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Aluno: Sergio Santos Silva Junior
Orientandor: Dr. Cássio Santana Meira
Coorientadora: Dra. Sabrina Teixeira Martinez.
Título da Dissertação: “AVALIAÇÃO DO POTENCIAL IMUNOMODULADOR DA CAULERPINA EM CÉLULAS MONONUCLEARES DE SANGUE PERIFÉRICO HUMANO”
Data: 03/07/2026
Horário: 13:30h
Local: Auditório Sônia Andrade no IGM/Fiocruz.
Banca:
Dr. Ericks Sousa Soares – Aptah Bio – Florianópolis/SC
Dra. Luana Leandro Gois – UFBA
Dr. Vinícius Pinto Costa Rocha – IGM/Fiocruz (Presidente da Banca)
Suplente:
Dra. Theolis Costa Barbosa Bessa – IGM/Fiocruz
RESUMO:
Introdução: A inflamação desempenha papel central na patogênese de diversas doenças imunomediadas. Embora anti-inflamatórios não esteroidais e glicocorticoides sejam amplamente utilizados, seus efeitos adversos limitam o uso prolongado, reforçando a necessidade de novas estratégias terapêuticas. A caulerpina, um alcaloide bisindólico isolado da alga Caulerpa racemosa, tem despertado interesse devido ao seu potencial imunomodulador. Objetivo: Avaliar os efeitos imunomoduladores da caulerpina em células mononucleares de sangue periférico humano (PBMCs) e investigar seus possíveis mecanismos de ação. Materiais e Métodos: Inicialmente, a molécula foi caracterizada por análises in silico utilizando a plataforma ADMETLAB 3.0. PBMCs de voluntários saudáveis foram empregadas em ensaios de citotoxicidade, linfoproliferação, análise do ciclo celular, quantificação de citocinas (IL-2 e IFNγ) por ELISA e avaliação da expressão gênica por RT-qPCR. Estudos de ancoragem molecular, atividade enzimática da calcineurina e imunofenotipagem por citometria de fluxo foram realizados para investigação do mecanismo de ação. Resultados: A caulerpina apresentou propriedades físico-químicas compatíveis com fármacos orais, conforme análise in silico pela plataforma ADMETLAB 3.0, com destaque para a conformidade com as regras de Lipinski, Pfizer, GSK e Golden Triangle, além de bons índices de QED, MCE-18 e NP Score. Nos ensaios de citotoxicidade, a molécula demonstrou ser segura, mantendo viabilidade celular acima de 95% nas concentrações de 10 a 40 μM. Em seguida, testes de linfoproliferação mostraram que a caulerpina reduziu significativamente (p < 0,05) a proliferação de PBMCs ativadas com PHA, efeito comparável à dexametasona. A dosagem de citocinas revelou redução nos níveis de IL-2 e IFNγ, reforçando o perfil imunomodulador. A análise do ciclo celular indicou parada na fase G1 nos linfócitos ativados e tratados com a caulerpina. Ensaios de expressão gênica demonstraram que a caulerpina suprime genes da via calcineurina/NFAT (NFAT1/2/4, PPP3CA/B/C, CALM3), da coestimulação linfocitária (CD28) e da resposta inflamatória (IL-2, IFNγ, CCL5), bem como genes das vias PI3K/AKT e NF-κB (PIK3CA/B, AKT2, PLCG1, IKBα/β). Os estudos de ancoragem molecular e atividade enzimática sugerem interação da molécula com a calcineurina, corroborando o mecanismo de ação proposto. Conclusão: A caulerpina demonstrou propriedades imunomoduladoras relevantes atuando principalmente por meio da modulação da via calcineurina/NFAT, com impacto na ativação, proliferação e função de linfócitos. Esses achados sustentam o seu potencial como agente imunomodulador em doenças inflamatórias, justificando estudos complementares com foco em mecanismos funcionais e validação pré-clínica.

