Fiocruz Bahia promove ciclo de palestras sobre enfrentamento à violência contra mulher e assédio no ambiente de trabalho

Getting your Trinity Audio player ready...

Com o objetivo de contribuir para o enfrentamento à violência contra a mulher e ao assédio no ambiente de trabalho, a Fiocruz Bahia realizou um ciclo de palestras com importantes discussões. O evento, realizado na terça-feira, 17/03, no auditório Sonia Andrade, foi organizado pelo Núcleo de Saúde do Trabalhador (NUST) e reuniu homens e mulheres interessados em contribuir com essa importante causa. 

Durante a abertura da atividade, a Vice-Diretora de Gestão da Fiocruz Bahia, Flavia Maciel, falou sobre o compromisso na promoção de atividades e ações educativas que contribuam para ampliar discussões sobre gênero e raça, reforçando a importância de garantir os direitos das mulheres. “ Nossa instituição tem tolerância zero para racismo, homofobia, questões sobre violência… nós sabemos que temos uma sociedade machista, mas temos que fazer a nossa parte”, disse. 

Em seguida, Débora Lopes Chabi, Delegada Titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher, de Periperi, apresentou a palestra “Violência doméstica e assédio no ambiente de trabalho”. A convidada falou sobre os casos de violência no país, propondo importantes reflexões acerca dos desafios sobre o tema. “A violência doméstica e o assédio sexual é uma realidade que atinge muitas pessoas e por muito tempo ficaram silenciados. Essa é uma oportunidade de conscientização, reflexão e enfrentamento a essa questão tão presente na nossa sociedade”, destacou. 

A programação continuou com a palestra “Violência Contra a Mulher no Brasil: Panorama atual, desafios e estratégias de prevenção”, ministrada pela 4ª Promotora, da 1ª Promotoria de Justiça de Direitos, Drª Márcia Teixeira. A convidada apresentou as raízes da violência de gênero, destacando a relação entre racismo, misogenia, homofobia e outras formas de violência e discriminação. “O feminicídio não é um problema só da mulher. A violência não é um problema só da mulher. Esse é um problema da sociedade, do Estado, das políticas públicas e da falta de investimento para que nós, mulheres, possamos ter uma vida em paz e mais saudável”, defendeu. 

Para a servidora da Fiocruz Bahia, Gleicielle Andrade, uma das organizadoras do evento, a iniciativa é uma estratégia para o fortalecimento da cultura institucional no que diz respeito ao acolhimento, escuta e enfrentamento às diversas formas de violência, somando esforços à campanha da Fundação Oswaldo Cruz, intitulada “Feminicídio zero: por mulheres vivas, saudáveis e respeitadas”.

Por Dalila Brito | Fotos: Dalila Brito

twitterFacebookmail
[print-me]