Estudo compara desempenho diagnóstico de lipídios de diferentes cepas de M. tuberculosis

Um estudo avaliou o uso de lipídios apolares em testes de ELISA (Enzyme Linked Immuno Sorbent Assay), um tipo de exame laboratorial, para ajudar no diagnóstico da tuberculose. O trabalho teve a participação dos pesquisadores da Fiocruz Bahia, Fred Luciano Neves Santos, Sérgio Arruda e Adriano Queiroz, e foi publicado no periódico Diagnostic Microbiology and Infectious Disease.

Os pesquisadores usaram lipídios apolares extraídos de duas cepas da bactéria Mycobacterium tuberculosis, uma normal (selvagem) e outra modificada geneticamente (knockout), para testar se essas substâncias poderiam ser usadas para identificar a doença. Eles analisaram amostras de sangue de 45 pacientes com tuberculose, bem como de pessoas saudáveis com resultados positivos e negativos para a doença em outro teste chamado IGRA (Interferon Gamma Release Assay), um teste sorológico que mede a resposta do sistema imunológico à bactéria da tuberculose. Além disso, o estudo avaliou indivíduos com sintomas respiratórios, mas sem a enfermidade.

Os resultados mostraram que os anticorpos IgG contra os lipídios da cepa selvagem conseguiram diferenciar os pacientes com tuberculose dos indivíduos saudáveis positivos no IGRA, mas com uma precisão moderada. Já os lipídios da cepa modificada não apresentaram grandes diferenças entre os grupos. Os pesquisadores destacaram que pessoas com sintomas respiratórios, mas sem tuberculose, tiveram níveis elevados desses anticorpos, o que chamou a atenção. Apesar disso, os lipídios apolares de Mycobacterium tuberculosis, de modo geral, não se mostraram muito eficazes como ferramenta diagnóstica.

No entanto, os resultados sugerem que certos lipídios que faltam na cepa modificada podem ter importância na resposta imunológica em pacientes com a doença. A investigação aponta para a necessidade da realização de mais estudos de triagem de antígenos baseados em classes lipídicas que possam identificar alvos promissores para o desenvolvimento de um novo teste de diagnóstico de tuberculose baseado em ELISA.

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Seminário Novembro Negro abordará reflexões e ações para a igualdade racial

O Seminário Novembro Negro: Reflexões e Ações para a Igualdade Racial será realizado no dia 29 de novembro, das 9h às 17h, no auditório Sonia Andrade, na Fiocruz Bahia. O evento, que integra as celebrações do Novembro Negro, é organizado pelo Núcleo Pró-equidade e Gênero e Raça da Fiocruz Bahia, em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores da Fiocruz (Asfoc-Bahia).

As inscrições podem ser realizadas através do link e contará com certificado com carga horária de 8h. O evento também terá transmissão online pelo Canal no Youtube da Fiocruz Bahia.

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Prêmio de Incentivo em Ciência e Tecnologia para o SUS

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Desde 2002, o Ministério da Saúde premia a comunidade científica por meio do Prêmio de Incentivo em Ciência e Tecnologia para o SUS. A iniciativa é mais uma das ações do ministério que busca valorizar os pesquisadores e suas pesquisas, indispensáveis para o desenvolvimento das políticas públicas de saúde no país.

Os candidatos poderão concorrer em quatro diferentes categorias: tese de doutorado (com premiação no valor de R$ 50 mil); dissertação de mestrado (R$ 30 mil); trabalho científico publicado (R$ 50 mil) e monografia de especialização ou residência (R$ 15 mil).

Estão aptos a participar do Prêmio de Incentivo em C&T para o SUS – 2016 pesquisadores, estudiosos e profissionais de saúde ou qualquer área do conhecimento científico com produção em pós-graduação de trabalhos acadêmicos aprovados e concluídos ou publicados em revista científica indexada no período de 18 de maio de 2015 a 9 de maio de 2016, na temática de Ciência e Tecnologia em Saúde.

Inscrições: 10/05 a 27/06/2016.

Dúvidas sobre o edital devem ser enviadas para o e-mail: decit.premio@saude.gov.br

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