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Título da Tese: “ PROPRIEDADES ANTIBACTERIANAS E ANTI-INFLAMATÓRIAS DA FRAÇÃO DE ALCALOIDES TOTAIS (FAT) DE CHONDRODENDRON PLATYPHYLLUM (MENISPERMACEAE) E DO ALCALOIDE CURINA NA SEPSE EXPERIMENTAL”.
Titulares:
Dra. Juliana Moura Mendes Arrua -CEMIT/UNA
Dra. Patrícia Torres Bozza Viola – IOC/Fiocruz
Dr. Cássio Santana Meira – Senai/Cimatec
Suplente:
Dra. Helenita Costa Quadros – UNEB
ID da Reunião: 246 620 799 502 841
Senha: Nr3XG9X4
RESUMO: INTRODUÇÃO: A sepse é uma síndrome inflamatória sistêmica decorrente de resposta desregulada à infecção, associada à elevada morbimortalidade e à limitação terapêutica imposta pela resistência bacteriana. Nesse contexto, produtos naturais, especialmente alcalóides vegetais, destacam-se como fontes promissoras de moléculas com potencial antibacteriano, anti-inflamatório e modulador da ação de antibióticos. Chondrodendron platyphyllum, espécie da família Menispermaceae, é rica em alcalóides bisbenzilisoquinolínicos, incluindo a curina, molécula com propriedades farmacológicas já descritas. OBJETIVO: Avaliar as atividades antibacteriana, moduladora da resistência bacteriana e anti-inflamatória da fração de alcalóides totais (FAT) e da curina obtidas de Chondrodendron platyphyllum em cepas bacterianas, modelo experimental de sepse polimicrobiana e análises computacionais. METODOLOGIA: A atividade antibacteriana e moduladora foi avaliada em cepas-padrão e resistentes de S. aureus, P. aeruginosa e E. coli, por microdiluição e CIM, isoladamente e em associação com antibióticos. A interferência sobre bombas de efluxo foi investigada com brometo de etídio, cepas associadas a NorA/MepA, fluorimetria e análises in silico. A viabilidade e a atividade anti-inflamatória foram avaliadas em macrófagos estimulados com LPS/IFN-γ, por dosagem de LDH, NO, citocinas e eicosanóides. In vivo, utilizou-se o modelo CLP, com análise de sobrevida, escore clínico e carga bacteriana por UFC. RESULTADOS: A FAT e a curina apresentaram atividade antibacteriana variável, com maior relevância quando associadas a antibióticos, evidenciada pela redução da CIM em combinações específicas. Nos ensaios com brometo de etídio, ambos os compostos reduziram a CIM e aumentaram a fluorescência, sugerindo maior acúmulo intracelular do marcador e possível modulação de bombas de efluxo. As análises in silico indicaram interação da curina com alvos associados à resistência bacteriana, especialmente NorA e MepA, reforçando seu potencial como adjuvante antimicrobiano. Em macrófagos estimulados, FAT e curina reduziram NO, IL-10, IL-6 e TNF-α, sem citotoxicidade relevante, sugerindo efeito anti-inflamatório sem comprometimento da viabilidade celular. No modelo CLP, os animais sépticos não tratados apresentaram aumento da carga bacteriana peritoneal, agravamento clínico e elevação de leucócitos totais, neutrófilos e monócitos. O meropenem reduziu a carga bacteriana e atenuou esses parâmetros hematológicos, enquanto a FAT, especialmente nas doses de 2,5 mg e 7,5 mg, reduziu a carga bacteriana nas primeiras 6 horas e promoveu diminuição intermediária das células inflamatórias em relação ao grupo CLP + salina. Entretanto, a elevada mortalidade inicial limitou a análise longitudinal do escore de gravidade e da sobrevida. CONCLUSÃO: Os resultados indicam que a FAT e a curina apresentam potencial antibacteriano, modulador da atividade de antibióticos e possível ação sobre bombas de efluxo. Em macrófagos, reduziram NO e mediadores inflamatórios sem citotoxicidade relevante. No modelo CLP, a FAT reduziu a carga bacteriana peritoneal inicial e atenuou parcialmente alterações hematológicas, embora a elevada mortalidade tenha limitado a análise de sobrevida e gravidade clínica. Assim, os alcalóides de Chondrodendron platyphyllum mostram potencial como adjuvantes no controle da infecção, resistência bacteriana e inflamação na sepse experimental.

