Defesa fala sobre determinantes socioambientais e epidemiológicos da esquistossomose em comunidade quilombola rural e contendas do Sincorá,BA

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Aluna: Patrícia Reis dos Santos

Orientador: Dr. Ricardo Riccio Oliveira

Título da Dissertação: “DETERMINANTES SOCIOAMBIENTAIS E EPIDEMIOLÓGICOS DA ESQUISTOSSOMOSE EM COMUNIDADE QUILOMBOLA RURAL DE CONTENDAS DO SINCORÁ-BAHIA

Programa: Pós-Graduação em Pesquisa Clínica e Translacional

Data: 29/10/2025

Horário: 14H30

Local: Presencial –  Sala de Aula II da Biblioteca – IGM / Online:  sala Zoom Educacional 04 

ID da reunião: 819 9370 5607

Senha: defesa

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Titulares:

Dra. Joelma Nascimento de Souza – UFBA

Dra. Isadora Cristina de Siqueira – IGM/FIOCRUZ

Dr. Ricardo Riccio Oliveira – IGM/FIOCRUZ (Orientador e Presidente da Banca)

Suplente:

Dra. Maria Lourdes Farre Vallve  – IGM/FIOCRUZ

SANTOS, Patrícia Reis. Determinantes socioambientais e epidemiológicos da esquistossomose
em comunidade quilombola rural de Contendas do Sincorá, Bahia. Dissertação (Mestrado
Profissional em Pesquisa Clínica e Translacional) Instituto Gonçalo Moniz, Fundação Oswaldo
Cruz, Salvador, 2025.

RESUMO


INTRODUÇÃO: No Brasil, cerca de 1,5 milhão de pessoas estão infectadas pelo Schistosoma
mansoni, espalhadas entre 19 dos 26 estados, mais Distrito Federal. Porém, apesar dos inúmeros
estudos nacionais sobre a doença, observa-se a inexistência de estudos epidemiológicos
específicos para as comunidades quilombolas. Essa lacuna evidencia a necessidade de
aprofundar investigações que articulem os determinantes sociais da saúde nessa população.
OBJETIVO: Determinar a prevalência de infecção pelo Schistosoma mansoni associada a
fatores ambientais, demográficos e socioeconômicos em comunidade quilombola e não
quilombola da zona rural do município de Contendas do Sincorá-Ba. METODOLOGIA: O
presente estudo, trata-se de um estudo transversal analítico de base domiciliar, que abrangeu
duas comunidades da zona rural do município de Contendas do Sincorá. Foram incluídos 158
indivíduos. Cada participante recebeu um frasco coletor, devidamente identificado para a coleta
de uma amostra fezes, da qual foram confeccionadas três lâminas de Kato-Katz.
RESULTADOS: Entre os indivíduos incluídos, nota-se que na comunidade quilombola, foram
incluídos mais indivíduos jovens do que adultos, reduzindo a mediana de idade desse grupo,
em comparação ao grupo não quilombola (p=0,0325). Houve maior frequência de pessoas
autodeclaradas negras (p=0,0243). Observou-se que, na comunidade quilombola predomina o
uso de fossa séptica, o uso de cisternas como fonte de coleta de água e a queima de lixo, e forte
exposição à corpos d’água. Apesar das condições favoráveis para a disseminação de
helmintíases. Não foram encontrados ovos de geo-helmintos, e a positividade para o S. mansoni
foi de 10,42% com baixa carga parasitária. CONCLUSÃO: O estudo confirma que a
esquistossomose em áreas rurais de baixa endemicidade transcende a dimensão biomédica e
deve ser compreendida como expressão de desigualdades sociais, raciais e territoriais. O
enfrentamento dessa enfermidade exige políticas públicas intersetoriais que articulem saúde,
meio ambiente e desenvolvimento social, com foco na equidade racial e na justiça ambiental.
Palavras-chave: Schistosoma mansoni. Comunidade Quilombola. Esquistossomose.

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