Dissertação avalia prevalência de hepatite E em pacientes com comorbidades

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Discente: Luan Henrique Paim Santos
Orientador: Luciano Kalabric Silva
Título da dissertação: “PREVALÊNCIA DA INFECÇÃO PELO VÍRUS DA HEPATITE E (HEV) EM PORTADORES DE HIV, PACIENTES COM DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL (DII) E CIRRÓTICOS”
Programa: Pós-Graduação em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa
Data de defesa: 17/05/2023
Horário: 09h00
Local: Sala Virtual do Zoom
ID da reunião: 869 0610 8744
Senha de acesso: luan

Resumo

INTRODUÇÃO: A hepatite E tem sido considerada uma doença importante nos países desenvolvidos e ainda é negligenciada no Brasil. A hepatite E vem merecendo destaque, recentemente, devido a possibilidade de se tornar uma doença crônica em pacientes imunocomprometidos. OBJETIVO: O objetivo deste estudo é determinar a prevalência da infecção pelo HEV em pacientes portadores de HIV, pacientes com DII e pacientes com DCPF na cidade de Salvador-BA. MÉTODOS: Participaram do estudo 290 pacientes atendido no HUPES sendo: 153 de portadores de HIV, 87 de pacientes com DII e 50 de pacientes com DCPF. Os dados da pesquisa foram obtidos por entrevista e pela revisão de prontuários médicos. Uma amostra de soro foi coletara para determinação da soroprevalência do HEV a partir da pesquisa de anticorpos anti-HEV IgG e anti-HEV IgM pelo método de ELISA (Wantai) e para determinação da prevalência de infecção pelo método RT-PCR (Realstar HEV RT-PCR kit 2.0, Altona Diagnostics). RESULTADOS: A maioria dos participantes foi do sexo masculino (64%) com idade média de 43 anos, residentes da RMS (72%), e afrodescentes (85%). A maioria dos pacientes não apresentaram riscos percutâneos, exceto cirurgias e tratamentos dentários invasivos. Foi frequente o sexo oral (66%) e anal (53%) e a maioria dos participantes relatou uso de irregular de preservativos (55%). A prevalência de anti-HEV IgG foi de 9,3% (IC95% 6,2% – 13,2%), não foram detectados casos com anti-HEV IgM reagente ou HEV-RNA detectável. A exposição ao HEV foi associado como morar em áreas com criação de porco na vizinhança (RP 2,63; p= 0,05). Consumo de porco também apresentou uma alta associação, porém não-significante (RP 3,38; p = ns). CONCLUSÃO: Os dados indicam que o HEV está em circulação nas populações estudadas. Apesar de não termos encontrarmos casos agudos e crônicos de infecção, a exposição devida às condições sanitárias e a falta de uma política de sangue para rastreio ao HEV pode comprometer a vida das pessoas que já sofrem com uma doença de base, sobretudo em pacientes imunocomprometidos. Palavras-chave: prevalência, vírus da hepatite E, hepatite crônica, HEV, imunocomprometidos.

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