Discente: Graziela Amorim Pena
Orientadora:Dra. Maria da Conceição Chagas de Almeida
Título da Dissertação: PERFIL CLÍNICO E EPIDEMIOLÓGICO DAS MULHERES DE 40 A 49 ANOS QUE REALIZARAM MAMOGRAFIA DE RASTREAMENTO EM UM HOSPITAL FILANTRÓPICO DE SALVADOR-BA – 2019 A 2022
Programa: Pós-Graduação em Pesquisa Clínica e Translacional
Data: 06/11/2025
Horário: 14H
Local: Auditório do LASP – IGM
Online: Sala Virtual Zoom
ID da reunião: 891 9559 9970
Senha: defesa
Titulares:
Dra. Lilian Fátima Barbosa Marinho – UNEB
Dra. Deborah Bittencourt Mothé – IGM/FIOCRUZ
Dra. Maria da Conceição Chagas de Almeida – IGM/FIOCRUZ (Orientadora e Presidente da Banca)
Suplente:
Dra. Patrícia Sampaio Tavares Veras – IGM/FIOCRUZ
RESUMO
O câncer de mama, possivelmente, é a neoplasia mais temida pelas mulheres, uma vez que a
sua ocorrência causa grande impacto psicológico, funcional e social, atuando negativamente
nas questões relacionadas à autoimagem e à percepção da sexualidade. Na mulher jovem, o
câncer de mama é na grande maioria dos casos, diagnosticados tardiamente, sendo raramente
encontrado pelo médico ao exame clínico de paciente assintomática. Objetivo: Descrever
retrospectivamente o perfil clínico e epidemiológico das mulheres assintomáticas na faixa etária
de 40 a 49 anos que matricularam em um hospital filantrópico de Salvador-Ba após a realização
do exame de mamografia de rastreamento. Métodos: Estudo observacional, transversal,
realizado com 60 mulheres assintomáticas na faixa etária de 40 a 49 anos que realizaram
mamografia de rastreio e obtiveram resultado do exame com BI-RADS® 4 ou 5 no período de
janeiro/2019 a dezembro/2023. Os dados foram obtidos por meio de formulário estruturado e
coleta e de dados no prontuário eletrônico. Resultado: 60 mulheres entre 40 e 49 anos foram
avaliadas, sendo 55% com diagnóstico de câncer de mama. A maioria apresentava baixa
escolaridade e pertenciam aos grupos pardo ou preto. Exames mamográficos mostraram
predominância de densidade mamária elevada. Apenas 18,2% foram diagnosticadas em
estadios iniciais (0–I), enquanto a maioria estava em estadios II (33,3%), III (21,2%) e IV
(12,1%). O carcinoma ductal invasivo foi o subtipo histológico mais frequente (75,8%). Entre
os subtipos moleculares, destacou-se maior frequência de Luminal B, HER2 positivo e triplonegativo. As intervenções incluíram sobretudo cirurgia conservadora e quimioterapia
neoadjuvante. Contudo, observou-se elevada mortalidade (27,3%) e abandono de tratamento,
refletindo barreiras no diagnóstico precoce e na continuidade assistencial. Conclusão:
Mulheres pardas e negras, com baixa escolaridade, permanecem em maior risco de diagnóstico
tardio, exigindo políticas públicas de equidade racial e educação em saúde. O perfil reprodutivo
mostrou coexistência de fatores de risco e proteção, reforçando a importância do
aconselhamento e do rastreamento precoce. As altas taxas de mortalidade e abandono
evidenciam fragilidades na continuidade do cuidado pode ter sido consequência do período
pandêmico. Faz-se necessária uma possível revisão do fluxo diagnóstico-terapêutico e o
fortalecimento da navegação de pacientes. Tais estratégias podem ampliar a adesão e melhorar
os desfechos oncológicos.
Palavras-chave: Rastreio mamográfico; Câncer de mama; Mulheres jovens

