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A Fiocruz Bahia marcou presença no I Encontro de Pós-Graduação em Pesquisa Clínica (PGPC): Nos caminhos da Saúde Única e da Inteligência Artificial. O evento, realizado no dia 02 de dezembro, no Rio de Janeiro, é resultado da parceria dos programas de pós-graduação da Fiocruz Bahia, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu e do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
A iniciativa tem como principal objetivo promover o diálogo entre os programas e estimular colaborações científicas em um cenário de transformação contínua, inaugurando um espaço interdisciplinar que conecta Uma Só Saúde (One Health) às inovações em Inteligência Artificial aplicadas à saúde. A programação, que contou com uma série de palestras, reuniu pesquisadores, estudantes, representantes de instituições de ensino e pesquisa.
O encontro contou ainda com o 2º Hackathon em Pesquisa Clínica, promovido em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e a Universidade Federal Fluminense (UFF). O Programa de Pós-Graduação e Pesquisa Clínica da Fiocruz Bahia foi representado por Claudia Patrícia Alvarez Contreras e Luana Beatriz Lemes que integram as equipes vencedoras no primeiro e segundo lugar, respectivamente.
Para a pesquisadora da Fiocruz Bahia, Maria da Conceição Almeida, o encontro foi extremamente rico, com apresentações de temas na vanguarda do conhecimento, como inteligência artificial e saúde única. “Nossa participação no 2º Hackathon em Pesquisa Clínica nos colocou diante dos desafios relacionados ao uso da tecnologia e da inovação, com foco no desenvolvimento ágil de soluções aplicadas à saúde, especialmente voltadas para o SUS. Foi inspirador acompanhar os grupos de trabalho criando soluções para problemas de pesquisa por meio do uso de tecnologias avançadas, demonstrando criatividade, colaboração e comprometimento com a transformação da área da saúde”, afirmou.
A pesquisadora da instituição, Theolis Bessa, também participou do evento e destacou a importância de trocar experiências com outros programas. “Carecemos de soluções integradas de cuidado e prevenção que respondam aos desafios encontrados em nossa população, e de desenvolvimento nacional estratégico em insumos e protocolos que dêem conta da nossa realidade epidemiológica, impactada pelas desigualdades, pelas agressões ao meio ambiente, pelas mudanças climáticas. Vivenciar o Hackathon e ver como soluções inovadoras podem ser aceleradas pela cooperação entre os estudantes de diferentes formações também foi muito inspirador”, disse.
Claudia Alvarez, pós-doutoranda da Fiocruz Bahia, descreveu a sua participação como um desafio intenso e enriquecedor. “Trabalhar sob pressão e aplicar métodos de inovação para criar soluções reais para o Sistema Único de Saúde (SUS) valida a importância da pesquisa translacional em nossa área”, afirmou a estudante que integra a equipe premiada com o projeto: “Surdez idiopática: lacunas no acesso ao diagnóstico genético e implicações em saúde pública”. Segundo ela, “a conquista reforça o compromisso com a excelência científica e o desenvolvimento de soluções que impactam diretamente a saúde pública”.
Luana Lemes, pós-doutoranda da Fiocruz Bahia, também falou sobre a oportunidade de pensar em soluções inovadoras para as questões de saúde pública. “Foi possível conhecer um pouco mais sobre o desenvolvimento de pesquisas de diversos estudantes e grupos de estudos e, além disso, também tivemos a oportunidade de dialogar sobre ciência e sociedade em diversos aspectos importantes, incluindo debates atuais sobre o uso de Inteligência artificial e sobre os desafios futuros na pesquisa clínica”, afirmou ela que integra a equipe responsável pelo projeto intitulado “Qualidade da dieta e presença de esteatose em pessoas vivendo com HIV/AIDS”, trabalho que avaliou o padrão alimentar e o risco de doença hepática esteatótica nessa população.
Confira a lista de premiados:
1º lugar — Surdez idiopática: lacunas no acesso ao diagnóstico genético e implicações em saúde pública
Projeto que propõe ampliar o acesso ao diagnóstico etiológico da surdez idiopática por meio de abordagem genética.
Majoy Gonçalves Couto da Cunha (INI/Fiocruz)
Luiz Gabriel Moraes Pihieor (UFF)
Claudia Patrícia Alvarez Contreras (IGM/Fiocruz Bahia)
Yasmin Martins de Souza (INI/Fiocruz)
Renata da Fonseca Paixão Sperry (HCPA)
Lorrany Oliveira Correa (INI/Fiocruz)
2º lugar — Qualidade da dieta e presença de esteatose em pessoas vivendo com HIV/AIDS
Trabalho que avaliou o padrão alimentar e o risco de doença hepática esteatótica nessa população.
Larissa Cristina de Souza Santos (INI/Fiocruz)
Lilian Araujo de Carvalho(INI/Fiocruz)
Vanessa de Fatima Castro Ramos (INI/Fiocruz)
Felipe Colmeneiro dos Santos (HCPA)
Luana Beatriz Lemes (IGM/Fiocruz Bahia)
Amanda Orlando Reis (INI/Fiocruz)
3º lugar — Impacto da vacinação contra a dengue em municípios de pequeno porte de Minas Gerais
Pesquisa que analisou o impacto da vacinação em localidades onde a dengue permanece como principal desafio de saúde pública.
Anna Karolina Andrade Moura (INI/Fiocruz)
Fernanda Cristina Corrêa de Almeida Gomes (INI/Fiocruz)
Luciana Siqueira Candido Brito (Unirio)
Fernanda Cristina Corrêa de Almeida Gomes (INI/Fiocruz)
Hytalo de Jesus Silva (INI/Fiocruz)
Ayrton Surica (UFF)










