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O lançamento dos Territórios Escolares Interdisciplinares de Aprendizagem (TEIA) da Chapada Diamantina, do Programa Mais Ciência na Escola Bahia em conjunto a uma rede de parcerias locais, foi realizado em cerimônia no Mercado Cultural do município de Lençóis, na Bahia, no dia 05 de novembro.
O evento, que marca o início do projeto na região, contou com apresentações culturais e a participação de professores, estudantes, pesquisadores, autoridades e representantes das instituições parceiras da Rede Interdisciplinar de Ciência, Tecnologia e Inovação em Territórios Escolares (Rede-ICTITE), que coordena a iniciativa na Bahia. Integrantes de diversos clubes de ciências representaram seus municípios no encontro – Itaeté, Barra da Estiva, Palmeiras, Marcionílio Souza, Mairi, Ipirá, Seabra, Wagner, Lençóis, Itaberaba, Mucugê e Ibicoara.

Participaram da mesa de abertura Antonio Brotas, coordenador do Mais Ciência na Escola Bahia; Cristina Araripe, coordenadora de Divulgação Científica da Fiocruz; Liz Bethânia, Secretária de Educação de Lençóis; Elizabete Gonçalves, diretora territorial do NTE-03, representando a Secretaria de Educação do Estado da Bahia; Marjorie Nolasco, coordenadora do CACD/UEFS e do PROFCIAMB; Carolina Santiago Souza, professora do Clube de Ciências Nativas, do Colégio Estadual de Mucugê; e Anna Luísa Alves, estudante bolsista do projeto, do Colégio Estadual Abelardo Moreira, de Mairi.
Antonio Brotas reafirmou o principal objetivo do projeto de levar ciência e tecnologia a crianças e jovens de vários territórios da Bahia. “A chegada do projeto nos territórios é a concretização desse processo, uma vez que os estudantes vão ter acesso aos laboratórios maker, mas, principalmente, à rede, que é nosso principal ativo. A rede é formada por instituições de ciência e tecnologia, pesquisadores, profissionais de educação e da saúde, professores e estudantes de todas as regiões do estado, que conectam vários saberes e possibilidades de aprendizado.”
Cristina Araripe salientou a importância do programa para a divulgação científica. “Esse trabalho de unir ações educativas e popularização da ciência é fundamental. A gente, que trabalha com pesquisa em divulgação científica, sabe o quanto projetos como esse fazem a diferença nos territórios.”
A coordenadora do TEIA da Chapada Diamantina, Quissila Antunes, explicou que os laboratórios e clubes de ciência estarão presentes em 12 municípios da região. “Esse é um lugar rico de natureza e culturas, e a gente busca plantar sementes para que em cada laboratório possam surgir novas ideias e projetos que dialoguem com a realidade da escola e com o município, de forma que a gente construa uma cultura maker interiorizada e aprimorada.”
Marjorie Nolasco destacou a importância da aproximação da universidade com a escola, “para que os estudantes do ensino básico possam saber que eles têm uma chance de seguir para ciência, se quiserem, e fazer a diferença.”
Inauguração do labmaker

Pela manhã, antes da cerimônia de lançamento, foi inaugurado o primeiro laboratório maker do TEIA da Chapada Diamantina, do Clube de Ciências Murici, na Escola Municipal Otaviano Alves (EMOA), do Distrito Rural de Tanquinho. O espaço possui diversos equipamentos, como kits de robótica e impressora 3D.
A diretora da EMOA, Reginilce Barbosa, destacou que o Mais Ciência na Escola contribui com o projeto político pedagógico da escola. “A iniciativa contribui para tornar a EMOA referência no município, tornar nossos alunos protagonistas e para que assumam um papel importante na sua própria educação e que vejam significado no que estão estudando e aprendendo.”
Leandro Araújo, professor bolsista do Clube de Ciências Murici, considera o projeto um marco. “A gente também vai precisar aprender a utilizar essa tecnologia, que vai ser um divisor de águas, para ensinar aos alunos. Isso vai ser muito gratificante e enriquecedor para as aulas de ciências. É um trabalho muito bonito e criativo”, afirmou.
A estudante Nicole da Silva Paresque destacou a utilidade da impressora 3D. “A gente pode estudar mais as partes do corpo, tipo o coração, porque podemos reproduzi-las para conseguir entendê-las melhor. Também vamos construir várias coisas do zero, que a gente precisa no dia a dia, para nos ajudar na execução de trabalhos”, disse.
Durante o lançamento, os participantes também visitaram o laboratório da Escola Municipal Horácio de Matos, que será inaugurado em breve, e já foi instalada a impressora 3D.
O projeto Mais Ciência na Escola Bahia tem o objetivo de promover a equidade no acesso à Ciência, Tecnologia e Inovação e a Cultura Maker, especialmente entre jovens e escolas da educação básica, incentivando a inclusão, diversidade, o protagonismo estudantil e o pensamento crítico. O projeto, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Ministério da Educação, na Bahia, é coordenado pela Fiocruz Bahia, abrangendo 51 municípios, 90 escolas da rede pública e 900 estudantes.
LabMaker da Escola Municipal Horacio de Matos








LabMaker da Escola Municipal Otaviáno Alves









Lançamento do TEIA Chapada Diamantina




















