Fiocruz lança editais de concurso

A Fundação Oswaldo Cruz publicou, nesta terça-feira (12/12), os três editais do Concurso Fiocruz 2023. São oferecidas 300 vagas de nível superior, igualmente distribuídas para os cargos de Tecnologista em Saúde Pública, Analista de Gestão em Saúde e Pesquisador em Saúde Pública. Há vagas em todas as unidades da Fundação, no Rio de Janeiro e demais estados. O período de inscrições será de janeiro a março de 2024: das 10h de 22/01 às 23h59 de 5/3/2024. As primeiras provas serão realizadas no fim de abril. 

Todas as informações sobre o processo seletivo, distribuição das vagas por perfil e cidades, atribuições dos cargos, pré-requisitos e conteúdo programático para concorrer estão disponíveis nos editais publicados no Diário Oficial da União e podem ser acessados na página Concurso Público Fiocruz 2023. A página tem informações institucionais, sobre os concursos anteriores e sobre os salários dos cargos disponíveis. Também estão acessíveis um guia de perguntas e respostas, além de informações sobre os canais de relacionamento para dúvidas. 

“Hoje é um dia muito especial para a Fiocruz. É a primeira vez, depois de sete anos, que a Fiocruz volta a contratar profissionais pela via do concurso público. Estamos muito felizes com isso”, declarou o presidente da Fundação, Mario Moreira. “A expectativa é que nos próximos três anos tenhamos também editais de chamamento público. A gente sabe que o déficit da Fiocruz é muito maior que esse número de vagas, mas é um bom início, um início promissor”, afirmou. O presidente espera a inscrição de muitos candidatos e candidatas. “É um ótimo local de trabalho, como vocês sabem, e todos aqui se realizam”, completou Mario Moreira. 

Destaques 

O diretor-executivo e presidente da Comissão de Concurso da Fiocruz, Juliano Lima, destacou os mecanismos voltados para os processos de inclusão e medidas de acessibilidade, tanto das pessoas negras quanto das pessoas com deficiência. “Com o objetivo de ampliar o ingresso de pessoas negras e de pessoas com deficiência, nós buscamos o máximo de amplitude, potencializando a efetividade das ações afirmativas”, ressaltou. 

“Nós esperamos, com esse concurso, ter o ingresso de novas pessoas que nos ajudem no cumprimento de nossa missão, que é levar ciência e tecnologia a favor da saúde do povo brasileiro”, afirmou Juliano. Os editais oferecem vagas para diversas áreas de saúde e tecnologia, e uma gama variada de profissões. As vagas de Tecnologista em Saúde Pública, por exemplo, incluem profissionais de engenharia e advocacia, além dos especialistas em saúde, como enfermeiros, médicos e fisioterapeutas.  

Já o edital para Analista de Gestão traz oportunidades para especialistas em logística, gestão de pessoas e de infraestrutura. “O edital destinado ao cargo de Pesquisador em Saúde Pública abrange uma diversidade de áreas de atuação, que passam por Ambiente em saúde, Mudanças Climáticas, Ciências Biológicas Aplicadas, Pesquisa Clínica, História da saúde e muitas outras áreas afins aqui da Fundação Oswaldo Cruz”, exemplifica o diretor-executivo. 

O concurso será realizado em todas as cidades brasileiras em que a Fiocruz mantém unidades e os candidatos poderão realizar as provas mesmo quando decidirem concorrer a uma vaga em cidade diferente. “É um mecanismo desse edital de viabilizar que as pessoas possam realizar as provas com o mínimo de deslocamento possível”, afirmou Juliano Lima.

Fiocruz Bahia

Para a Fiocruz Bahia, serão 13 vagas para os cargos de Pesquisador(a) em Saúde Pública, Tecnologista em Saúde Pública e Analista de Gestão em Saúde, distribuídas entre os perfis, sendo uma vaga para cada perfil. Confira a tabela:

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Estudante do PGPAT recebe Prêmio UFBA de Tese

Mariana Araújo e a coordenadora do PGPAT, Clarissa Gurgel.

A tese de doutorado que analisou a relação entre anemia e os desfechos clínicos desfavoráveis em pessoas com HIV recebeu o Prêmio UFBA de Tese, Dissertação Acadêmica e Trabalho de Conclusão de Programa Profissional Ano 2021 e 2022. Produzida por Mariana Araújo Pereira, a pesquisa teve orientação de Bruno de Bezerril Andrade, e foi realizada através do Programa de Pós-Graduação em Patologia Humana (PGPAT), uma colaboração entre a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Fiocruz Bahia. A premiação aconteceu ontem, 12 de dezembro, no Salão Nobre da Reitoria da UFBA.

Para Mariana, ganhar o prêmio tem um grande significado. “Acho que é uma forma muito importante de ter não só o meu trabalho, mas de todo o meu grupo sendo reconhecido”, afirma. A estudante explica que os seis artigos que compuseram a tese foram feitos a partir de colaborações nacionais e internacionais com grandes grupos.

“A colaboração dos meus colegas de laboratório e, principalmente, do meu orientador, foram fundamentais para conseguir publicar esses trabalhos com alta qualidade de desenvolvimento, escrita e ilustrações”, ressalta. Mariana também destaca o papel da Fiocruz Bahia no desenvolvimento do trabalho. “Foi no Instituto Gonçalo Moniz que tive excelentes professores de doutorado, assim como desenvolvi minhas pesquisas, compartilhei com colegas e construí a minha tese”, pontua.

Bruno Bezerril salienta a maturidade acadêmica da orientanda e considera o prêmio um dos grandes reconhecimentos da tese, juntamente com menções honrosas do Prêmio Fiocruz de Tese e do Prêmio Gonçalo Moniz. “Mariana fez um doutoramento sólido e muito rápido e eficaz. Sua facilidade de aprender, seu cuidado no manejo e análise de dados, seu caráter e carisma, fizeram ela ascender como uma das grandes líderes do meu grupo com uma velocidade impressionante”. Mariana hoje assume funções importantes para o funcionamento do grupo, com atividades científicas, mas também de gestão, além de supervisionar muitos estudantes em estágios iniciais de suas carreiras.

O pesquisador também menciona as contribuições do trabalho premiado e o papel da Fiocruz Bahia. “A tese da Mariana mostra que a ciência que resulta em contribuições fundamentais vem de um esforço coletivo. Além disso, a tese mostra como a análise cuidadosa e visualização de dados pode auxiliar a responder questões relevantes para a saúde pública. Outro ponto relevante é ter um grupo baiano coordenando análises com dados de grupos sólidos como ACTG e RePORT, demonstrando o nível de protagonismo da ciência local e regional. Acreditamos que o IGM é fundamental na formação de uma base sólida de cientistas que podem mudar o mundo. Mariana é somente um dos nossos grandes exemplos institucionais”, avalia.

Importância da pesquisa

Os resultados da pesquisa realizada por Mariana Araújo sugerem uma forte associação entre diferentes graus de anemia e a presença de inflamação sistêmica, o desenvolvimento de tuberculose e o risco de morte durante os períodos de acompanhamento da terapia antirretroviral. Também é destacado que, embora o desenho do estudo não permita determinar se a anemia é a causa ou a consequência do processo inflamatório, os achados “demonstram a utilidade da hemoglobina, um marcador de baixo custo e fácil acesso, como um indicador do distúrbio inflamatório relacionado à tuberculose e à mortalidade em pessoas com HIV (PVHIV)”.

A autora afirma que as descobertas reforçam a importância do acompanhamento cuidadoso da anemia em pessoas vivendo com HIV e destacam a necessidade de abordagens personalizadas no tratamento desses pacientes. “A pesquisa científica continua progredindo para melhorar a qualidade de vida e a saúde de todas as pessoas afetadas pelo HIV, e o estudo da anemia é apenas uma parte desse processo”, observa. E conclui que os resultados fornecem informações valiosas para o avanço do conhecimento sobre a imunopatologia da infecção por HIV e podem implicar na necessidade de melhorias e criação de diretrizes, protocolos e escores de avaliação para o acompanhamento e tratamento de PVHIV com anemia. Sugere-se a investigação obrigatória da anemia antes do início da terapia antirretroviral, com a classificação da gravidade (leve, moderada ou grave), a fim de identificar fatores de risco para os desfechos do tratamento.

O prêmio

O Prêmio UFBA é promovido pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-graduação e tem como objetivo reconhecer o mérito acadêmico e contribuição para a sociedade brasileira de trabalhos defendidos no âmbito da pós-graduação. Entre as categorias do prêmio estão a Tese 2021; Tese 2022; Dissertação Acadêmica 2021; Dissertação Acadêmica 2022; Trabalho de Conclusão de Programa Profissional 2021; e Trabalho de Conclusão de Programa Profissional 2022.

Foram escolhidas as melhores teses e dissertações das grandes áreas de conhecimento Ciências Agrárias e Florestais; Ciências Biológicas; Ciências da Saúde; Ciências Exatas e da Terra; Ciências Humanas; Ciências Sociais Aplicadas; Engenharias; Linguística, Letras e Artes; e Interdisciplinar. Já o Trabalho de Conclusão de Curso de Programa Profissional teve uma categoria única.

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Evento marca 50 anos do PGPAT

O Programa de Pós-graduação em Patologia Humana (PGPAT), da Universidade Federal da Bahia (UFBA) em associação com a Fiocruz Bahia, comemorou 50 anos de existência com evento realizado nos dias 29 de novembro a 02 de dezembro, na Fiocruz Bahia. A celebração, que reuniu docentes, discentes e estudantes egressos, simboliza a trajetória de sucesso e contribuição do PGPAT para a formação de recursos humanos de excelência no país, especialmente na região Nordeste.

A solenidade de abertura contou com a participação da coordenadora do programa, Clarissa Gurgel; da vice-coordenadora Juliana Perrone; da coordenadora Geral de Educação da Fiocruz, Cristina Guillan, representando a Vice-Presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Machado; a diretora da Fiocruz Bahia, Marilda Gonçalves; o coordenador de Iniciação à Pesquisa da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da UFBA, Leandro Abreu, representando o reitor Paulo Miguez; e do diretor da Faculdade de Medicina da UFBA, Antonio Alberto Lopes.

Para Guillain, o evento é a culminância de um longo trajeto. “Hoje, esse trajeto resulta nesse momento festivo de comemoração, um momento com aspectos que juntam a emoção, a humanidade e ao mesmo tempo a racionalidade científica”. Leandro Abreu reiterou a relevância do PGPAT. “Parabenizo o esforço de todos os envolvidos para que esse programa alcançasse seu nível de excelência. Esse é um marco de tempo da qualidade e compromisso com a formação de tantos profissionais e cientistas de excelência”.

Lopes parabenizou a coordenação do programa e mencionou a influência da patologia para sua própria formação. “Ressalto a importância da patologia para a formação médica e vejo o estabelecimento da parceria entre UFBA e Fiocruz Bahia muito importante para todos nós”. Marilda Gonçalves mencionou os fundadores do programa, os pesquisadores Zilton e Sonia Andrade, e destacou dois momentos importantes da história do PGPAT. “O programa, sob coordenação do Dr. Manoel Barral, ampliou o escopo de profissionais das áreas das ciências da saúde e biomédicas no programa, decisão importante para o sucesso PGPAT. Outro marco foi a organização da Vice-Diretoria de Ensino do IGM, durante a Vice-Diretoria do Dr. Bernardo Galvão”.

Clarissa Gurgel, egressa do PGPAT, introduziu o evento lendo um memorial resumido sobre o programa, mencionando momentos históricos. “Preparamos um evento que comemora os nossos discentes, egressos, nossas linhas de pesquisas históricas e a inovação da patologia computacional”. Concluiu ratificando: “somos resultado de uma cadeia firme e sustentável de sabedoria, dedicação e amor pelo ensino e pela pesquisa que reflete na formação de melhores profissionais de saúde na assistência e para a academia. Somos mais do que uma associação entre duas grandes instituições, a UFBA e a Fiocruz; somos uma unidade indissociável que fortalece o Sistema Nacional da Pós-Graduação, a democracia, a diversidade, a esperança, a saúde e educação pública de excelência. Abraçamos a riqueza de experiências multiculturais, a solidariedade e a inclusão; acreditamos no poder de transformar e multiplicar de cada profissional que se forma no PGPAT.”

Sessões temáticas

No primeiro dia, foram realizadas, pela manhã, a sessão temática “Integra PGPAT: Construindo Pontes entre a Graduação e a Pós-Graduação”, com apresentações de doutorandos do curso, e a sessão intitulada “UFBA e Fiocruz: Instituições Parceiras no Cenário do Ensino e Pesquisa da Região Nordeste”, ministrada por Ronaldo Lopes, pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UFBA, e Cristina Guillan.

Pela tarde, ocorreu uma mesa redonda de egressos do PGPAT, na qual o pesquisador da Fiocruz Bahia, Luiz Freitas, abordou “A pós-graduação e a formação médica”; a pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP), Jaqueline Góes, falou sobre “A importância da diversidade na pós-graduação”; e o pesquisador da Fiocruz Bahia, Bruno Bezerril, apresentou “A importância da internacionalização”.

No dia 1º de dezembro, a programação também incluiu a sessão científica com o tema “Como a IA poderá impactar a Patologia Computacional?”, ministrada pelo professor  Fernando José Ribeiro Sales, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e uma palestra sobre o futuro da pós-graduação no Brasil, apresentada pelo coordenador da Área de Medicina II da CAPES, Julio Croda.

Também aconteceram sessões que abordaram a equidade de gênero e popularização da ciência na pós-graduação e importância da representação estudantil. Na mesa de encerramento, a coordenação do programa prestou uma homenagem aos egressos, estudantes e ex-coordenadores do PGPAT. Logo após, ocorreu a Sessão Anatomoclinica, dos Clubes de Especialidade.

Conferências Clínico-Patológicas

As Conferências Clínico-Patológicas 2023, que fazem parte do calendário acadêmico do PGPAT, foram realizadas no dia 30/11. O coordenador do curso e pesquisador da Fiocruz Bahia, Washington Santos, abriu o evento apresentando uma breve história da patologia diagnóstica. Ao longo do dia, especialistas de diversas instituições do país abordaram temas como técnicas histoquímicas e imuno-histoquímicas, patologia renal e computacional, ambientes digitais na patologia, uso de inteligência artificial e diagnóstico, a rede PathoSpotter, dentre outros.

Participaram estudantes da pós-graduação, patologistas e profissionais das ciências da computação de várias universidades. De acordo com Santos, este ano, o curso lançou a proposta de criação de uma Sociedade Brasileira de Patologia Digital e Computacional. “Foi criada uma comissão que trabalhará na proposta e deverá apresentar os encaminhamentos já na Assembleia anual da Sociedade Brasileira de Patologia”, explicou o coordenador.

O programa

O PGPAT teve início em 1973 e tem ênfase nas áreas de imunopatologia de doenças infecciosas e crônicas, inserindo-se em Patologia Humana e Patologia Experimental. Alcançou o conceito 6 na CAPES nas últimas quatro avaliações, sendo um dos melhores avaliados entre os Programas de Patologia do Brasil. O corpo docente interdisciplinar oportuniza uma visão integrada da patologia e suas aplicações, favorecendo projetos transversais de ciência, tecnologia e inovação com expressão nacional e internacional. A relevância acadêmica e inserção na área de conhecimento da Patologia refletem em uma contribuição para o desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil e do mundo.

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Pesquisador é eleito membro afiliado da Academia Brasileira de Ciências

O pesquisador Bruno Solano, da Fiocruz Bahia, se tornou membro afiliado da região Nordeste e Espírito Santo da Academia Brasileira de Ciências (ABC). O anúncio foi feito no dia 4 de dezembro, após a Assembleia Geral Ordinária da ABC. O membro afiliado é uma categoria de pesquisadores com menos de 40 anos de idade, eleitos pelos membros titulares, representando as diferentes regiões do Brasil, em um mandato de cinco anos. 

Solano disse se sentir honrado por ser eleito para fazer parte da ABC e acredita que esse reconhecimento não é apenas pessoal, mas uma oportunidade para trazer visibilidade para as contribuições científicas do Nordeste. “Representa uma oportunidade única de contribuir para o avanço da ciência em nosso país”, enfatizou o pesquisador. 

A cerimônia de posse dos novos membros associados acontecerá na segunda quinzena de agosto de 2024, em diplomação associadas a simpósios científicos de cada região.

Sobre o pesquisador

Bruno Solano de Freitas Souza possui graduação em medicina pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), mestrado em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa pela Fiocruz Bahia, doutorado em Patologia Humana, pelo PGPAT, da UFBA em ampla associação com a Fiocruz Bahia, e possui MBA na área de gestão em saúde pela Fundação Getúlio Vargas. 

É pesquisador da Fiocruz Bahia e do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), além de ser médico coordenador e responsável técnico do Centro de Biotecnologia e Terapia Celular do Hospital São Rafael, com área de pesquisa em biotecnologia, células-tronco e genética.  Atua em projetos de pesquisa clínica e translacional com foco principal nas áreas de terapia celular, medicina regenerativa, edição gênica, CRISPR/Cas9 e estudos de biomarcadores. É bolsista de produtividade nível 2 do CNPq.

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Inscrições prorrogadas e errata do processo seletivo 2024.1 do PGBSMI

A Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa (PGBSMI) informa que houve alterações no cronograma e no Anexo 9, relativos ao processo de inscrição no SIEF, conforme estabelecido no edital de seleção 2024.1, para ingresso nos cursos de Mestrado e Doutorado.

O prazo de inscrição foi estendido até o dia 15 de dezembro, mantendo-se inalteradas as datas de apresentação, análise do anteprojeto e as entrevistas. Todas as informações referentes ao processo seletivo, podem ser encontradas no site do programa

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Seminário sobre equidade de gênero e raça na ciência marca Novembro Negro

O Seminário Equidade Étnico-racial e Gênero nas Ciências aconteceu nos dias 28 e 30/11, no contexto da campanha do Novembro Negro. O primeiro dia reuniu, na Fiocruz Bahia, autoridades, pesquisadores e representantes de instituições de pesquisa, fomento, ensino e da sociedade civil. O evento, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) e pelo Instituto Serrapilheira, tem como principal objetivo discutir temas relacionados à divulgação científica e popularização da ciência, no âmbito da equidade de gênero e raça. 

A mesa de abertura foi composta pela diretora da Fiocruz Bahia, Marilda Gonçalves; a diretora de Políticas e Programas da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia (Secti), Sahada Luedy Palmeira, representando o secretário André Joazeiro; Silene Assis, representando a Deputada Estadual Olívia Santana; a secretária de Promoção da Igualdade Racial da Bahia, Ângela Guimarães; a integrante do Comitê Estadual da Saúde da População Negra e assessora da Sepromi, Aline Teles, e a coordenadora da área de Divulgação Científica na Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristina Araripe. 

Os participantes foram recebidos por Lorena Magalhães, coordenadora do Núcleo Pró-Equidade de Gênero e Raça da Fiocruz Bahia. A representante da Secti falou da importancia da união de esforços que resultem no aumento da presença de negros e mulheres na Ciência, Tecnologia e Invovação. “Essa é uma premissa da secretaria e estamos de portas abertas para esses projetos que tenham questões de gênero e raça como prioridade”, afirmou Sahada Palmeira. 

A secretária da Sepromi disse que celebra o trabalho cotidiano de instituições como a Fiocruz e a mobilização popular pela inclusão. “A sociedade clama para que a diversidade da qual nós somos formados, os olhares, as experiências, sejam refletidos na produção científica, porque não há produção científica neutra. Para o alvorecer de uma sociedade com bases civilizatórias verdadeiramente democráticas, é necessário que a diversidade, que é própria da humanidade, seja absorvida”.

Marilda Gonçalves comentou como o fato de a Fiocruz ter tido a primeira presidente mulher com 120 anos da Fundação motivou ações institucionais voltadas para questões de gênero, como o projeto “Mulheres e meninas na ciência”. “Essas ações são importantes, porque as mulheres precisam estar em todos os lugares, inclusive em cargos de liderança”. A diretora ressaltou a importância de discutir, junto à questão de gênero, a equidade racial na produção e divulgação científica. “O racismo é estrutural e nós temos a responsabilidade de lutar contra ele. Quero viver para ver que uma mulher negra não precisará provar, mais do que todas as outras pessoas, que ela é capaz”, afirmou.

Cristina Araripe, que coordena o “Meninas e mulheres na ciência”, observa que esse é um tema abrangente, fundamental para as instituições de Ciência e Tecnologia e as universidades. “As instituições precisam realmente ter políticas voltadas para enfrentamento do problema do racismo e o compromisso com a luta das mulheres de forma geral”.

Raika Moisés, da Gestão de projetos e Divulgação Científica do Instituto Serrapilheira, abordou a equidade racial na produção e divulgação científica na instituição em que atua, na primeira palestra da programação, mediada por Antonio Brotas, coordenador da Gestão da Comunicação e Divulgação Científica da Fiocruz Bahia.

Pela tarde, a mesa redonda “População negra brasileira e a busca por equidade racial na ciência”, teve a participação de Romilson da Silva, da Associação dos Pesquisadores Negros da Bahia, Michel Chagas, do Instituto Serrapilheira, e Lázaro Cunha, do Instituto Steve Biko, mediada por Aline Teles. O debate sobre “Avanços e desafios para as mulheres na ciência” da segunda mesa encerrou a programação do dia, com a presença de Marilda Gonçalves, Cristina Araripe e Joilda Nery, professora do Instituto de Saúde Coletiva (ISC/UFBA).

Colégio Central da Bahia

Na quinta-feira (30/11), a programação foi dedicada aos alunos da rede pública estadual que puderam participar de palestras, oficinas, rodas de conversa e mostra de Ciências. Com o tema “Divulgação Científica e Educação antirracista’, a mesa de abertura, mediada pelo coordenador da Gestão de Comunicação e Divulgação Científica da Fiocruz Bahia, Antônio Brotas, contou com a participação do historiador Maurício Neto, da coordenadora do Núcleo Pró-equidade de Gênero e Raça da Fiocruz Bahia, Lorena Magalhães e do presidente da Associação de Pesquisadores Negros da Bahia, Romilson Santos. O evento, realizado no Colégio Central da Bahia, contou com a presença de estudantes do Colégio 2 de Julho, do Colégio Estadual Dinah Gonçalves e do Colégio Estadual Professor Carlos Barros, além dos alunos da casa.

Logo após a abertura, os alunos participaram da oficina formativa antirracismo, com o Coletivo Auto-organizado de Estudantes e Profissionais Negras e Negros da Medicina – NegreX, oficina de fotografia com o fotojornalista Caique Fialho e oficina de podcast com a professora e apresentadora do Podcast (Com)ciência Negra, Lorena Ribeiro. 

Os pesquisadores associados do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde – Cidacs, Félix Neves, Idália Oliveira e Laís Sacramento, foram os responsáveis pela roda de conversa ‘Negro, Negra e Pesquisador (a): Como construir uma carreira científica?’ que apresentou os caminhos para a construção de uma carreira científica e as suas diferentes possibilidades. 

Durante as atividades, os participantes puderam aprender um pouco sobre a leishmania e suas formas, visualizando larvas, ovos e flebótomos. A programação contou ainda com mostra científica com realização de experimentos, demonstração de teste de Ph, observação de microrganismos e células falciformes em microscópio, observação de lâminas histológicas e utensílios de laboratório. Os expositores também apresentaram ainda coleção de mosquitos da Fiocruz Bahia. 

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Marcadores para diagnóstico da tuberculose são avaliados em dissertação

Estudante: Thainá Matos Horta da Silva
Orientação: Adriano Queiroz Silva
Coorientação: Jéssica Dias Petrilli
Título da dissertação: “AVALIAÇÃO DE MARCADORES MOLECULARES PARA O DIAGNÓSTICO DA TUBERCULOSE PULMONAR”
Programa: Pós-Graduação em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa
Data de defesa: 17/01/2024
Horário: 13h00
Local: Sala Virtual do Zoom
ID da reunião: 865 8578 7914
Senha: thaina

Resumo

INTRODUÇÃO: Em muitos países onde a Tuberculose pulmonar (TB) é endêmica, o diagnóstico ainda é realizado a partir de exames como a baciloscopia e a cultura de escarro. Essas técnicas possuem limitações, sobretudo devido ao uso da amostra de escarro para a realização dos exames. O GeneXpert MTB/RIF representa uma alternativa com sensibilidade e especificidade superiores a 95%, no entanto, além de utilizar a amostra de escarro, o alto custo dos equipamentos impede o seu uso nas redes de atenção primária. Diante disso, Organização Mundial da Saúde (OMS) sugeriu o desenvolvimento de um novo teste que não utilizasse o escarro, e que apresentasse sensibilidade >98% em pacientes com baciloscopia positiva e cultura positiva, e >68% em pacientes com baciloscopia negativa e cultura positiva. OBJETIVO: Avaliar marcadores moleculares no sangue total para o diagnóstico da tuberculose pulmonar. METODOLOGIA: Esse trabalho foi dividido em duas etapas. No estudo de fase 01, os níveis de expressão dos genes FCGR1A, GBP5, IRAK3, PDCD1LG2, MAPK14, CD274, CD59, ICAM1, IFITM1, PML, C1QA e CR1 foram determinados por RTqPCR em amostras de sangue total de indivíduos sadios (HC) (N=9) e com TB pulmonar (N=10). Na fase 02 do trabalho, a capacidade diagnóstica dos genes previamente selecionados na fase 01, individualmente ou em assinaturas transcricionais, foram avaliadas em amostras de sangue total de 75 pacientes sintomáticos respiratórios com suspeita clínica de TB. Após o diagnóstico laboratorial, esses indivíduos foram classificados como TB pulmonar (N=27) ou sintomáticos respiratórios negativos para TB (SR) (N=48). RESULTADOS: Na fase 01 do trabalho, os genes FCGR1A, GBP5, IRAK3 e PDCD1LG2 foram os que apresentaram o melhor desempenho em diferenciar os indivíduos com TB e sadios com a área sob a curva (AUC) = 0.93 (IC 95% 0.81 – 1.00), 0.83 (0.64 – 1.00), 0.75 (0.52 – 0.98), 0.75 (0.53 – 0.97), respectivamente. As análises de fase 02 do trabalho revelaram que, os genes FCGR1A com AUC de 0.89 (0.8106 – 0.9710), PDCD1LG2 com AUC de 0.85 (0.7629 – 0.9508) e GBP5 com AUC de 0.82 (0.7163 – 0.9265), apresentaram os melhores desempenhos. O gene IRAK3 não foi capaz de distinguir os pacientes com TB e SR. Análises das assinaturas transcricionais revelaram AUC de 0.88 para as assinaturas FCGR1A+PDCD1LG2 e IRAK3+PDCD1LG2, 0.87 para FCGR1A+PDCD1LG2+GBP5 e FCGR1A+PDCD1LG2+GBP5+IRAK, 0.86 para GBP5+IRAK3+PDCD1LG2, GBP5+PDCD1LG2 e IRAK3+FCGR1A e 0.73 para IRAK3+GBP5. CONCLUSÃO: Os dados sugerem um elevado poder diagnóstico dos genes FCGR1A, PDCD1LG2 e GBP5 para tuberculose pulmonar ativa na população avaliada.

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Fiocruz Bahia promove Seminário Equidade Étnico-racial e Gênero nas Ciências

A Fiocruz Bahia irá realizar nos dias 28 e 30 de novembro o Seminário Equidade Étnico-racial e Gênero nas Ciências. O evento apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) e pelo Instituto Serrapilheira, tem como principal objetivo discutir temas relacionados à Divulgação Científica e popularização da Ciência, no âmbito da equidade de gênero e raça.

No dia 28, terça-feira, a programação contará com palestras realizadas no auditório Aluízio Prata, na Fiocruz Bahia, discutindo equidade racial na produção e Divulgação Científica; população negra brasileira e a busca por equidade racial na ciência; e os avanços e desafios para as mulheres na ciência.

Já no dia 30, quinta-feira, o evento, direcionado para estudantes do ensino médio da rede pública estadual, contará com rodas de conversa, mostra científica, oficinas e palestras, discutindo a presença de pessoas negras no fazer científico e os caminhos para a equidade étnico-racial e de gênero na ciência. As atividades serão realizadas no Colégio Central da Bahia, em Salvador, a partir das 13h30.

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Vacinação marca 17ª edição do Fiocruz Pra Você

A 17ª edição do Fiocruz Pra Você aconteceu no Parque da Cidade, no dia 18 de novembro. O evento, realizado pela Fiocruz Bahia, com apoio da Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) e da Secretaria de Saúde de Salvador (SMS), promoveu ações educativas e da saúde, como exposições, aferição de pressão e dosagem de glicemia, além de apresentação das atividades da Fiocruz Bahia e de instituições parceiras, com presença de pesquisadores, colaboradores e estudantes. O tema principal da feira foi a vacinação, que contou com a presença do Zé Gotinha. 

Participaram do evento a secretária de Educação do Estado da Bahia (SEC), Adélia Pinheiro; a Superintendente da Suvisa, Rivia Barros, representando a secretária da Sesab, Roberta Santana; a assessora de gabinete, Isamara Mendes, representando o secretário da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado da Bahia (Secti), André Joazeiro Mendes; e o oficial de gabinete, Otto Costa, representando a Secretária de Promoção da Igualdade Racial do Estado da Bahia (Sepromi), Ângela Guimarães, além da diretora da Fiocruz Bahia, Marilda de Souza Gonçalves, e o vice-diretor Valdeyer Reis.

Marilda Gonçalves explica que o evento permite interação maior com a sociedade, contribuindo para a divulgação científica e a comunicação das ações e pesquisas em desenvolvimento. “É um momento de participação dos servidores e estudantes, que apresentam diferentes atividades. Este ano, o Fiocruz pra você teve como tema central a campanha pela ampla cobertura vacinal, tendo em vista a baixa cobertura que tem ocorrido em todo o país, com uma queda abrupta na vacinação de crianças, adolescentes e adultos. Esse momento é especial e necessário, pois há detecção de casos de doenças já erradicadas, como a poliomielite e o sarampo”.

O Brasil recebeu, em 2015, pela Organização Mundial de Saúde, o certificado de erradicação do sarampo, mas perdeu este título três anos depois. “A situação é muito preocupante, pois coloca em risco a saúde de todas as pessoas. O país possui um dos maiores programas de vacinação do mundo, que completou 50 anos este ano. Não podemos perder essa conquista, que é de toda a sociedade, em especial nesse período pós-pandemia da COVID-19, quando testemunhamos o poder de prevenção de doenças que tem a vacinação, que salva vidas, que nos salvou”, afirmou a diretora.

No evento, foram oferecidas vacinas para Covid-19, hepatite A e B, poliomielite 1, 2 e 3, rotavírus, difteria, tétano, coqueluche, pneumocócica 10 valente, meningite C, febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola e HPV. O público infantil pode se vacinar com o auxílio dos óculos de realidade virtual. As crianças também participaram de jogos e contaram com mesas para desenhos, além de brincar com os animadores. O Grupo Especial de Proteção Ambiental (GEPA), da Guarda Municipal Civil de Salvador, atuou na segurança do local e montou uma exposição com animais empalhados. Durante o dia, a dupla Acácias entreteu o público com música.

As irmãs Maria Antonia e Lara Oliveira, de 9 e 11 anos, disseram que gostariam de voltar mais vezes à feira. “Achei muito especial, adorei ver os bichinhos e adorei as brincadeiras”, disse Antonia. Já Lara, comentou que gostou das exposições, das canções e das pinturas. Eliomar dos Santos, que trabalha com aluguel de bicicletas no local, visitou a feira e se interessou pelo atendimento da dosagem de glicemia e aferição da pressão. “Seria bom que tivesse sempre essas feiras”, observou.

O Fiocruz pra Você é um evento nacional, promovido pela Fundação desde 1994, com foco em vacinação e atividades culturais, de divulgação científica e promoção da saúde. O projeto visa à integração e ao engajamento com as comunidades, promovendo ciência, diversão e solidariedade.

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Abertas as inscrições para curso sobre complexidade transcriptômica e análises de dados NGS

As inscrições para o curso “Estudando a complexidade transcriptômica através de análises de dados de sequenciamento de nova geração” podem ser realizadas neste link, até o dia 1º de dezembro. As aulas acontecem nos dias 18 a 22 de dezembro, nos idiomas português e espanhol, na Fiocruz Bahia.

O objetivo da capacitação é transmitir, mediante atividades teórico-práticas, os conceitos básicos e aplicados referente a diferentes tipos de análises de dados de sequenciamento genômico de células individuais, aplicados ao estudo de doenças transmissíveis e não transmissíveis. As aulas vão abordar temáticas relacionadas à transcriptômica de células individuais;  bases de dados públicas; comunicação célula-célula; transcriptômica espacial; transcriptômica de células individuais de um organismo completo; ATAC-Seq; entre outros.

Para outras informações acesse o site do curso.

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Dissertação avalia resposta de células mesenquimais à infecção por micobactérias

Estudante: Camila Santos da Silva
Orientação: Theolis Costa Barbosa Bessa
Coorientação: Scarlet Torres Moraes Mota
Título da dissertação: “Resposta de células mesenquimais à infecção por micobactérias”
Programa: Pós-Graduação em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa
Data de defesa: 06/12/2023
Horário: 14h00
Local: Sala Virtual do Zoom
ID da reunião: 873 1322 3195
Senha: camila

Resumo

INTRODUÇÃO: A tuberculose (TB) é uma doença infectocontagiosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis, de fácil disseminação e de difícil controle. A bactéria é transmitida por meio de aerossóis provenientes de pessoas contaminadas, gerados pela tosse, espirro ou fala, que se mantêm em suspensão no ar, podendo ser inalados por um novo hospedeiro e atingir suas vias aéreas. Os bacilos que eventualmente tenham sobrevivido em estruturas granulomatosas podem migrar dos macrófagos para células mesenquimais (MSCs), tornando-as reservatórios do bacilo, onde este permanece em estado de latência. As MSCs possuem capacidade imunomoduladora conhecida e podem fornecer um nicho privilegiado para as micobactérias, tornando-as tolerantes a medicamentos anti-TB. OBJETIVO: Descrever a infecção experimental de células mesenquimais (MSCs) com micobactérias in vitro, comparando-a com a resposta de macrófagos humanos (derivados de células de linhagem THP-1). MATERIAIS E MÉTODOS: Células MSCs e THP-1 foram plaqueadas em cultivos únicos, em condição de co-cultivo direto e em co-cultivo com separação por membrana. Foram realizadas as infecções com diferentes cepas de MTB, com taxa de infecção MOI de 10:1. Posteriormente as células foram lisadas e plaqueadas para obtenção de CFUs. Também foram realizadas dosagem de citocinas através do kit CBA. RESULTADOS: Após dificuldades na padronização da obtenção de CFUs, foi observado que em células THP-1, estão sendo internalizadas cerca de 3% das bactérias BCG e 5% das bactérias do isolado 76937. Em cultivos únicos a citocina IL-1β, foi mais expressa em células THP-1. No co-cultivo direto, a produção de IL-1β passou a ser maior nas células infectadas por cepas virulentas após 48h. Em co-cultivos com separação de membrana, as células THP-1 do inserto e infectadas secretam mais IL-1β. A citocina IL-6 foi mais expressa por MSCs no cultivo único após 48h. Os co-cultivos diretos apresentaram maior expressão dessa citocina. Poucos valores puderam ser interpolados e obtidos para a citocina IL-8, a expressão dessa citocina foi maior do que os valores da média da fluorescência obtidas para a curva padrão. Em cultivos únicos, a produção de IL-10 foi maior em células THP-1 infectadas com cepas virulentas. Em co-cultivo direto, a secreção de IL-10 foi aumentando ao longo do tempo. Em co-cultivos com separação, IL-10 foi mais expressa em células THP-1. IL-10 foi mais expressa no co-cultivo com separação por membrana do que no co-cultivo direto. Ao longo do tempo, as células THP-1 apresentaram maior secreção de IL-12 do que as MSCs. Em cultivo único, THP-1 expressou mais TNF em todas as condições de infecção. Células em co-cultivo direto secretaram mais TNF. No co-cultivo com separação, células THP-1 presentes no inserto e infectadas produziram mais TNF do que células MSCs. CONCLUSÃO: Pode-se concluir através deste trabalho que as células MSCs ao serem comparadas às células THP-1, possuem uma menor secreção de IL-1β, IL-10, IL-12 e TNF. De modo contrário, a citocina que as células MSCs apresentaram uma maior secreção foi IL-6. Células MSCs parecem desempenhar um papel interessante na manutenção da doença, principalmente em sua forma latente.

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Abertas inscrições para seleção de mestrado e doutorado do PGBSMI 2024.1

A coordenação do programa de Pós-Graduação em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa (PGBSMI), da Fiocruz Bahia, divulga a abertura das inscrições de candidatos que desejem participar do processo seletivo 2024.1 para ingresso no programa, no nível de Mestrado e Doutorado. As inscrições estão abertas e encerram em 08/12/2023. 

Para consultar o edital e se inscrever, é necessário acessar este link e selecionar o nível desejado.

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Olimpíada de Saúde e Meio Ambiente prorroga inscrições para seleção de doutorandos

A Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente da Fiocruz (Obsma) prorrogou a data de inscrições da seleção de doutorandos dos programas de pós-graduação de todas as unidades técnico-científicas e escritórios da Fundação para participarem de suas atividades pedagógicas. A iniciativa visa promover a participação de estudantes na construção e realização de ações educativas da Obsma. Reconhecendo a importância da educação e da divulgação científica para o desenvolvimento da ciência e tecnologia no país, a ampliação de seu impacto na sociedade, e, sobretudo, a importância da formação de novos pesquisadores comprometidos com a qualidade da educação básica, em 2023, a Olimpíada oferecerá três diferentes modalidades de participação para os doutorandos. Com o novo cronograma, candidaturas podem ser enviadas até 30 de novembro.

Acesse aqui a chamada completa e também o novo cronograma!

Os interessados podem concorrer às vagas nas seguintes modalidades: Oficinas Pedagógicas Saúde e Meio Ambiente e Alunos em Ação nas Escolas (Modalidade 1); Recursos Educacionais Abertos para a Educação Básica (Modalidade 2); e Informação e comunicação nas áreas temáticas interdisciplinares da saúde e meio ambiente (Modalidade 3). Estão disponíveis 24 vagas, sendo 8 por modalidade. 

A Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma) é um programa educacional bienal voltado a estudantes da educação básica, do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental (2º segmento) e do Ensino Médio, incluindo a Educação de Jovens e Adultos. Ela tem como objetivo estimular ações, projetos e atividades interdisciplinares nas escolas públicas e privadas de todo o país que contribuam para a educação de qualidade para todos, inclusiva e com mais oportunidades de aprendizagem relevantes e dinâmicas no campo da saúde, abrangendo ainda o conceito de uma vida saudável indissociável de um ambiente ecologicamente equilibrado e sustentável. Com ênfase em metodologias ativas de aprendizagem, este programa — já existe há 22 anos — tem o processo de construção de conhecimento como um de seus eixos centrais e estruturantes. Assim, a Obsma busca incentivar professores e alunos a abordarem, de forma crítica e criativa, temas transversais provocando discussões e reflexões sobre os desafios atuais no campo da saúde e ambiente. 

Leia os detalhes sobre cada uma das modalidades de participação de doutorandos em 2023:

Modalidade 1: Oficinas Pedagógicas Saúde e Meio Ambiente e Alunos em Ação nas Escolas

Seu objetivo é possibilitar que estudantes de doutorado da Fiocruz participem da realização de Oficinas Pedagógicas, Alunos em Ação e/ou outras ações educativas da Obsma.

Carga horária: 45h
Vagas: 8 

Descrição de atividades: A Obsma promove atividades pedagógicas visando criar espaços de diálogo e informação com professores e estudantes sobre as relações entre educação, saúde, meio ambiente, ciência e desenvolvimento de projetos interdisciplinares na sala de aula. Dentre as atividades, destacam-se as Oficinas Pedagógicas (presenciais e online) – espaço de formação docente que busca contribuir para a atualização e o aperfeiçoamento de profissionais da educação básica que atua em sala de aula – e os Alunos em Ação, que propõe realizar dinâmicas dialéticas com os estudantes nos temas de saúde, meio ambiente, ciência e sustentabilidade. 

Espera-se que os/as estudantes de doutorado contribuam para a construção e aperfeiçoamento de novas práticas pedagógicas a serem oferecidas aos professores e estudantes durante as Oficinas Pedagógicas e Alunos em Ação. Os/as doutorandos/as poderão também atuar em outras atividades educativas da Obsma, interagindo com os/as professores/as e estudantes da educação básica nas temáticas ciência, educação, saúde e meio ambiente.

Modalidade 2: Recursos Educacionais Abertos para a Educação Básica

Esta modalidade visa estimular estudantes de doutorado da Fiocruz a proporem e desenvolverem Recursos Educacionais Abertos com foco na promoção da saúde e educação ambiental, contribuindo de modo efetivo para a melhoria da qualidade do ensino nas áreas curriculares transversais saúde e meio ambiente.

Carga horária: 45h
Vagas: 8 

Descrição de atividades: De acordo com o portal Fiocruz, os Recursos Educacionais Abertos (REA) são qualquer recurso educacional disponível abertamente para uso por educadores e alunos, sem a necessidade de pagar direitos autorais ou taxas de licença para sua utilização. Nesta modalidade, espera-se que o/a estudante de doutorado possa desenvolver, criar e produzir novas propostas de REA a partir de uma das seguintes temáticas na interface saúde e meio ambiente: Alimentação e nutrição; Ambiente, ecologia e biodiversidade; Arboviroses e doenças tropicais; Biotecnologia; Comunicação e saúde; Determinantes sociais da saúde; Divulgação científica; Doenças crônicas; Doenças infecciosas; Doenças negligenciadas; Economia e saúde; Educação Ambiental / Educação para a sustentabilidade; Educação em ciências; Educação em saúde; Entomologia e controle de vetores; Epidemiologia; Ética em pesquisa; Formação docente; Genética e biologia molecular; História, saúde e ciência; Informação em saúde; Medicamentos e vacinas; Microbiologia em saúde e resistência microbiana; Mulheres e meninas na ciência; Nanotecnologia e novos materiais; Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma); Parasitologia e paleoparasitologia; Políticas identitárias; Políticas públicas; Saúde da família; Saúde do idoso; Saúde e direitos humanos; Saúde e gênero; Saúde perinatal, da criança e do adolescente; Saúde Única; e Sistema Único de Saúde (SUS). 

Modalidade 3: Informação e comunicação nas áreas temáticas interdisciplinares da saúde e meio ambiente

O objetivo desta modalidade é estimular estudantes de doutorado da Fiocruz a contribuírem com novas estratégias de educação, divulgação científica e engajamento voltadas para a informação e a comunicação em saúde e meio ambiente na educação básica, e suas interfaces com a promoção da saúde e a educação ambiental, com ênfase na sustentabilidade.

Carga horária: 45h 
Vagas: 8

Descrição de atividades: Nesta modalidade espera-se que o/a estudante de doutorado proponha estratégias de interação com o público-alvo da Obsma, tendo como finalidade estimular a participação de professores e estudantes nas atividades pedagógicas, assim como no certame da 12ª edição da Obsma. Os exemplos de trabalhos a serem desenvolvidos incluem a criação de materiais informativos e de comunicação sobre a Olimpíada; a criação de estratégias de interação com o público e aprimoramento do site da Obsma que tornem o acesso aos seus conteúdos mais intuitivos e dinâmicos; e a criação de espaços de diálogos (presenciais ou virtuais) para trocas de experiências e compartilhamento de conteúdos sobre a Olimpíada, sobre saúde e meio ambiente.

Acesse aqui a chamada

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Fiocruz Bahia promove feira de saúde e ciência no Parque da Cidade

No dia 18 de novembro, a Fiocruz Bahia vai realizar a 17ª edição do Fiocruz Pra Você, no Parque da Cidade. O evento, gratuito e destinado ao público geral, terá como tema principal a vacinação. Na programação, está prevista a realização de ações educativas e de promoção da saúde, como vacinação, aferição de pressão e dosagem de glicemia, além de apresentação das atividades da Fiocruz e de instituições parceiras, com participação de pesquisadores, colaboradores e estudantes. A Fiocruz Pra Você tem o apoio da Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) e da Secretaria de Saúde de Salvador (SMS). 

O que: Fiocruz Pra Você 2023
Quando: 18/11/2023
Horário: 09h às 16h
Onde: Parque da Cidade – Joventino Silva

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Fiocruz Bahia disponibiliza curso para uso da plataforma REDCap 

A Fiocruz Bahia disponibilizou o curso online “Gestão de dados e REDCap”, no campus virtual da Fiocruz. O objetivo é capacitar os participantes a compreender os princípios fundamentais de gestão de dados em saúde, explorar ameaças à segurança de dados e aprender estratégias para proteger informações sensíveis de pacientes, garantindo conformidade com regulamentos de privacidade. Para realizar o curso é necessário se inscrever neste link, gratuitamente, até 1º de novembro de 2024.

A capacitação é composta por 3 módulos de aulas gravadas: segurança e gestão de dados em saúde, bancos de dados em saúde e introdução ao uso do REDCap. O intuito é que os alunos dominem o uso da plataforma REDCap para configuração, criação de formulários personalizados, importação/exportação de dados e gerenciamento de projetos de pesquisa em saúde. 

REDCap é a sigla para Research Electronic Data Capture, uma sofisticada plataforma para coleta, gerenciamento e disseminação de dados de pesquisas. A importância deste curso reside na crescente necessidade de profissionais de saúde, pesquisadores e especialistas em TI adquirirem habilidades específicas para lidar com dados em saúde de maneira eficiente e segura. Isso é crucial para garantir a confiabilidade das informações clínicas, a proteção da privacidade dos pacientes e a conformidade com regulamentos rigorosos.

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Cidacs da Fiocruz Bahia recebe homenagem em evento do Ministério da Saúde

O Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para a Saúde (Cidacs) da Fiocruz Bahia foi homenageado na 17ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (ExpoEPI), no dia 07 de novembro, no Centro de Convenções Internacional do Brasil, em Brasília. O evento, que segue até o dia 10, visa divulgar e premiar os serviços de saúde do país que se destacaram pelos resultados alcançados em atividades relevantes para a Saúde Pública. Em todas as edições, a ExpoEPI presta homenagem a instituições, pela relevante contribuição dos seus trabalhos.

A homenagem foi entregue ao coordenador do Cidacs, Maurício Barreto. Participaram do evento o vice-diretor de Pesquisa da Fiocruz Bahia, Ricardo Riccio, o vice-coordenador do Cidacs, Pablo Ramos, a assessora especial Maria Yury Ichihara, o pesquisador Manoel Barral e a pesquisadora Leila Campos. Barreto ressaltou a importância de estar lado a lado a instituições como o Instituto Butantan, a Sociedade Brasileira de Medicina Tropical e a própria Fiocruz, da qual o Cidacs faz parte. “É muito importante e interessante, a gente ser destacado em meio a essas instituições tão relevantes. E mostra que apesar de ser relativamente menor que elas, a gente tem dado importantes contribuições que são visíveis e são percebidas”, declara.

A ExpoEpi tem como missão consolidar a troca de experiências relacionadas à vigilância, prevenção e controle de doenças e agravos de interesse da Saúde Pública, reunindo os principais protagonistas deste campo. Promovida pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (SVSA/MS), a mostra tem premiado experiências inspiradoras desde 2001, que contribuem para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

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Presidente da Fiocruz se reúne com governador da Bahia e visita Bahiafarma

O presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) se reuniu com o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, hoje (9/11), no Centro Administrativo da Bahia (CAB). O encontro teve como objetivo discutir as possíveis parcerias entre o governo do Estado da Bahia e a Fiocruz, com contribuições para a saúde, ciência, desenvolvimento tecnológico e inovação.

Também participaram a secretária de Saúde do Estado da Bahia, Roberta Santana; os vice-diretores de Pesquisa, Ricardo Riccio, e de Gestão, Valdeyer Galvão dos Reis, da Fiocruz Bahia, o diretor de Bio-Manguinhos (Fiocruz), Maurício Zuma; e a diretora-presidente da Bahiafarma, Ceuci Nunes. Os principais pontos abordados foram a colaboração com as pesquisas e desenvolvimento de medicamentos; negociação da incorporação de etapas produtivas; e a realização de parcerias para capacitação técnica e de pessoal.

Bahiafarma

Pela manhã, Mário Moreira e os representantes da Fiocruz visitaram a sede da Bahiafarma para conhecer a estrutura da fábrica e iniciar a construção de parcerias, em reunião com a diretoria e profissionais da assessoria técnica da instituição.

O presidente da Fiocruz destacou que é responsabilidade da Fundação atuar com outros laboratórios oficiais, para identificar oportunidades de parcerias produtivas. Ele afirmou que está empenhado em desenvolver essas ações. “Temos projetos que podem servir para promover um trabalho conjunto. Por isso, acredito que seja importante criarmos uma oficina de trabalho para que as nossas instituições possam identificar as áreas onde possamos seguir com nossas parcerias”, propôs o gestor.

Ceuci Nunes sinalizou que espera contar com a Fiocruz para parcerias específicas que estão na pauta da Bahiafarma e concordou com a sugestão do presidente da Fiocruz de criar a oficina de trabalho, onde as duas instituições vão identificar possibilidades de parcerias produtivas para serem executadas. “Acredito que vamos identificar muitos projetos para serem desenvolvidos com a Fiocruz, algo que será importante para as duas instituições, para o desenvolvimento do setor farmacêutico regional e para o SUS”, avaliou.

*Com informações da Bahiafarma

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Tese analisa fatores associados ao nascimento de crianças com anomalia congênita

Estudante: Qeren Hapuk Rodrigues Ferreira Fernandes
Orientação: Angelina Xavier Acosta
Coorientação: Enny Paixão
Título da tese: “ANOMALIAS CONGÊNITAS NO BRASIL: ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DA PREVALÊNCIA, MORTALIDADE, FATORES ASSOCIADOS E SOBREVIVÊNCIA”
Programa: Pós-Graduação em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa
Data de defesa: 13/11/2023
Horário: 09h00
Local: Sala Virtual do Zoom
ID da reunião: 844 5357 2511
Senha de acesso: qeren

Resumo

As anomalias congênitas (AC) são um relevante problema para a saúde pública global, afetando em média 6% dos recém-nascidos. No Brasil estão em segunda posição entre os principais grupos de causas de mortalidade infantil, porém em alguns estados já ocupam a primeira causa. Estudos amplos para entender melhor o impacto desses defeitos no nascimento e morte se fazem necessários, principalmente no Brasil, onde há uma grande lacuna a esse respeito. Assim, o objetivo do presente estudo foi levantar dados sobre a prevalência e mortalidade, investigar fatores associados ao nascimento e a sobrevivência de crianças com AC no Brasil a partir de dados existentes nos bancos públicos, utilizando a técnica de linkage para vincular os bancos de nascimento e morte. Com esse propósito descreveu-se a tendência temporal da prevalência e mortalidade infantil por AC em nascidos vivos em 2001 a 2018 no Brasil e em suas regiões geográficas. A prevalência geral para os anos estudados foi de 86,2 por 10.000 nascidos vivos, tendo um aumento de 17,9% após a vinculação dos bancos, enquanto a mortalidade foi de 24,4 por 10.000. Ao estudar a prevalência por ano, esta se mostrou crescente em todas as regiões do período avaliado. As AC relacionadas ao sistema osteomuscular foram as mais frequentes ao nascimento, enquanto as relacionadas ao sistema circulatório ocuparam a segunda posição e foram mais frequentes como causa de óbito. Houve diferenças consideráveis entre a prevalência nas regiões, sendo a região Sudeste obteve a maior e a região Norte a menor. Além disso, investigaram-se os fatores associados ao nascimento com AC, a partir de regressão logística usando um modelo hierárquico, para este objetivo usou-se dados dos nascidos vivos de 2012 a 2020. Entre as variáveis distais as mães de raça/cor preta apresentaram maior chance de terem filhos com AC (OR = 1,16) em comparação a mães brancas, não ter feito nenhuma consulta pré-natal (fator intermediário) aumentou a chance de ter filhos com AC (OR = 1,47) em comparação com quem iniciou o pré-natal nos primeiros meses de gravidez. As variáveis proximais foram os que apresentaram maiores valores: idade materna avançada (OR =2,26) e gravidez do tipo multifetal (OR = 1,49) foram os fatores maternos que apresentaram maior chance de nascimento com AC. Analisou-se ainda a sobrevivência de crianças com síndrome de Down (SD) no Brasil por idade de morte, entre os anos de 2012 a 2020, sendo observado que o período pós-neonatal foi o mais crítico, havendo maior risco de morte (HR = 41,4) em relação às crianças sem AC. Além disso, filhos com SD de mães pretas apresentam maior risco de morte (HR = 1,8) nesse mesmo período quando comparado aos nascidos vivos de mães brancas. Foi visto também que a proporção de mães com baixa escolaridade, mais novas e pretas era maior entre as crianças com SD que foram a óbito em comparação com as que sobreviveram, bem como entre aqueles que não foram notificados no banco de nascimento. A subnotificação das AC nos bancos públicos brasileiros se mostrou significativa, a técnica de linkage ajudou a minimizar esse problema, além disso, esta técnica também foi importante no estudo de sobrevivência. Assim, conhecer esses aspectos epidemiológicos, bem como os fatores envolvidos na ocorrência das AC no nascimento e óbito é fundamental para compreender o impacto das AC na saúde infantil do país, e assim promover elaboração de medidas de prevenção e cuidados em saúde para a população em risco.

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PGBSMI divulga edital do processo seletivo 2024.1

A Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa (PGBSMI), da Fiocruz Bahia, torna pública a chamada para inscrição de candidatos que desejem participar do processo seletivo 2024.1 para Mestrado e Doutorado. As inscrições podem ser realizadas de 20/11 a 08/12/2023.

Clique aqui para consultar o edital.

Atualmente, o programa é conceito 6 junto a CAPES, na área de Medicina II. Os cursos do PGBSMI destinam-se à formação de profissionais com elevada qualificação para o exercício de atividades acadêmicas, científicas e tecnológicas nas suas áreas de concentração.

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Capacitação de bioinformática para iniciantes é realizada na Fiocruz Bahia

O curso “Bioinformática Decodificada: A Jornada do Iniciante à Genômica de Patógenos” aconteceu na Fiocruz Bahia, entre os dias 30 de outubro e 1º de novembro. A capacitação foi realizada pela Fiocruz Bahia em parceria com o grupo COG-TRAIN, fruto de colaboração entre a Wellcome Connecting Science e COG-UK, que promove iniciativas de capacitação em genômica de patógenos. O evento reuniu estudantes, pesquisadores e profissionais dedicados a pesquisas na área.

Com aulas teóricas e práticas, o curso foi pensado com o intuito de desenvolver habilidades críticas de pensamento, capacidade de resolver problemas e compreensão das ferramentas para que os participantes pudessem realizar análises de dados genômicos. Um dos organizadores e pesquisador da Fiocruz Bahia, Ricardo Khouri, explica que o curso proporcionou a formação do conhecimento básico em uma área importante para a vigilância genômica nacional.

“Os cursos nessa área, em nossa região, são destinados a grupos que já trabalham com a bioinformática, que já têm o conteúdo introdutório sobre o tema e conseguem partir de um estágio mais avançado. Esse curso foi idealizado para grupos de pesquisa que queiram começar nesta área, mas ainda não tenham tido experiência ou uma experiência muito superficial, para que possam se projetar nesses cursos mais aprofundados”, afirmou.

A capacitação também se diferenciou por ser ministrado em língua portuguesa. Liã Arruda, uma das organizadoras do evento, da Wellcome Connecting Science, disse que o projeto começou com a pandemia de Covid-19, para difusão da bioinformática e sequenciamento de genoma do coronavírus. “Percebemos uma dificuldade de penetração em países que falam português, como alguns países africanos, e desenvolvemos material para os falantes de língua portuguesa. Esse é um projeto piloto que depois poderemos testar em países que falam outras línguas”, comentou.

Jorge Batista, da Wellcome Connecting Science, mencionou a importância do idioma no engajamento dos participantes durante as aulas e na formação de network. “A COG faz capacitação no mundo inteiro e, nos outros cursos, tinham pessoas que não eram de países de língua inglesa ou que não falavam bem o inglês e acabavam ficando fora dos círculos. O planejamento da formação é também treinar a equipe do curso de modo a organizar outros cursos”, afirmou.

Ao todo, foram 40 participantes de diversos municípios da Bahia e outros estados. Luiz Felipe, que participa de um projeto da Fiocruz em medicina tropical, se inscreveu para obter conhecimento em bioinformática para o trabalho que realiza no Acre. “Participar do curso está sendo intenso e bem gratificante. Está suprindo esse breve entendimento sobre a área. Trabalho com vigilância genômica de Sars-Cov-2 e a gente faz sequenciamento, entender essa parte de bioinformática é fundamental”.

Hermes Pedreira, professor do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), faz parte de um laboratório sentinela para vírus respiratórios e outras doenças como as arboviroses, e fez o curso para fortalecer o grupo de pesquisa, além de ampliar a rede de colaboração que já possui com a Fiocruz, UFBA e outras instituições da Bahia. “O curso está sendo fundamental, tanto para a parte diagnóstica quanto para continuar as parcerias com sequenciamento e análises de filogenia, subsidiar bases de planejamento para o SUS e realizar ações de planejamento para a região do Recôncavo, Bahia e Brasil como um todo”.

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Pesquisador emérito Bernardo Galvão é agraciado com Premio Dr. Eduardo H. Charreau

O pesquisador emérito da Fiocruz Bahia, Bernardo Galvão Castro Filho, recebeu o “Premio Dr. Eduardo H. Charreau a la Cooperación Científica y Tecnológica Regional”, que tem o duplo propósito de homenagear uma figura notável da ciência ibero-americana e de premiar a produção científica e cooperação de pesquisadores da região. O cientista foi agraciado na categoria “Carreira em ciências exatas, naturais, biomédicas e tecnológicas”, destinada a investigadores com idade igual ou superior a 46 anos. A cerimônia de premiação ocorrerá em novembro de 2023.

Criado em 2020, o prêmio é da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), Interscience Association (AI) e Associação Argentina para o Progresso das Ciências (AAPC). Além de Galvão, a organização também declarou vencedores outros três cientistas e uma menção honrosa, contemplando ainda as categorias “Estímulo”, destinado a pesquisadores até 45 anos de idade em todas as disciplinas de ciências e humanidades, e “Carreira em ciências sociais e humanas”, para investigadores com idade igual ou superior a 46 anos.

Trajetória acadêmica

Bernardo Galvão é reconhecido como o primeiro cientista a isolar o vírus HIV na América Latina, em 1987. A partir de seus estudos, foi possível elencar uma série de políticas públicas de contenção da disseminação do vírus, como a triagem na doação sanguínea e a fundamentação do Programa Nacional de Controle do HIV, do Ministério da Saúde. 

O médico ingressou na Fiocruz em dezembro de 1977, no Rio de Janeiro. Na Fiocruz Bahia, foi responsável pela implantação do Laboratório Avançado de Saúde Pública (LASP) e mantém-se atuante como professor titular da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP). A pesquisa do cientista se volta atualmente ao estudo do HTLV-1, retrovírus da mesma família do HIV. Galvão também é fundador do Centro Integrativo e Multidisciplinar de Atendimento ao Portador de HTLV (CHTLV), da EBMSP.

O pesquisador é membro da Academia de Medicina da Bahia, da Academia de Ciências da Bahia, membro do Conselho da Sociedade Internacional de Retrovirologia, do Conselho Curador da Fundação José Silveira, membro da Assembleia do Instituto Brasileiro de Oftalmologia e Prevenção da Cegueira e sócio da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical.

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PGPAT vai celebrar 50 anos com programação especial

O Programa de Pós-graduação em Patologia (PgPAT), da Universidade Federal da Bahia (UFBA) em ampla associação com a Fiocruz Bahia, vai comemorar seus 50 anos nos dias 29 de novembro a 02 de dezembro, na Fiocruz Bahia. A celebração simboliza não apenas a trajetória de sucesso e contribuição do PGPAT, mas também a importância das parcerias e colaborações com instituições e autoridades que têm apoiado o programa ao longo dos anos.

No dia 29, haverá a solenidade de abertura que vai contar com a presença da diretora da instituição, Marilda Gonçalves; a coordenadora do curso, Clarissa Gurgel; a vice-coordenadora, Juliana Perrone; e o diretor da Faculdade de Medicina da UFBA, Antonio Alberto Lopes. Em seguida terão duas sessões temáticas, a primeira intitulada “UFBA e Fiocruz: Instituições Parceiras no Cenário do Ensino e Pesquisa da Região Nordeste”, ministrada por Ronaldo Lopes, pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UFBA, e Cristiani Vieira, vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz. A segunda tem como tema “Integra PGPAT: Construindo Pontes entre a Graduação e a Pós-Graduação”, apresentada por estudantes do curso. Uma mesa redonda composta por estudantes egressos do PGPAT finaliza a programação do dia. 

No segundo e terceiro dia ocorrerão as Conferências Clínico-Patológicas 2023, evento que faz parte do calendário acadêmico do PGPAT e é aberto ao público mediante inscrição no site, até dia 29/11. Ainda no dia 30, acontece a sessão temática “PGPAT: 50 anos de Excelência e Vanguarda”, que conta com a presença de Julio Croda, Coordenador da Área de Medicina II da CAPES, homenagens a egressos, estudantes e ex-coordenadores e a sessão anatomoclinica dos Clubes de Especialidade. O dia 02 de dezembro é destinado à sessão temática destes clubes.

Confira a programação completa e participe!

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Fiocruz Bahia realiza seminário sobre saúde e ambiente

O I Seminário Bianual de Saúde e Ambiente acontece nos dias 07 a 10 de novembro, na Fiocruz Bahia. O evento, gratuito e aberto ao público, propõe-se a ser um espaço de articulação de conhecimentos e práticas, com atividades e temáticas que impactam direta ou indiretamente a saúde do trabalhador. 

A atividade está em consonância com o Projeto de Implementação do Programa de Promoção de Saúde e Qualidade de vida da instituição, que tem como objetivo a melhoria da saúde integral dos trabalhadores, por meio de estratégias que promovam a redução de riscos e impactos ambientais gerados pelas atividades da Fiocruz Bahia. 

Confira a programação!

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Fiocruz Bahia participa de simpósio sobre química medicinal em Salvador

O 11º Simpósio Brasileiro de Química Medicinal (BrazMedChem 2023) reuniu químicos, farmacêuticos, diversos profissionais da área biomédica e estudantes brasileiros para discutir ferramentas de última geração na descoberta de medicamentos, no Centro de Convenções de Salvador, nos dias 25 a 27 de outubro. O evento, realizado pela Sociedade Brasileira de Química (SBQ) em parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA), contou com o apoio da Fiocruz Bahia, e teve como presidente o professor da UFBA, Marcelo Castilho, e vice-presidente o pesquisador da unidade, Diogo Moreira.

A abertura foi realizada no dia 24 e contou com a participação do vice-diretor de Pesquisa da Fiocruz Bahia, Ricardo Riccio. É a primeira vez que o evento bianual acontece em Salvador. Segundo Moreira, a próxima edição será organizada pela Fiocruz, em 2024. “É um evento relevante, que aborda pesquisas que buscam desenvolver fármacos, principalmente no contexto do Brasil, pois temos uma demanda muito grande de doenças de importância local”, afirma.

A programação do BrazMedChem contou com mais de 30 palestrantes estrangeiros, sessão de pôster, mesas redondas sobre a crescente atuação da mulher na química medicinal, além de apresentações orais. No dia 26, a vice-diretora de Educação, Pesquisa e Inovação de Farmanguinhos da Fiocruz, Núbia Boechat ministrou a palestra “Falta de produção interna de API em um mundo devastado pela pandemia e pela guerra: impacto na produção farmacêutica pública”.

A apresentação abordou aspectos como políticas que impactaram a produção de APIs no Brasil, o complexo industrial da saúde, as atividades de Farmanguinhos e exemplos de pesquisas desenvolvidas na unidade. “Sempre trago para os congressos uma visão não puramente acadêmica, mas da importância de nós, cientistas, trabalharmos na parte industrial e que possamos levar esses benefícios diretamente à população brasileira. O objetivo é que as pessoas saibam o que falta no sistema e a importância do nosso trabalho para o SUS”, concluiu.

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Infecções respiratórias em crianças durante a pandemia é tema de dissertação

Estudante: Maria Heloina Moura Costa Campos
Orientação: Isadora Cristina de Siqueira
Coorientação: Hugo da Costa Ribeiro Junior
Título da dissertação: “CARACTERIZAÇÃO CLÍNICA E EPIDEMIOLÓGICA DAS INFECÇÕES RESPIRATÓRIAS VIRAIS EM CRIANÇAS ATENDIDAS EM UM PRONTO-ATENDIMENTO PEDIÁTRICO EM SALVADOR-BAHIA, DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19.”
Programa: Pós-Graduação em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa
Data de defesa: 14/11/2023
Horário: 08h00
Local: Sala Virtual do Zoom
ID da reunião: 894 9181 0739
Senha: maria

Resumo

INTRODUÇÃO: As infecções do trato respiratório constituem importante causa de morbimortalidade em todo o mundo, especialmente na população pediátrica. Há uma lista continuamente crescente de novos vírus respiratórios que contribuem significativamente para o impacto dessas infecções na saúde infantil, sendo o Coronavírus 2 da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS-CoV-2), causador da pandemia da doença COVID-19, o mais recente deles. A despeito das medidas de distanciamento social em vigência durante o período crítico da pandemia , quadros de infecção respiratória aguda em crianças continuaram a ocorrer, gerando a necessidade de melhor compreender o comportamento da COVID-19 e demais etiologias virais nesse momento epidemiológico singular. OBJETIVO: Realizar caracterização clínica e epidemiológica de casos de infecções respiratórias em crianças e identificação dos agentes virais associados através de métodos moleculares (RT-PCR e PCR em tempo real). MÉTODO: Estudo descritivo observacional, realizado em um Pronto-Atendimento Pediátrico, na cidade de Salvador, Bahia. Foram estudadas crianças menores de 12 anos com manifestações clínicas de infecção respiratória aguda, recrutadas entre os meses de agosto de 2020 a dezembro de 2021, durante a pandemia de COVID-19. Dados clínicos, epidemiológicos e sociodemográficos foram coletados e gerenciados na plataforma online REDCap (v9.3.1© 2020 Vanderbilt University). RESULTADOS: Foram incluídos 290 participantes, com mediana de idade de 3 anos. Prevaleceu na amostra crianças sadias, sem comorbidades (182, 63%), com predomínio de quadros leves (241, 85%). Os sintomas mais relatados foram rinorreia (233, 80,6%), tosse (218, 75,4%), obstrução nasal (220, 76,4%), febre (156, 54%) e odinofagia (93, 32,3%). Ao exame físico, obstrução nasal (130, 44,8%), rinorreia hialina (114, 39,3%), eritema faríngeo (94, 32,4%), eritema/edema em amígdalas (58, 20%) e alteração na ausculta respiratória (55, 19%) foram os achados mais comuns. Do total, 159 (54,8%) participantes tiveram infecção por pelo menos um vírus identificado aos testes moleculares, sendo o Rinovírus (68, 42,8%) e os Vírus Sincicial Respiratórios (VSR) (59, 37,1%) os mais comuns, com 19 (11,9%) casos de codetecção. Foram diagnosticados 17 (5,9%) casos de COVID-19. Nos pacientes com infecção pelos VSR houve maior ocorrência de febre (75% x 49%, p< 0,01), tosse (93% x 71%, p< 0,01), rinorreia hialina (60% x 34%, p< 0,01), abaulamento da membrana timpânica/otite média aguda (16% x 1,3%, p< 0,01) e persistência ou agravamento da febre por mais de 2-3 dias (33% x 7,3%, p< 0,01), quando comparados ao grupo sem infecção pelo mesmo vírus. Foi realizado sequenciamento de três genomas de VSR com as análises filogenéticas revelando que todas pertenciam ao genótipo 11 GA2.3.5 e se agrupam em um clado brasileiro de alto suporte (SH-aLRT > 90). CONCLUSÃO: Os resultados encontrados demonstram o predomínio de infecções respiratórias não complicadas, em crianças pré-escolares, com fatores de risco para Síndrome Respiratória Aguda Grave em 37% dos casos. Rinovírus Humano (RV) foi o agente mais frequentemente identificado (42,7%), seguido pelo VSR (37,1%). Encontramos no grupo de pacientes VSR positivo correlação positiva com sinais de piora do estado clínico e otite média aguda (OMA). As sequências genômicas geradas neste estudo são as únicas sequências da Bahia depositadas nos últimos 20 anos, ressaltando a importância em melhorar a vigilância genômica do VSR no estado.

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Fiocruz Bahia participa da 11ª edição da Flica, no Recôncavo Baiano

Com o objetivo de contribuir para a divulgação e popularização da Ciência, uma parceria entre a Fiocruz Bahia, a Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (OBSMA) e a Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado da Bahia (SECTI) levou para a 11ª edição da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), no Recôncavo baiano, a oportunidade de conhecer de perto um pouco da inovação e tecnologia produzida através das ações e estudos desenvolvidos pelas instituições parceiras. Durante os dias 26 e 27 de outubro o estande localizado na Casa do Governo contou com realidade virtual, abordando os temas biologia, medicina e corpo humano, jogos científicos e com a presença do ‘Robozão’ – que fez a alegria dos visitantes. 

O estande, que recebeu mais de três mil visitantes durante os dois dias, também acolheu as atividades de Divulgação Científica realizadas pelo Projeto Ciência, Saúde e Cultura, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia – Fabesp, que promoveu visualização de lâminas histológicas em microscópio, distribuição de brindes e bate-papo sobre a Fiocruz Bahia e as pesquisas promovidas pela instituição. 

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, visitou o estande da instituição e falou sobre a importância de um evento como a Flica, incentivando a literatura, oficinas, jogos e tantas atividades educativas. “É importante estimular a leitura e a escrita desde criança. Esse é um encontro entre quem já domina a leitura e a escrita e aqueles que querem começar a escrever e não há idade para isso. É importante estimular essas atividades para que possamos aumentar a análise crítica dessas pessoas e para que possamos escrever a nossa história, falando de índígenas, negros, crianças e sobre as nossas experiências”, afirmou. 

Para o professor de história do Colégio Edvaldo Brandão, em Cachoeira, Igor de Jesus da Silva, é importante garantir que a comunidade escolar participe deste tipo de atividade, tendo acesso ao ambiente de Divulgação Científica, dialogando com temáticas ligadas a diversas disciplinas. “O que vocês propuseram aqui é muito interessante, eu gosto de ver o interesse do aluno acerca das atividades e das questões que também permeiam a nossa vida. Aqui foi o espaço que acomodou a maior parte dos alunos e pudemos ver aqui que já trabalhamos em sala de aula. Foi realmente incrível”, disse. 

O evento contou ainda com o lançamento do livro Eu, jovem, prefeito de Salvador’, da jornalista Daniela Silva. A autora destacou a importância de levar o tema para o espaço de literatura, dialogando com as instituições em seus diferentes âmbitos de atuação e, principalmente, com a comunidade. “É uma oportunidade única pra gente dar visibilidade ao trabalho que começa na universidade, mas que tem efeito e aplicabilidade para a sociedade, é uma forma de demonstrar o nosso compromisso social”, afirmou. 

Maurício Santos, o jovem designer responsável por toda a identidade visual do livro também esteve presente e falou sobre a sua experiência. “Essa é de fato uma contribuição para as políticas públicas e poder apresentar isso na flica, tendo uma troca com outros jovens tão interessados é muito rico…realmente uma experiência inesquecível”, declarou. 

A Fiocruz Bahia segue com as atividades de Divulgação Científica em Cachoeira, com atividades realizadas em parceria com a Secretaria de Educação do município, promovendo feiras de ciência, rodas de conversa, oficinas e mostras de filmes através do Projeto Ciência, Saúde e Cultura, com o apoio da Fabesp. 

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