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Na terça-feira, 10/02, a Fiocruz Bahia recebeu a visita das estudantes do Colégio Estadual Quilombola de Tempo Integral da Bacia do Iguape (CEQBI), localizado em Santiago do Iguape, no município de Cachoeira, no recôncavo baiano. O evento faz parte das celebrações da Fundação Oswaldo Cruz em homenagem ao Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência.
A programação teve início com a recepção das estudantes. Em seguida, a mesa de abertura contou com a presença da vice-diretora de Ensino e Informação, Clarissa Gurgel e da representante da vice-diretoria, Valéria Borges, além das integrantes da comissão organizadora, Karine Damasceno, Natália Tavares e Marilda Gonçalves. Também participaram da atividade os bolsistas do projeto.
Durante as boas vindas, Karine Damasceno agradeceu a presença das estudantes e reforçou o papel do projeto de incentivar meninas e estudantes do ensino médio das escolas públicas a seguirem as carreiras de ciência e de tecnologia, promovendo, dentre outras atividades, visitas e palestras com cientistas da Fiocruz Bahia.
A vice-diretora de Ensino e Informação, Clarissa Gurgel, destacou o direito de meninas e mulheres ocuparem espaços na ciência no presente e no futuro. “Eu desejo que vocês encontrem inspiração, sigam curiosas, sigam fazendo perguntas e que nunca tenham medo de mudar de ideia porque isso é muito importante”, disse.
Valeria Borges, que também representou a Vice-diretoria de Ensino e Informação da Fiocruz Bahia, destacou a necessidade de abrir as portas da instituição para as meninas com o objetivo de despertar o interesse pelo fazer científico. “Desejo que vocês se encantem pela possibilidade de fazer ciência e, mesmo sabendo que o caminho pode ser difícil, que vocês despertem e sigam brilhando na ciência e onde quer que queiram estar”, reforçou.
Natália Tavares, membro da comissão organizadora do projeto, falou sobre a iniciativa que teve início em 2019 e segue realizando diversas atividades ao longo de seis edições. “Nós estamos aqui participando dessa celebração que tem o objetivo de falar e incentivar que as meninas estejam na ciência, ocupando espaços”, afirmou.
Marilda Gonçalves, que também integra a comissão organizadora do Meninas Baianas na Ciência, falou da importância da atividade que mostra para as jovens estudantes que as mulheres também podem estar em posições de liderança, gerindo e coordenando equipes. “Esse despertar é muito importante porque nós queremos vocês aqui. O recado que nós queremos deixar é que é possível”, destacou.
Durante o evento, a Jacquelline Viana Fernandes, professora do CEQBI, também destacou a importância de promover atividades voltadas especialmente para meninas quilombolas do interior da Bahia. “Estarmos aqui representando um colégio quilombola, representando meninas que querem viver o despertar da ciência é uma reparação histórica imensa”, declarou.
Inspiração para futuras cientistas
A atividade contou com um bate-papo com as bolsistas do projeto Meninas Baianas na Ciência, marcada por trocas, aprendizados e valorização das contribuições das cientistas para a sociedade. As estudantes também puderam visitar as instalações da Fiocruz Bahia, passando pelos laboratórios, plataformas de serviços, biblioteca, conhecendo mais sobre a história da instituição.
Para a estudante Milena Jesus de Oliveira, de 18 anos, a visita foi uma oportunidade de entender e conhecer histórias e trajetórias das mulheres na ciência. “Com certeza eu aprendi muitas coisas que poderei usar daqui pra frente”, afirmou.
Segundo Naíne Mendes, de 16 anos, o evento proporcionou uma realidade diferente da vivida na cidade de Cachoeira. “Na nossa escola, não temos toda a estrutura que conhecemos aqui hoje. Foi muito emocionante porque pudemos conhecer tudo que as pesquisadoras passaram até chegar onde estão”, relatou.
Alessandra de Jesus Souza, de 17 anos, falou sobre o aprendizado de forma leve e descontraída. Para a estudante o evento foi inspirador. “Eu quero fazer faculdade de medicina, mas tenho muito medo de não conseguir, mas quando eu entrei no laboratório, me fez gostar bastante e voltei a pensar em medicina porque eu gosto muito,” afirmou.












Por Dalila Brito | Fotos: Iana Mota

