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Aluno: Júlio César Queiroz Figueiredo
Orientador: Dr. Bruno Solano de Freitas Souza
Banca Examinadora:
Titulares:
- Dr. Bruno Solano de Freitas Souza – PGPAT/IGM (Orientador e Presidente da Banca)
- Dr. Pablo Leal Cardozo –Â UFRJ
- Dra. SÃlvia Lima Costa – UFBA
Suplente:
- Dra. Juliana Perrone B. de Menezes Fullam –Â PGPAT/IGM
Local: Sala de Videoconferênica da Fiocruz Bahia
Reunião do Microsoft Teams
Ingressar: https://teams.microsoft.com/meet/244503962816495?p=QEfshtR2RgYMcFuRVb
ID da Reunião: 244 503 962 816 495
Senha: RD2hr6iG
RESUMO
O transtorno do espectro autista (TEA) é um conjunto heterogêneo de condições do neurodesenvolvimento caracterizadas por prejuÃzos na comunicação social e pela presença de comportamentos restritivos e repetitivos. No Brasil, estima-se que aproximadamente 2,4 milhões de indivÃduos tenham diagnóstico de TEA. Embora a etiologia do transtorno compreenda uma interação complexa entre fatores genéticos e ambientais que afetam o desenvolvimento dos neurônios, evidências recentes sugerem que alterações em células não neuronais, particularmente os astrócitos, desempenham
papel relevante na modulação do microambiente cerebral e da função sináptica no TEA. Nesse contexto, modelos in vitro baseados em células-tronco pluripotentes induzidas humanas (hiPSCs) têm possibilitado a investigação de fenótipos celulares humanos de forma mais fiel ao perfil genético dos pacientes. OBJETIVO: Investigar a reatividade glial em astrócitos derivados de hiPSCs de pacientes com TEA em comparação a linhagem controle, por meio da avaliação de parâmetros morfológicos, funcionais e
moleculares. MÉTODOS: Foram utilizadas linhagens de hiPSCs de dois pacientes com TEA e um controle. Os astrócitos foram obtidos a partir da diferenciação destas células, com etapa intermediária em células-tronco neurais (NSCs). A caracterização fenotÃpica foi realizada por RT-qPCR para os marcadores Vimentina, AQP4 e S100β. Para indução de reatividade glial, as células foram expostas ao TNF-α em condições de privação de soro. A resposta celular foi avaliada por meio da translocação nuclear de NF-κB,
expressão gênica de citocinas (IL-1β, TNF-α, IL-6, IL-10 e BDNF), análise morfológica, viabilidade celular e estresse oxidativo. RESULTADOS: Os astrócitos derivados de hiPSCs apresentaram expressão consistente de marcadores caracterÃsticos, confirmando a eficiência do protocolo de diferenciação. Em comparação à s células controle, astrócitos derivados de pacientes com TEA demonstraram maior ativação de vias inflamatórias, evidenciada por aumento na expressão de citocinas pró-inflamatórias e maior translocação de NF-κB após estÃmulo com TNF-α. Adicionalmente, foram observadas alterações morfológicas e redução da viabilidade celular sob condições inflamatórias. CONCLUSÃO: Astrócitos derivados de pacientes com TEA apresentam maior propensão a um estado de reatividade glial frente a estÃmulos inflamatórios. Esses achados sugerem o papel potencial dos astrócitos na fisiopatologia do TEA e destacam a utilidade de modelos baseados em hiPSCs para o estudo de mecanismos celulares
associados ao transtorno.

