LIGHT – Laboratório de Investigação em Genética e Hematologia Translacional

No Laboratório de Investigação em Genética e Hematologia Translacional (LIGHT), a pesquisadora Marilda de Souza Gonçalves coordena projetos de pesquisa que abordam linhas de pesquisa em hemoglobinopatias, com ênfase em doença falciforme. Entre os mecanismos fisiopatológicos da doença que o grupo liderado pela pesquisadora avalia estão: estudos relacionados ao estresse oxidativo; inflamação; epidemiologia molecular; avaliação de drogas  associadas ao tratamento da doença falciforme; ativação endotelial; biomarcadores do metabolismo lipídico; metabolismo do ferro e suas associações com inflamação; metabolismo de drogas e farmacocinética; estudo translacional de produtos inflamatórios; estudo genético associado a biomarcadores de evolução clínica, principalmente associados ao risco de acidente vascular cerebral (AVC) e vasculopatia, e estudos de instabilidade do RNA.

Além disso, Marilda Gonçalves também atua no estudo de anemias adquiridas, alterações moleculares associadas à saúde da mulher e do recém-nascido, incluindo estudos de tromboembolismo venoso em decorrência do uso de contraceptivos orais e suas alterações laboratoriais. Os grupos de pesquisa da Fiocruz e da Faculdade de Farmácia (UFBA) mantêm uma relação de parceria entre as técnicas desenvolvidas, os estudos realizados e, principalmente, os resultados obtidos.

A pesquisadora Dalila L. Zanette coordena projetos de pesquisa nos seguintes temas: investigação de mutações genéticas relacionadas ao prognóstico da síndrome mielodisplásica (SMD) com impacto na sobrevida global e na taxa de transformação para leucemia mielóide aguda; avaliação de mutações em genes relacionados com o reparo de lesões oxidativas ao DNA, tanto em SMD quanto em anemia falciforme; estudos de avaliação de miRNAs e fatores de transcrição influenciados pela hemólise e pelo estresse oxidativo, como o que ocorre na anemia falciforme.

As duas pesquisadoras desenvolvem projetos relevantes no âmbito das doenças hematológicas e seus aspectos genéticos e moleculares, que culminam na produção de publicações científicas. Existe uma constante interlocução entre as metodologias utilizadas nos projetos, o que proporciona capacitação técnica e auxilia na Formação acadêmica dos discentes envolvidos.

Pesquisa
Carolina neves dos santos rabeloDalila luciola zanette (Subchefe)

Telefone: +55 (71) 3176-2226
E-mail: lhgb@bahia.fiocruz.br

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LAPEC – Laboratório de Pesquisas Clínicas

A equipe do Laboratório de Pesquisas Clínicas (LAPEC) tem trabalhado com pacientes e contactantes destes, em áreas endêmicas de doenças tropicais e em um ambulatório especializado do Complexo Hospitalar Universitário Professor Edgard Santos (HUPES/UFBA). A equipe é composta por pesquisadores que atuam nas áreas de clínica médica, imunologia, imunologia clínica e biologia molecular.

Estes pesquisadores desenvolvem atividades que se complementam com o trabalho dos seguintes pesquisadores:

– Lucas Carvalho, que trabalha principalmente na área da resposta imune inata, investigando o papel de fagócitos mononucleares no desenvolvimento da úlcera leishmaniótica, determinando vias inflamatórias na leishmaniose tegumentar Americana (LTA) relacionadas com as prostaglandinas e leucotrienos e na ativação do inflamassoma nas leishmanioses e nas reações hansênicas;

– Thiago Cardoso, atuando predominantemente na citotoxicidade mediada pelas células CD8, na identificação de marcadores imunológicos associados a patologia das leishmanioses e doenças de Chagas e na imunopatologia do carcinoma mamário canino;

– Edgar Carvalho, que atua na interface entre a resposta imune e a expressão clínica de doenças infecciosas, mecanismos imunológicos associados com proteção e dano tecidual e novas formas de tratamento na leishmaniose tegumentar, na infecção pelo HTLV-1 e nas reações hansênicas.

Gestão
Michele paixão dos santos

Telefone: +55 (71) 3176-2357
E-mail: aline.souza@terceirizado.bahia.fiocruz.br

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LIB – Laboratório de Inflamação e Biomarcadores

Atuam no Laboratório de Inflamação e Biomarcadores (LIB) os seguintes pesquisadores e suas linhas de pesquisa:

– Manoel Barral Netto: atua na investigação da abordagem de imunoquimioterapia para proteção na leishmaniose visceral canina. São realizadas abordagens em cães naturalmente infectados para o teste de novos esquemas terapêuticos através do uso combinado de imunobiológicos e Alopurinol. O pesquisador também coordena projeto PROEX que busca por biomarcadores em doenças epidemiologicamente importantes na Bahia, como a leishmaniose tegumentar, a infecção por HTLV-1 e doenças associadas.

– Valéria Borges: o grupo coordenado pela pesquisadora investiga mecanismos determinantes na interação vetor-hospedeiro-Leishmania, Os estudos poderão conduzir à identificação de novas vias inflamatórias associados com a imunopatogênese da leishmaniose das diversas formas clínicas da doença, bem como a proposta de novos potenciais alvos terapêuticos.

– Bruno Andrade contribui com estudos na pesquisa clínica na área de biomarcadores imunológicos de prognóstico e patogênese de doenças infecciosas (malária, tuberculose, HIV e leishmaniose) em países de alta endemicidade e em:
   *Modelos experimentais;
   *Imunopatogênese da infecção pelo HIV: fatores prognósticos;
   *Patofisiologia da síndrome inflamatória associada a imunorreconstituição;
   *Desenvolvimento de técnicas analíticas multidimensionais de bioestatística para estudo de biomarcadores em doenças infecciosas;  
   *Epidemiologia e patogênese de comorbidades infecciosas.

– Leonardo Farias: trabalha com estudos na linha de pesquisa de inflamação e vias de sinalização da leishmaniose. Na linha de pesquisa de prospecção de novos fármacos com atividade leishmanicida e imunomodulatória para o tratamento da leishmaniose cutânea, o potencial de um inibidor de histona demetilase será avaliado in vivo explorando o modelo de infecção de camundongos com L. braziliensis.

– Jorge Clarêncio Andrade contribui com sua larga experiência em citofluorimetria para identificar, ex vivo e in vitro, biomarcadores presentes na resposta imune celular em indivíduos com leishmaniose (tegumentar e visceral) que são refratários ao tratamento com glucantime.

Estudantes
Laiana arlego barbosa
Rafael de andrade inácio silva
Apoio Técnico-Científico
Jorge clarêncio souza andrade

Telefone: +55 (71) 3176-2259
E-mail: limi@bahia.fiocruz.br

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LPBM – Laboratório de Patologia e Biologia Molecular

O LPBM foi fundado em 1989, época em que foram iniciados estudos de imunopatologia da esquistossomose humana em parceria com os pesquisadores Donald Harn e John David, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard, por meio de Grant ICDR financiado pelo Instituto Nacional de Saúde Americano (NIH, sigla em inglês). Esses estudos foram realizados em áreas endêmicas das cidades de Itaquara e em Salvador e envolveram pacientes com a forma hepato-esplênica da doença internados no Hospital Geral Roberto Santos. Nesses estudos foram avaliadas as respostas imune celular e humoral, com publicação de trabalhos em periódicos internacionais, formação de mestres e doutores.

Durante o desenvolvimento do projeto foram implantadas ações multidisciplinares de intervenção, diagnóstico, tratamento, educação e informação da comunidade sobre a doença, resultando na queda drástica da prevalência da infecção pelo Schistosoma mansoni de 90% para 10%, intensidade de infecção com redução da carga parasitária e diminuição da morbidade e do grau de fibrose hepática, que foi avaliada por ultrassonografia.

Foram realizados ainda trabalhos nas cidades de Nazaré das Farinhas e Jequié em parceria com os pesquisadores Ronald Blanton e Isabel Parraga, da Case Western Reserve University, e pesquisadores Anamarlucia e Mauricio Barreto, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), visando avaliar o papel da infecção por helmintos no desenvolvimento de crianças infectadas pelo S. mansoni ou em associação com outros parasitos. Dessa parceria foram publicados vários trabalhos e treinados vários estudantes de nutrição, inclusive com formação de mestres e doutor.

Na área de virologia, o grupo possui equipe multidisciplinar que desenvolve pesquisas, prestação de serviços para o diagnóstico e genotipagem dos vírus B e C da hepatite, em parceria com professores da Faculdade de Medicina da UFBA e Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública da Fundação para o Desenvolvimento das Ciências. Cumpre ressaltar que o treinamento de vários profissionais tem sido realizado no LPBM, capacitando-os a desenvolver exames moleculares por RT-PCR para o diagnóstico e genotipagem do vírus C da hepatite. Por meio dessas atividades foram publicados trabalhos científicos, formados mestres e doutores e realizadas orientações de alunos de iniciação científica.

Em 1995, com a chegada de Albert Ko, pesquisador visitante da Universidade Cornell, foi composta uma equipe multidisciplinar, juntamente com o pesquisador Mitermayer Galvão dos Reis, que se dedicou à realização de trabalhos de pesquisa, assistência e atendimento para estudos de epidemiologia molecular e patogênese da leptospirose, pneumonias e meningites bacterianas em parceria com colegas do Hospital Couto Maia e com o pesquisador Lee Riley, da Universidade de Califórnia, em Berkeley. Estabelecemos um programa de Global Infectious Disease Training Program em 1999, que esta sendo realizado com os recursos de National Institutes of Health, dos Estados Unidos, e a Fiocruz e que tem um foco para endereçar os doenças infecciosas que surgiram no país por causa de urbanização rápida e desigualidade social. Foram publicados mais de 60 trabalhos científicos e treinados mais que 150 estudantes brasileiros e 40 americanos, com formação de mestres, doutores e estudantes de iniciação científica em epidemiologia clínica, estudos de campo e biologia molecular.

Registramos que, por meio dos estudos na área de leptospirose, foram validados e padronizados métodos diagnósticos, identificados e patenteados antígenos para diagnóstico da fase inicial da infecção na leptospirose, além da identificação de antígenos candidatos à vacina. Foi ainda sequenciado o genoma da Leptospira em parceria com várias instituições do Brasil. O grupo de estudo de epidemiologia molecular das meningites bacterianas tem desempenhado um papel importante na estruturação da vigilância hospitalar e de campo para a realização de estudos de coorte baseados na comunidade. Nas pneumonias, os estudos têm contribuído para a identificação de suscetibilidade antimicrobiana. No laboratório, também têm sido desenvolvidas pesquisas científicas na área de doença de Chagas, doença reumática e dengue.

O LPBM iniciou, em 1995, com a Dra. Marilda de Souza Gonçalves, uma equipe multidisciplinar para o desenvolvimento de atividades de pesquisa, assistência e serviços de referência no estudo de doenças genéticas e hematológicas, com foco principal no estudo de hemoglobinopatias. O grupo tem desenvolvido trabalhos voltados para a epidemiologia molecular e clínica, diagnóstico hematológico e bioquímico dessas doenças genéticas. O grupo possui parcerias bem consolidadas com a Faculdade de Farmácia da UFBA, a Fundação Hemocentro da Bahia (HEMOBA), o Hospital Universitário Professor Edgar Santos (HUPES), a Maternidade Climério de Oliveira, o Hospital Geral Roberto Santos e Hospital das Obras Sociais Irmã Dulce. O grupo contribuiu para o estabelecimento do diagnóstico de hemoglobinopatias, principalmente da hemoglobina S, que possui a prevalência de 1 portador de doença falciforme a cada 645 nascimentos na Bahia, constituindo-se em um problema social e de saúde pública.

As ações multidisciplinares de intervenção implementadas pelo projeto na cidade do Salvador através do diagnóstico, tratamento, educação e informação as comunidades sobre as hemoglobinopatias têm proporcionado diferença substancial nos índices de casos diagnosticados, no conhecimento clínico-laboratorial da doença e no índice de internamentos. Como resultado dessas atividades, foram publicados trabalhos científicos, formados mestres e doutores, e realizadas orientações de alunos de iniciação científica. No campo da educação social, o desenvolvimento do projeto apoiou a contribuiu para a criação da associação de portadores da anemia falciforme (ABADFAL).

 

Pesquisa
Adriano pereira coelho dos santosAilana freitas da silva santosAlbert icksang koAnderson cleiton freitas dos reisArthur lawrence reingoldCaroline brandi schlaepfer salesClarissa araújo gurgel rochaCrislaine gomes da silvaCristiane wanderley cardosoEdileuza soares passosEduardo antonio gonçalves ramosEliana almeida gomes reisElizabeth machado costa vitoria
Elsio augusto wunder júniorErivalda mendonca de aquinoGielson almeida do sacramentoGuilherme de sousa ribeiroIvana patricia dos santosJamary oliveira filhoJoice neves reisKaue jose pereira de jesusLaiara lopes dos santosLais helena pereira purificaçãoLee woodland rileyLeila carvalho camposLeonardo ferreira dos santos
Gestão
Cleiton guimarães carneiro
Nivison ruy rocha nery junior
Apoio Técnico-Científico
Adler dos santos oliveiraAlan dos santos sampaioAlbino lucas da silva montenegroAmanda santos de jesus Amelia maria pithon borges nunesAna claudia figueiredo guedesArlene susanne almeida malaquiasCaio graco zeppeliniCaline dos santos vasconcelosClaudio roberto andrade dos santosDaniela silva dos santosDiego maciel ferreiraElen rachel silva de jesus souzaElienai moreira dos santos
Macleia marques santana cruzMaiana lourenço silvaMariana santos silva Monique cavalcante da silvaPerla machado santanaRafael martins reis serraRaiane moreira coutinho da cruzRenato benÍcio bitencourt da silvaRomero de jesus nazareRomulo ivisson santos de deus da silvaSanny santana alvesTheomira mauadie de azevedo carmoYeonsoo sara lee

 

Telefone: + 55(71) 3176-2289/265
E-mail: lpbm@bahia.fiocruz.br

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LEMB – Laboratório de Epidemiologia Molecular e Bioestatística

O Laboratório de Epidemiologia Molecular e Bioestatística (LEMB) desenvolve pesquisas sobre a epidemiologia de doenças infecciosas e outros agravos de importância para a saúde pública. A sua equipe atua nos programas de pós-graduação do Instituto Gonçalo Moniz (IGM), além de colaborar com os demais laboratórios do centro na elaboração e na condução do plano de análise dos dados de projetos.

 

Gestão
Adriane mirla fontes silva

 

Telefone: + 55(71) 3176-2353
E-mail: lemb@bahia.fiocruz.br

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Doenças Crônico Degenerativas

Doenças crônico degenerativas são aquelas que, aliadas a um conjunto de fatores, levam à deterioração progressiva da saúde. A sua etiologia é multifatorial e sabe-se que existe uma interação entre comportamento, meio ambiente e perfil genético.

Na Fiocruz Bahia, são desenvolvidos estudos multidisciplinares relacionados a aspectos genéticos e metabólicos, processos de patogênese e evolução de doenças crônico-degenerativas. Os estudos realizados nessa área envolvem pesquisas em terapia celular, com estudos em medicina regenerativa, em diversas patologias, incluindo doenças neurológicas e trauma, por exemplo.

Incluídos neste grupo, estão estudos sobre mecanismos de dano vascular, autofagia, reparo tecidual e várias abordagens da resposta inflamatória.

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