PGPCT APRESENTA DEFESA DE DISSERTAÇÃO “SÍNDROME DE BURNOUT EM MÉDICOS ONCOLOGISTAS DE SALVADOR/BA: PREVALÊNCIA, ENFRENTAMENTO E FATORES ASSOCIADOS”

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Aluna: Mariana Rocha Cordeiro

Orientador: Dr. George Mariane Soares Santana

Título da Dissertação: “SÍNDROME DE BURNOUT EM MÉDICOS ONCOLOGISTAS DE SALVADOR/BA: PREVALÊNCIA, ENFRENTAMENTO E FATORES ASSOCIADOS”.

Programa: Pós-graduação em Pesquisa Clínica Translacional

Data: 13/10/2025

Horário: 9h

Local: Sala de Aula II da Biblioteca

Titulares:

Dra. Verônica Peixoto Nascimento – UNINASSAU

Dra. Karine Araujo Damasceno – IGM/FIOCRUZ

Dr. George Mariane Soares Santana – UFBA (Orientadora e Presidente da Banca)

Suplente:

Dra. Theolis Costa Barbosa Bessa – IGM/FIOCRUZ

CORDEIRO, Mariana Rocha. Síndrome de Burnout em médicos oncologistas de Salvador/BA: prevalência, enfrentamento e fatores associados. 149f. il. Dissertação (Mestrado Profissional em Pesquisa Clínica e Translacional) – Instituto Gonçalo Moniz, Fundação Oswaldo Cruz, Salvador, 2025.

RESUMO

Introdução: A Síndrome de Burnout é um fenômeno psicossocial de elevada prevalência entre médicos, especialmente aqueles que atuam em contextos de alta demanda emocional, como a Oncologia. A prática oncológica expõe o médico a múltiplos fatores de risco, como o manejo de diagnósticos graves, decisões de vida ou morte e acompanhamento de pacientes e familiares em diferentes fases do adoecimento. Essa exposição contínua a situações de sofrimento intensifica a vulnerabilidade ao burnout, cujas consequências incluem redução da qualidade de vida, queda no desempenho laboral e prejuízos ao atendimento oncológico. Objetivo: O objetivo principal dessa pesquisa foi a de mensurar o nível de Burnout dos médicos oncologistas de instituições privadas e públicas de SSA/BA, correlacionando o mesmo a variáveis sociodemográficas e variáveis relacionadas a hábitos de vida. Os objetivos específicos foram: correlacionar níveis de Burnout com variáveis relacionadas a hábitos de vida e características inerentes à atividade laborativa; verificar quais práticas os médicos oncologistas utilizam para o alívio de sofrimento emocional e estresse ocupacional e sugerir implantação de propostas de intervenções individuais e/ou grupais que auxiliem na promoção de bem-estar pessoal e profissional e estimulem o autocuidado do médico oncologista. Método: Estudo quantitativo, analítico, observacional e transversal. Foram aplicados o Maslach Burnout Inventory – Human Services Survey for Medical Personnel (MBI-HSS MP) e um questionário sociodemográfico e de hábitos de vida, disponibilizados em formulário eletrônico enviado ao grupo “Oncologia Bahia”. Foram incluídos oncologistas atuantes em Salvador/BA, com pelo menos um ano de prática assistencial. Resultados: O teste do qui-quadrado evidenciou correlações significativas entre variáveis sociodemográficas, espirituais e laborais e as dimensões do burnout. A Exaustão Emocional (EE) associou-se à raça (χ²=136,80; p=0,048), ao tempo de formação profissional (χ²=108,57; p=0,0054). A Despersonalização (DP) correlacionou-se com a espiritualidade (χ²=57,08; p=0,038), sugerindo papel protetor. A Realização Pessoal (PA) apresentou associação com número de filhos, tempo de trabalho na Oncologia (χ²=69,84; p=0,0024) e setor de atuação predominante (χ²=34,34; p=0,023), indicando influência da trajetória e das condições laborais na percepção de competência profissional. Conclusões: Os resultados evidenciam que fatores individuais, familiares e contextuais exercem influência relevante na manifestação das dimensões da Síndrome de Burnout em oncologistas. Este estudo, inédito em Salvador/BA, amplia a compreensão acerca da saúde mental desses profissionais e ressalta a importância de políticas institucionais voltadas ao apoio psicossocial, à promoção do bem-estar e à prevenção do burnout, com potencial de repercussão positiva tanto na qualidade de vida do médico quanto na assistência prestada ao paciente oncológico.

Palavras-chave: Esgotamento Profissional; Oncologia; Saúde Mental; Síndrome do Esgotamento.

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