Defesa de Dissertação analisa a ploidia em leucemia linfoblásticas agudas de células precursoras B em dois hospitais filantrópicos de Salvador,BA

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Aluna: Valéria Carvalho Ferreira

Orientadora: Dra. Eugênia Terra Granado Pina

Coorientadora: Dra. Valdenizia Rodrigues Silva

Título da Dissertação: “ANÁLISE DA PLOIDIA EM LEUCEMIAS LINFOBLÁSTICAS AGUDAS DE CÉLULAS PRECURSORAS B EM DOIS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS DE SALVADOR-BA

Programa: Pós-graduação em Pesquisa Clínica e Translacional

Data: 28/10/2025

Horário: 13H

Local: Sala virtual Zoom Educacional 04

ID da reunião: 858 9765 2175 Senha: defesa

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Titulares:

Dr. Marinho Marques da Silva Neto – UNEB

Dra. Maria Elizângela Ramos Junqueira – UNEB

Dra. Eugênia Terra Granado Pina – IGM/FIOCRUZ (Orientadora e Presidente da Banca)

Suplente: 

Dra. Lila Teixeira de Araújo – UNEB

FERREIRA, Valéria Carvalho. Análise da ploidia em Leucemias Linfoblásticas Agudas
de células precursoras B em dois hospitais filantrópicos de Salvador-BA. 120 f. il.
Dissertação (Mestrado) – Fundação Oswaldo Cruz, Instituto Gonçalo Moniz, Salvador,2025.

RESUMO


Introdução: A leucemia linfoblástica aguda de células precursoras B (LLAcpB) é a
neoplasia maligna mais comum da infância, caracterizada pela proliferação
descontrolada de linfoblastos, com origem na medula óssea e potencial de infiltração
em tecidos como sistema nervoso central e órgãos linfóides. A avaliação
citogenético-molecular, especialmente do Índice de DNA (IDNA), é essencial para a
estratificação de risco e definição prognóstica, particularmente em pacientes
pediátricos. Objetivo: Classificar os casos de LLAcpB no primo-diagnóstico segundo
o perfil de ploidia, correlacionando com características clínico-demográficas, resposta
terapêutica e estadiamento em dois hospitais filantrópicos de Salvador – BA.
Materiais e Métodos: Estudo analítico e prospectivo com inclusão de pacientes de 0
a 21 anos diagnosticados com LLAcpB entre novembro de 2023 e maio de 2025.
Foram analisadas amostras de medula óssea ou sangue periférico, coletadas em
EDTA, com posterior realização de citometria de fluxo para determinação do IDNA.
Dados clínicos, laboratoriais e demográficos foram coletados por meio de consulta aos
prontuários. Resultados: Foram analisados 14 pacientes com LLAcpB – sendo 1 de
análise incompleta, idade média de 8,5 anos, predominando ≥10 anos (42,9%), sexo
feminino (64,3%) e pardos (71,4%). Todos apresentaram hiperdiploidia: baixa em
57,1% e alta em 42,9%. A leucometria mediana foi de 30.510/mm³, com 30%
≥50.000/mm³; infiltração do SNC ocorreu em 21,4% e linfonodomegalias em 64,3%.
Na análise molecular, 69,2% não tinham mutações, enquanto ETV6/RUNX1 (15,4%),
BCR-ABL p190 (7,7%) e KMT2A-AFF1 (7,7%) foram detectados; a negativação da
DRM foi maior na alta hiperdiploidia (50%) que na baixa (28,6%), com mortalidade
precoce de 14,3% e 33,3%, respectivamente. Conclusão: A coorte final incluiu 14
pacientes com LLAcpB, predominando idade ≥10 anos, sexo feminino e
autodeclarados pardos, com elevada carga tumoral ao diagnóstico e predomínio de
hiperdiploidia. A alta hiperdiploidia apresentou melhor resposta terapêutica, embora a
negativação da DRM tenha sido baixa. Apesar do IDNA não ter alterado o
estadiamento, sua realização possibilitou acesso a exames moleculares pelo SUS,
essenciais para padronização, estratificação de risco e direcionamento terapêutico.
Palavras-chave: Leucemia Linfoblástica Aguda B; Ploidia; Índice de DNA; Citometria
de Fluxo; Prognóstico; Pediatria.

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