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Aluna: Adriele Pinheiro Bomfim
Orientadora: Dra. Viviane Sampaio Boaventura de Oliveira
Programa: Pós-graduação em Patologia Humana – UFBA/Ficoruz
Data: 15/01/2026
Horário: 8H
Local: Sala Virtual Zoom
ID da reunião: 863 3708 4214
Senha: pgpat
Banca:
- Dra. Joice Neves Reis Pedreira – UFBA
- Dr. Kevan Akrami – UCSD (University of California System)
- Dr. Vinicius Maracajá Coutinho – IGM/Fiocruz
- Dra. Cláudia Ida Brodskyn (PGPAT/IGM)
- Dra. Viviane Sampaio Boaventura de Oliveira (Orientadora e Presidente da Banca)
Suplente:
- Dr. Bruno Solano de Freitas Souza (PGPAT/IGM)
RESUMO:
A COVID longa é uma doença complexa e ainda pouco compreendida, sem biomarcadores que
auxilie no manejo adequado da doença. Este estudo teve como objetivo investigar potenciais
biomarcadores clínicos e microbiológicos associados ao desenvolvimento da doença, por meio
da caracterização de dados clínicos e da microbiota nasal de indivíduos com síndrome gripal
aguda. Foram analisados 291 participantes, distribuídos entre indivíduos que testaram positivo
para SARS-CoV-2 (n = 193) e controles negativos (n = 98). Esses grupos foram estratificados
posteriormente de acordo com a evolução clínica, com base na presença ou ausência de
sintomas persistentes além de 12 semanas apos a fase aguda. As características clínicas na fase
aguda foram semelhantes entre os grupos, com predomínio de sintomas do trato respiratório
superior. No entanto, entre os indivíduos que evoluíram para COVID longa, observou-se maior
frequência de sintomas cardiorrespiratórios durante a fase aguda (70% versus 48%, p = 0,002).
A análise da microbiota nasal revelou redução significativa da diversidade alfa nos infectados
por SARS-CoV-2 em comparação com controles de outras etiologias (Wilcoxon: Chao2 p =
0,03305; Shannon p = 0,02578; Simpson p = 0,1082). No entanto, não houve diferenças na
diversidade beta ou na composição taxonômica entre os que desenvolveram COVID longa e os
que se recuperaram completamente. A reativação de EBV/CMV também não se mostrou
associada à persistência dos sintomas. As análises de sensibilidade confirmaram a robustez dos
achados. A infecção aguda por SARS-CoV-2 está associada a uma perturbação aguda da
microbiota nasal, caracterizada pela redução da diversidade microbiana. Contudo, não foi
possível identificar um perfil microbiano nasal específico que distinguisse indivíduos que
desenvolveram COVID longa daqueles que se recuperaram completamente, sugerindo que
outros fatores fisiopatológicos podem exercer papel mais determinante na persistência dos
sintomas.
Palavras-chave: COVID Longa; Biomarcador; Microbiota; EBV; Citomegalovirus

