Biobanco da Fiocruz Bahia é aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa

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O biobanco do Instituto Gonçalo Moniz (IGM/Fiocruz Bahia), o Bio-IGM, teve o protocolo de funcionamento aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). O Bio-IGM tem como objetivo realizar armazenamento de material biológico humano para o desenvolvimento de pesquisas biomédicas e melhor entendimento na patogênese, patogenia, evolução, tratamento e diagnóstico de doenças infecto-contagiosas, crônico-degenerativas e neoplasias de interesse estratégico para o Instituto.

A estrutura é constituída por uma equipe técnico-administrativa, composta pela curadora Eugênia Granado, a curadora adjunta Adriana Lanfredi Rangel e apoio técnico de Rafaela Gomes Alves. O espaço físico de aproximadamente 55 m², localizado no subsolo do edifício garagem, será composto por uma sala equipada com freezers com temperaturas de -30°C e -80°C, refrigeradores, outra receberá container de nitrogênio líquido para 40 mil amostras, além de área administrativa, de recepção e processamento de amostras.  O Bio-IGM contará com um sistema automatizado de organização e monitoramento de dados associados às amostras armazenados, com os softwares REDCap e NorayBanks.

De acordo com Ricardo Riccio, vice-diretor de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Serviço de Referência da Fiocruz Bahia, a aprovação do biobanco representa um marco significativo para a instituição, pois é o primeiro da Fiocruz nas regiões Norte e Nordeste. “Isso destaca o compromisso do IGM em impulsionar a pesquisa científica na região, fornecendo uma infraestrutura essencial para armazenar e compartilhar amostras biológicas de alta qualidade. Além disso, ao incluir amostras de doenças negligenciadas como esquistossomose e doença de Chagas, o Bio-IGM demonstra uma abordagem inclusiva e inovadora para enfrentar desafios de saúde locais e globais”, observa.

Riccio acredita que o Bio-IGM dará acesso a uma variedade de amostras biológicas e dados clínicos. “Isso permitirá que os pesquisadores explorem áreas como genética, epidemiologia e medicina personalizada, com um olhar especial para as condições de saúde comuns nestas regiões do país. E, ao promover a colaboração entre pesquisadores e instituições, pode facilitar a descoberta de biomarcadores e terapias inovadoras para melhorar a saúde pública e abordar desafios específicos da região”, conclui.

Eugênia Granado explica que o biobanco está aberto a receber o depósito de amostras de pesquisadores da Fiocruz Bahia, mas também de outras instituições. O recebimento dessas amostras será avaliado pela equipe com as curadoras do Biobanco e pelo comitê gestor da Rede Fiocruz de Biobancos (RFBB). “O Bio-IGM vai garantir qualidade para essas amostras, elas vão ficar guardadas em condições e temperaturas adequadas, conforme a necessidade, com monitoramento contínuo das temperaturas dos equipamentos aonde estarão armazenadas Além disso, essa iniciativa da Fiocruz irá fomentar uma maior interação entre diferentes grupos de pesquisa”, ressalta a curadora.

Inicialmente, serão recebidas amostras de diagnóstico de Covid-19, oriundas da Plataforma de Vigilância Molecular da Fiocruz Bahia, além de amostras provenientes de projetos de pesquisa em desenvolvimento no instituto e ligados à Rede Fiocruz de Pesquisa Clínica, em doenças causadas pelo Schistosoma mansoni e Trypanosoma cruzi.

Fruto de um projeto institucional de mais de dez anos, o financiamento para o Bio-IGM vem da captação de recursos pelo Núcleo de Excelência em Gestão de Projetos de nossa Unidade (NEGP/IGM), através de emendas parlamentares e do apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT-BA), e do apoio financeiro e organizacional da Rede Fiocruz de Biobancos (RFBB), ligada à  Vice-Presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas (VPPCB).

Rede Fiocruz de Biobancos

A Rede Fiocruz de Biobancos (RFBB) foi formalizada em 2015, pela Presidência da Fiocruz (744/2015-PR), com coordenação da Vice-Presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas (VPPCB/Fiocruz), com o objetivo de estabelecer e manter biobancos institucionais estruturados em rede para prover à comunidade científica material biológico humano de qualidade e dados associados, dando suporte a projetos de pesquisa que sejam de benefício e interesse da saúde em âmbito nacional e zelando pelos direitos dos participantes de pesquisa.

A RFBB é composta pelos biobancos constituídos nas unidades técnico-científicas da Fiocruz e registrados na Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep/CNS/MS). Até o momento, a RFBB está constituída pelos biobancos de Bio-Manguinhos (BBIO), do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), do Instituto René Rachou (IRR), do Biobanco da Biodiversidade e Saúde (BBS, antigo Biobanco COVID-19) e  mais recentemente pelo Biobanco da Fiocruz Bahia (Bio-IGM).

Interessados/as em depositar amostras no Bio-IGM devem entrar em contato através dos endereços eletrônicos e/ou telefone abaixo:
E-mails: bio.igm@fiocruz.br e/ou eugenia.granado@fiocruz.br
Telefone: 71 3176-2470

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