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O pesquisador da Fiocruz Bahia e coordenador do projeto Oxente Chagas, Fred Luciano Neves Santos, participou do III Diálogo Nacional das Associações de Pessoas Afetadas pela Doença de Chagas em associação com o V Encontro das Secretarias Estaduais de Saúde.
O evento, promovido pelo Programa de Pesquisa Translacional em Doença de Chagas (Fio-Chagas) da Fundação Oswaldo Cruz, em parceria com o Grupo Técnico em Doença de Chagas do Ministério da Saúde, foi realizado entre os dias 20 e 22 de agosto, no Auditório de Bio-Manguinhos, no Rio de Janeiro. A atividade teve como tema a “Integração entre as pessoas afetadas pela doença de Chagas e o SUS: avanços e desafios para a sustentabilidade da vigilância e da atenção integral”.
A programação contou com a presença de representantes da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Programa Médicos Sem Fronteiras e das Secretarias Estaduais de Saúde. Além disso, a iniciativa, que tem como objetivo reunir as associações de pessoas afetadas pela Chagas no Brasil e compartilhar experiências, contou com representações do Pará, Pernambuco, Ceará, Bahia, São Paulo, Campinas, Minas Gerais e Goiás.
Durante o evento, Fred Santos proferiu a palestra intitulada “Oxente Chagas: uma perspectiva de Saúde Pública e One Health”, destacando a relevância do projeto no enfrentamento à doença de Chagas e no fortalecimento de políticas integradas de saúde. Ele também falou sobre a utilização do TR Chagas Bio-Manguinhos em campo e anunciou a futura implementação da segunda versão do teste, que será otimizada com o leitor de bandas, evitando resultados subjetivos e falso-positivos durante as testagens em campo.
“O TR2 está em análise, fizemos a primeira avaliação em campo e agora estamos realizando com outras amostras em laboratório. Acredito que até o final do mês de setembro, a gente consiga finalizar as análises e passar esse dossiê para que Bio-Manguinhos possa solicitar à Anvisa essa atualização no dispositivo”, afirmou Fred Santos. Na oportunidade, o pesquisador destacou os avanços do Projeto na identificação de casos positivos que, até então, não tinham conhecimento de sua condição, oportunizando melhoria de qualidade de vida à população afetada.
Ainda segundo o pesquisador, o evento proporcionou momentos ricos de discussão sobre inovação e pesquisa, as dificuldades e barreiras que as associações encontram para realizar suas ações nos territórios e, também, a troca de experiências entre as associações e a secretaria de saúde no combate aos triatomíneos, no acesso ao diagnóstico e ao tratamento.
Ao final do evento, foi redigido um documento com as reivindicações e pontos de melhoria que deverá ser encaminhado para as autoridades competentes em diferentes níveis. O arquivo deverá ser publicado no site da OMS com tradução em inglês, apresentando os principais pontos elencados durante o evento.






