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Realizada entre os dias 22 e 24/10, a programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia da Fiocruz Bahia contou com exposições, rodas de conversa e atividades interativas. Participaram das atividades os estudantes do Colégio Maanaim, do Colégio Estadual Deputado Manoel Novaes, do Colégio Estadual Luís Viana, Colégio Estadual Professor Carlos Barros, do Colégio Estadual Dinah Gonçalves e do Colégio Bom Pastor, além do Colégio Central da Bahia e do Colégio 2 de Julho.
Durante a mesa de abertura, realizada na quarta-feira, 22/10, o diretor da Fiocruz Bahia, Valdeyer dos Reis, deu as boas-vindas aos convidados e falou da importância de abrir as portas da unidade para a comunidade, ajudando a despertar o interesse dos jovens pela ciência. “A casa é de vocês! Eu espero que vocês se encontrem, se inspirem e, no futuro, possam estudar e trabalhar conosco, produzindo ciência de impacto para a sociedade para que possamos mudar a realidade do nosso país”, afirmou.
Em seguida, a vice-diretora de Ensino e Informação, Clarissa Gurgel, também recepcionou os visitantes, destacando o tema da SNCT 2025. “Falar de planeta água é falar de nós mesmos porque é através dela que estamos todos conectados. Nós somos pequenos oceanos em movimento, parte viva do planeta água”, disse.
A programação teve início com a roda de conversa ‘Crise climática em território quilombola’, apresentada pela pesquisadora da Fiocruz Bahia, Nelzair Vianna. Durante a sua fala, Nelzair destacou os trabalhos desenvolvidos na Ilha de Maré, em Salvador, e a participação da comunidade na produção do conhecimento científico. A convidada também falou sobre a importância do tema escolhido para a SNCT 2025. “O tema dessa semana nos convida a olhar para a água de forma ampla. Não apenas como um recurso, mas como elemento vital, político e simbólico que atravessa os nossos corpos, nossos territórios e revela as desigualdades que existem em nosso país”, refletiu
Durante a tarde, a roda de conversa ‘Água e vida no semiárido: o superpoder das cisternas’ foi ministrada por Paulo Victor Maciel da Costa, pesquisador do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde – Cidacs/Fiocruz Bahia. Já na quinta-feira, 23/10, a roda ‘Alterações climáticas: como a cidade afeta a nossa vida’, foi ministrada por Sofia R. Maito Velasco, também pesquisadora do Cidacs/Fiocruz Bahia.
A programação contou ainda com a mesa ‘Saúde Única e Planeta Água: ciência para cuidar do futuro’, apresentada pela pesquisadora da Fiocruz Bahia, Deborah Bittencourt Mothé; e com a Sessão Científica: O oceano começa no riacho: saúde, clima e o invisível que nos protege’, ministrada pela pesquisadora e professora do Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia, Adriana Oliveira Medeiros.
Os estudantes também puderam aproveitar a programação especial da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma/Fiocruz) com três dias de atividades sobre a importância das baleias-jubarte para o litoral do estado.
Participação dos estudantes
Além da participação nas atividades, os estudantes tiveram a oportunidade de visitar as instalações da Fiocruz Bahia, conhecendo as Plataformas Tecnológicas de Serviços, que atuam no apoio diagnóstico especializado, em parceria com alguns hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS).
Samuel Oliveira da Silva, estudante do Colégio Estadual Dinah Gonçalves, participou da visita pela primeira vez e descreveu a experiência como uma oportunidade de complementar os conteúdos trabalhados pelos professores em sala de aula. “Vou sair daqui com muito conhecimento, vai reforçar o meu aprendizado e dos meus colegas também. Foi muito massa, muito legal participar desse projeto”, disse.
Isadora Souza da Silva, que também é estudante do Colégio Estadual Dinah Gonçalves, já participou do evento outras vezes e segue interessada pelo universo da ciência. “Eu já vim outras vezes e sempre aprendo bastante coisa, foi uma experiência maravilhosa”, afirmou.
Marco Antonio Duarte, professor de física e matemática, acompanhou os alunos pela segunda vez e falou sobre a importância de despertar o interesse pela ciência e suas contribuições para o mundo. “Nesse ano tivemos vários alunos que se interessaram. É muito importante uma atividade dessa para os nossos alunos se interessarem pelas melhorias do mundo que, infelizmente, tem sido degradado diariamente”, ponderou.
A 22ª Semana Nacional de Ciências e Tecnologia faz parte do Programa Nacional de Popularização da Ciência – Pop Ciência – e tem apoio da Amigos Museu da Vida Fiocruz, CNPq, além da parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro. O evento contou com recursos da Fundação Oswaldo Cruz, da Fiotec e Ministério de Ciências, Tecnologia e Inovação.







































Por: Dalila Brito | Fotos: Iana Motta

