] são fármacos promissores, pois possuem mecanismos de ação diferentes dos de compostos à base de platina e, nos últimos anos, têm sido introduzidos em ensaios clínicos; alguns destes complexos são promissores agentes antitumorais.

Ainda de acordo com o estudo, a doença de Chagas também pode ser tratada com o uso de compostos de rutênio. Atualmente, o tratamento é baseado apenas nos fármacos nifurtimox e benznidazol, que existem a mais de 50 anos e possuem baixa eficácia e altos níveis de toxicidade. Desde a descoberta da ação anti-Trypanosoma cruzi de complexos de rutênio, um grande número de complexos metálicos foi avaliado com este objetivo.

Método e resultados – Para realizar esta pesquisa, os cientistas sintetizaram três novos complexos mistos e mononucleares de rutênio (II). Os resultados demonstraram que alguns complexos de Ru (II) apresentaram maior efeito citotóxico contra linhagens celulares cancerígenas, em comparação com a cisplatina. Além disso, muitos destes complexos apresentaram atividade antiparasitária contra o parasito T. cruzi, agindo de forma sinérgica com a droga de referência, benznidazol; outros chegaram a causar morte celular do parasito através de um processo de necrose.

A partir do conjunto dos resultados, os cientistas chegaram à conclusão de que os complexos de Ru (II) têm forte atividade farmacológica. Os pesquisadores afirmam que a combinação de drogas é um aspecto importante na terapia anti-câncer e antiparasitária. Além disso, foi observado que o Ru (II) apresenta melhor atividade antiparasitária quando administrado em combinação com o benznidazol, o que revela que estes complexos são moléculas adequadas para composições de combinação de drogas.

Clique aqui para ler na íntegra o artigo publicado em janeiro de 2016.

 

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Abertas as inscrições para Pós-Doutorado em Patologia Humana

PgPAT posdoc 17

O Programa de Pós-Graduação em Patologia (PgPAT) está com as inscrições abertas para seleção de candidatos a Pós-Doutorado do Programa Nacional de Pós-Doutorado (PNPD/CAPES). São 3 modalidades de público alvo: brasileiros e estrangeiros residentes no Brasil e portadores de visto temporário; estrangeiros residentes no exterior; e brasileiros ou estrangeiros residentes no Brasil, que atuem como docentes ou pesquisadores de Instituições de Ensino Superior ou instituições públicas.

As inscrições encerram no dia 10 de março. O candidato deve preencher a ficha de inscrição, que pode ser encontrada no site do curso, e submeter à secretaria do PgPAT, junto com documentação listada em edital. A divulgação do resultado está prevista para a partir de 20 de março e as atividades do curso têm início previsto para 01 de abril.

Para requisitos de candidatos, documentação e outras informações acesse o edital do programa.

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