LPBM – Laboratório de Patologia e Biologia Molecular

O LPBM foi fundado em 1989, época em que foram iniciados estudos de imunopatologia da esquistossomose humana em parceria com os pesquisadores Donald Harn e John David, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard, por meio de Grant ICDR financiado pelo Instituto Nacional de Saúde Americano (NIH, sigla em inglês). Esses estudos foram realizados em áreas endêmicas das cidades de Itaquara e em Salvador e envolveram pacientes com a forma hepato-esplênica da doença internados no Hospital Geral Roberto Santos. Nesses estudos foram avaliadas as respostas imune celular e humoral, com publicação de trabalhos em periódicos internacionais, formação de mestres e doutores.

Durante o desenvolvimento do projeto foram implantadas ações multidisciplinares de intervenção, diagnóstico, tratamento, educação e informação da comunidade sobre a doença, resultando na queda drástica da prevalência da infecção pelo Schistosoma mansoni de 90% para 10%, intensidade de infecção com redução da carga parasitária e diminuição da morbidade e do grau de fibrose hepática, que foi avaliada por ultrassonografia.

Foram realizados ainda trabalhos nas cidades de Nazaré das Farinhas e Jequié em parceria com os pesquisadores Ronald Blanton e Isabel Parraga, da Case Western Reserve University, e pesquisadores Anamarlucia e Mauricio Barreto, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), visando avaliar o papel da infecção por helmintos no desenvolvimento de crianças infectadas pelo S. mansoni ou em associação com outros parasitos. Dessa parceria foram publicados vários trabalhos e treinados vários estudantes de nutrição, inclusive com formação de mestres e doutor.

Na área de virologia, o grupo possui equipe multidisciplinar que desenvolve pesquisas, prestação de serviços para o diagnóstico e genotipagem dos vírus B e C da hepatite, em parceria com professores da Faculdade de Medicina da UFBA e Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública da Fundação para o Desenvolvimento das Ciências. Cumpre ressaltar que o treinamento de vários profissionais tem sido realizado no LPBM, capacitando-os a desenvolver exames moleculares por RT-PCR para o diagnóstico e genotipagem do vírus C da hepatite. Por meio dessas atividades foram publicados trabalhos científicos, formados mestres e doutores e realizadas orientações de alunos de iniciação científica.

Em 1995, com a chegada de Albert Ko, pesquisador visitante da Universidade Cornell, foi composta uma equipe multidisciplinar, juntamente com o pesquisador Mitermayer Galvão dos Reis, que se dedicou à realização de trabalhos de pesquisa, assistência e atendimento para estudos de epidemiologia molecular e patogênese da leptospirose, pneumonias e meningites bacterianas em parceria com colegas do Hospital Couto Maia e com o pesquisador Lee Riley, da Universidade de Califórnia, em Berkeley. Estabelecemos um programa de Global Infectious Disease Training Program em 1999, que esta sendo realizado com os recursos de National Institutes of Health, dos Estados Unidos, e a Fiocruz e que tem um foco para endereçar os doenças infecciosas que surgiram no país por causa de urbanização rápida e desigualidade social. Foram publicados mais de 60 trabalhos científicos e treinados mais que 150 estudantes brasileiros e 40 americanos, com formação de mestres, doutores e estudantes de iniciação científica em epidemiologia clínica, estudos de campo e biologia molecular.

Registramos que, por meio dos estudos na área de leptospirose, foram validados e padronizados métodos diagnósticos, identificados e patenteados antígenos para diagnóstico da fase inicial da infecção na leptospirose, além da identificação de antígenos candidatos à vacina. Foi ainda sequenciado o genoma da Leptospira em parceria com várias instituições do Brasil. O grupo de estudo de epidemiologia molecular das meningites bacterianas tem desempenhado um papel importante na estruturação da vigilância hospitalar e de campo para a realização de estudos de coorte baseados na comunidade. Nas pneumonias, os estudos têm contribuído para a identificação de suscetibilidade antimicrobiana. No laboratório, também têm sido desenvolvidas pesquisas científicas na área de doença de Chagas, doença reumática e dengue.

O LPBM iniciou, em 1995, com a Dra. Marilda de Souza Gonçalves, uma equipe multidisciplinar para o desenvolvimento de atividades de pesquisa, assistência e serviços de referência no estudo de doenças genéticas e hematológicas, com foco principal no estudo de hemoglobinopatias. O grupo tem desenvolvido trabalhos voltados para a epidemiologia molecular e clínica, diagnóstico hematológico e bioquímico dessas doenças genéticas. O grupo possui parcerias bem consolidadas com a Faculdade de Farmácia da UFBA, a Fundação Hemocentro da Bahia (HEMOBA), o Hospital Universitário Professor Edgar Santos (HUPES), a Maternidade Climério de Oliveira, o Hospital Geral Roberto Santos e Hospital das Obras Sociais Irmã Dulce. O grupo contribuiu para o estabelecimento do diagnóstico de hemoglobinopatias, principalmente da hemoglobina S, que possui a prevalência de 1 portador de doença falciforme a cada 645 nascimentos na Bahia, constituindo-se em um problema social e de saúde pública.

As ações multidisciplinares de intervenção implementadas pelo projeto na cidade do Salvador através do diagnóstico, tratamento, educação e informação as comunidades sobre as hemoglobinopatias têm proporcionado diferença substancial nos índices de casos diagnosticados, no conhecimento clínico-laboratorial da doença e no índice de internamentos. Como resultado dessas atividades, foram publicados trabalhos científicos, formados mestres e doutores, e realizadas orientações de alunos de iniciação científica. No campo da educação social, o desenvolvimento do projeto apoiou a contribuiu para a criação da associação de portadores da anemia falciforme (ABADFAL).

 

Pesquisa
Adriano pereira coelho dos santosAilana freitas da silva santosAlbert icksang koAnderson cleiton freitas dos reisArthur lawrence reingoldCaroline brandi schlaepfer salesClarissa araújo gurgel rochaCleiton guimarães carneiroCrislaine gomes da silvaEdileuza soares passosEduardo antonio gonçalves ramosEliana almeida gomes reisElizabeth machado costa vitoriaElsio augusto wunder júniorErivalda mendonca de aquino
Leonardo ferreira dos santosLorena gomes santosLuciano kalabric silva (Subchefe)Lúcio macedo barbosaMarcela de oliveira ferreiraMaria cristina venegas vargasMaria jose de jesus oliveiraMayara carvalho de santanaMitermayer galvão dos reis (Chefe)Paula sousa barbosaPedro santos muccillo reisRamon reinalde couto de andradeRenan rosa da anunciaçãoRonald blantonSoraia machado cordeiro
Gestão
Gilnei gomes santos
Monique cavalcante da silva
Nivison ruy rocha nery junior

 

Telefone: + 55(71) 3176-2289/265
E-mail: lpbm@bahia.fiocruz.br

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LIP – Laboratório de Imunoparasitologia

O Laboratório de Imunoparasitologia (LIP) iniciou suas atividades em 1998, como um dos laboratórios integrantes da Unidade Técnico Científica do Instituto Gonçalo Muniz (IGM), pertencente à Fiocruz. A atuação do LIP está pautada na missão desta instituição em promover a saúde e o desenvolvimento social, gerando e difundindo conhecimento científico e tecnológico.

Desde o início de suas atividades, o LIP desenvolve projeto de pesquisa básica, envolvendo pacientes e modelos experimentais de infecção por Leishmania. Estes projetos contam com a participação ativa de alunos de graduação e de pós-graduação. Em paralelo, a equipe participa na orientação de alunos do ensino médio, contribuindo para a inserção de jovens na carreira científica. Os estudos desenvolvidos resultaram em inúmeras publicações em revistas de circulação nacional e internacional, estabelecimento de diversas colaborações ao longo dos anos e, sobretudo, reconhecimento por pares.

Em paralelo às atividades de docência na pós-graduação, de pesquisa e de atenção à saúde, os servidores do laboratório também vêm participando de comissões de gestão de diversos setores do IGM, a exemplo da CEUA, Conselho Deliberativo e colegiados de curso de pós-graduação.

 

Estudantes
Amanda canário andrade azevedoAmanda costa nascimento de carvalhoAna beatriz marques diniz guerra de andradeAugusto marcelino pedreira de carvalhoCamila sampaio ribeiroCarla pires magalhãesCibele tereza deolinda machado orgeFabiana santana celesFelipe guimarães torresFrancys andreina avendaño rangelGabriel almeida peixotoGabriele alves cajaty
Helenita costa quadrosHelton fabio santos de araujo juniorIsabele de pádua carvalhoJosé irahe kasprzykowski gonçalvesJuqueline rocha cristalLaís de macêdo ferreira santosLaise brandão oliveiraLucas gentil azevedoMarcos brazMaria da purificação pereira da silvaMateus vinicius mota de santanaMyla lôbo de souza
Paula milena melo casaisPedro brito borbaRebecca pereira curveloSamuel amorim nunes Sayonara de melo vianaTassia milenna oliveira de souza Thaline mabel sousa santosThiago cerqueira silvaVinicius costa souza ferreiraVinícius couto pires
Gestão
Juliana gomes oliveira

 

Telefone: + 55(71) 3176-2259
E-mail: lip@bahia.fiocruz.br

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LIMI – Laboratório Integrado de Microbiologia e Imunoregulação

O Laboratório Integrado de Microbiologia e Imunoregulação (LIMI) tem como missão primordial a realização de investigação científica nas áreas de agentes infecciosos intracelulares, com ênfase em Leishmania e micobactérias, no fenômeno de morte celular programada e em inflamação. Ao investigar estes fenômenos, o LIMI se volta para a capacitação avançada de pessoal, realizando atividades de prestações de serviços e outras atividades de suporte na sua área de atuação. Nas atividades de pesquisa, o LIMI promove ativamente a interação e integração entre as questões epidemiológicas, clínicas e básicas. Além da integração entre os campos científicos, o LIMI promove um relacionamento harmônico com outras instituições científicas e assistenciais que atuam na mesma área do conhecimento.

Neste sentido, além de procurar manter e intensificar o seu relacionamento com diversas unidades da Universidade Federal da Bahia (UFBA), o LIMI procura atuar em conjunto com outros órgãos do Governo Federal, das Secretarias de Saúde Estadual e Municipal, e instituições privadas com prioridade para as sem fim lucrativo. No estabelecimento de atividades conjuntas, busca atingir os benefícios e melhorias das condições de atuação das diversas instituições envolvidas.

 

Estudantes
Alice sarno martins dos santosCamila mattos andradeClarissa cunha santanaDanielle devequi gomes nunesElissandro miranda martinsEvelyn farias portela da silvaFlávio henrique de jesus santosGraziele quintela de carvalhoHilária freitas andrade silveiraHugo ribeiro de jesus almeidaIcaro bonyek santos da silva
Milena lázaro de souzaPaloma peixoto dos santos fiuzaPaulo sérgio de morais da silveira mattosPriscila valera guerraRafael teixeira tiburcio dos santosRita terezinha de oliveira carneiroSara nunes de oliveira araujoScarlet torres moraes motaSilas gabriel souza de oliveiraThiale borges silva dos santos

 

Telefone: +55 (71) 3176-2259
E-mail: limi@bahia.fiocruz.br

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LEMB – Laboratório de Epidemiologia Molecular e Bioestatística

O Laboratório de Epidemiologia Molecular e Bioestatística (LEMB) desenvolve pesquisas sobre a epidemiologia de doenças infecciosas e outros agravos de importância para a saúde pública. A sua equipe atua nos programas de pós-graduação do Instituto Gonçalo Moniz (IGM), além de colaborar com os demais laboratórios do centro na elaboração e na condução do plano de análise dos dados de projetos.

 

Gestão
Adriane mirla fontes silva

 

Telefone: + 55(71) 3176-2353
E-mail: lemb@bahia.fiocruz.br

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LASP – Laboratório Avançado de Saúde Pública

O Laboratório Avançado de Saúde Pública (LASP) foi implantado no Instituto Gonçalo Moniz em 1988, inicialmente como Centro de Referência para o Isolamento e Caracterização do HIV no Brasil e para o Diagnóstico das Retroviroses Humanas. No final dos anos 1990, foi incluída uma nova linha de pesquisa sobre o HTLV, ocasião em que foi demostrado uma alta prevalência deste vírus em doadores de banco de sangue, sendo Salvador a capital com maior prevalência.

No início dos anos 2000, após a demostração de que cerca de 2% da população desta cidade estava infectada pelo HTLV, cerca de 50.000 pessoas, decidiu-se pela criação de um centro multidisciplinar, voltado essencialmente para a assistência destes pacientes. Desta maneira, por meio de um convênio entre a Fundação Bahiana para o Desenvolvimento da Ciência (FBDC) e a Fiocruz foi inaugurado, em 2002, o Centro Integrado de HTLV (CHTLV) no campus de Brotas da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP).

Atualmente, o LASP desenvolve estudos em retrovírus humanos e doenças infecciosas associadas, especialmente tuberculose e leishmaniose, na identificação de biomarcadores imunológicos associados ao desenvolvimento de doenças e na prevalência e impacto das doenças infecciosas associadas aos retrovírus. No contexto da infecção por HTLV, busca-se identificar fármacos com a capacidade de modular a resposta imune de indivíduos infectados por este vírus.

 

Gestão
Maria eugenia pondé de góes
Rita de cassia jesus de santana
Apoio Técnico-Científico
Jurema santos carrilho
Noilson lázaro sousa gonçalves

 

 

Telefone: +55 (71) 3176-2213
E-mail: lasp@bahia.fiocruz.br

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LAPEX – Laboratório da Patologia Experimental

O Laboratório de Pesquisa Experimental (LAPEX) foi criado com o intuito de dar prosseguimento aos estudos sobre a fibrose hepática, iniciados no Serviço de Patologia do Hospital Universitário Professor Edgard Santos da Universidade Federal da Bahia (HUPES/UFBA) com material da patologia humana. O objetivo do LAPEX é investigar aspectos ligados à patogenia da fibrose hepática nas principais doenças endêmicas brasileiras, com utilização dos recursos da patologia experimental.

Com especial interesse pelas doenças hepáticas o LAPEX, em parceria com o Laboratório de Imunopatologia (LIP), o Laboratório de Patologia e Biologia Molecular (LPBM) e o Departamento de Gastro-Hepatologia da Faculdade de Medicina da UFBA, desenvolve um serviço de referência na Bahia na investigação de enfermidades hepáticas humanas, tais como as hepatites B e C. O laboratório realiza estudos de material de biópsias hepáticas e faz os diagnósticos de casos remetidos por unidades de saúde da Bahia e demais estados do Brasil.

O LAPEX também desenvolve pesquisas com base no estudo da patogenia da fibrose hepática em três modelos:

a) Fibrose hepática de tipo septal (Capillaria hepática);

b) Fibrose hepática causada pelo Schistosoma mansoni;

c) Cirrose hepática pelo tetracloreto de carbono.

 

Gestão
Valdenice de oliveira e silva
Apoio Técnico-Científico
Antonio carlos da silva santos

 

Telefone: +55 (71) 3176-2206
E-mail: lapex@bahia.fiocruz.br

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Doenças Bacterianas

As bactérias e micobacterias são causadoras de algumas das doenças responsáveis por grande número de óbitos no mundo, além de comprometer a qualidade de vida de milhões de indivíduos. Entre estas doenças, destacamos a leptospirose, que é um problema importante de saúde pública mundial, com cerca de um milhão de casos novos por ano, e que tem alta prevalência na Bahia. Entre as micobacterioses, destaca-se a tuberculose que é responsável, somente no Brasil, por cerca de 4,6 mil mortes por ano, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

A Fiocruz Bahia realiza abordagens epidemiológicas para determinação de prevalência e fatores de riscos, além de avaliações prospectivas em vigilância epidemiológica em doenças causadas por Leptospira spp e Mycobacterium spp, dentre outras bactérias. Merecem menção os estudos tecnológicos, sobretudo na busca do desenvolvimento de testes diagnósticos para leptospirose e micobacterioses, assim como estudos visando a identificação de marcadores prognósticos e imunológicos, seguidos daqueles na investigação sobre patogênese.

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